8 de julho de 2016

Indicação do Octeto: "Incrível trajetória de Kimi continua em escolha acertada da Ferrari"

Porque às vezes, acontece de alguém escrever sobre Kimi sem precisar denegrir a carreira dele.


"Incrível trajetória de Kimi continua em escolha acertada da Ferrari" por Ico

Para um piloto que aparenta estar sempre desinteressado, é impressionante imaginar que Kimi Raikkonen vai disputar uma 15ª temporada na F-1. Para quem recebeu um salário polpudo durante um ano para não correr pela Ferrari, é impressionante que ele fará uma sétima temporada pela equipe italiana. Mas a trajetória do finlandês não tem nada de comum. Pelo contrário. 

O finlandês é o Max Verstappen de sua geração. Chegou na Fórmula 1 com 21 anos de idade e apenas 23 corridas de experiência – uma temporada correndo de Fórmula Renault. A precocidade gerou polêmica, a FIA hesitou em lhe dar uma superlicença mas ele respondeu aos críticos pontuando na prova de estreia com a Sauber. No ano seguinte, já estava vencendo numa equipe grande, a McLaren. Em seu terceiro ano já era vice-campeão do mundo. 

Raikkonen fez uma grande temporada em 2005, onde viu sua luta contra Fernando Alonso comprometida por problemas de confiabilidade da McLaren. Mudou para a Ferrari em 2007 e ganhou o campeonato logo de cara, num final de ano de infartar numa briga épica e cheia de polêmicas contras os pilotos de sua ex-equipe. Anos apagados em 2008 e 2009 encerraram suas chances com o time italiano, que já namorava Alonso faz tempo. 

Como seu contrato era vigente, Raikkonen recebeu sem correr em 2010. Fez duas temporadas acidentadas no Mundial de Rali e experimentou outras categorias. Voltou à F-1 de maneira surpreendente em 2012 pela Lotus, fazendo uma temporada sensacional: se manteve boa parte do tempo vivo na briga pelo título mesmo com um carro muito inferior ao dos adversários e venceu uma prova. No ano seguinte, era o vice-líder até o meio do campeonato. Mas os investidores da Lotus fecharam a torneira, ele ficou sem receber e o carro, sem ser desenvolvido. A duas etapas do fim, assinou com a Ferrari e mandou uma banana para a Lotus. 

O finlandês comeu o pão que o diabo amassou ao lado de Alonso no time italiano, muito por sua incapacidade de ser competitivo com um carro talhado ao particular estilo de pilotagem do espanhol – uma questão que também afetava seu antecessor no time. A Ferrari se renovou e ele ganhou a companhia de um de seus poucos amigos de verdade na F-1. Foi totalmente eclipsado por Vettel, mas ainda ganhou a chance de continuar nesta temporada. 

Pelo que fez em 2016, é até natural que Raikkonen tenha tido seu contrato renovado. No ano passado, após nove corridas, ele tinha somado apenas 36% dos pontos da equipe. Neste ano, somou 50%. Se é Vettel quem brilha ocasionalmente, o finlandês se destaca pela regularidade. O momento da Ferrari é ainda o de buscar o crescimento e não o de investir em um sangue mais jovem – que traria talvez mais ímpeto, mas também a irregularidade dos jovens que ainda estão tentando provar seu valor a cada acelerada. 

Com Raikkonen, a Ferrari tem uma poupança segura de pontos, Vettel um companheiro que não perturba o ambiente. E, quem sabe, com um carro cada vez mais afeito ao seu estilo mais normal de pilotagem, vai que o finlandês não cresce ainda mais no ano que vem. Com sua história, eu não duvido de nada. 

Fonte: Blog do Ico

Bom saber que o que escrevi ontem na minha coluna, bate com o texto acima. 

Não se pode rotular Kimi dizendo que ele é fraco e ignorar tudo o que ele fez em sua carreira na F1. Não é certo e nem justo.

Agradeço ao leitor Levi pela indicação do texto.

Beijinhos, Ludy

Um comentário:

Anônimo disse...

Belo texto!tendo o devido respeito a carreira dele! Ricardo