10 de fevereiro de 2016

O erro de Villeneuve

Villeneuve avalia carreira na F1 e admite erro ao renovar com BAR em 2002: “Tinha uma proposta da Renault”

Jacques Villeneuve, campeão da F1 em 1997, perdeu muito espaço no certame ao longo dos anos 2000 – certamente por causa de algumas decisões errôneas. Mas, de todas, o canadense destaca a recusa à oferta da Renault em 2002 para renovar com a pequena BAR

Já se vai uma década desde a última temporada de Jacques Villeneuve na F1 – a de 2006, na BMW. Olhando para trás, se vê que a carreira do canadense foi uma montanha-russa: gloria nos anos 1990, declínio severo nos anos 2000, consequência de algumas escolhas duvidosas. Mas, de todas elas, o campeão de 1997 só se arrepende de uma: recusar uma oferta da Renault em 2002 para renovar com a BAR.

“Não me arrependo de nada. Meu único erro foi renovar o contrato com a BAR quando tinha uma proposta da Renault”, cravou Villeneuve, em entrevista à revista francesa ‘Auto Hebdo’.

As negociações aconteceram em 2001, quando a Renault arquitetava sua segunda passagem pela F1. Villeneuve, procurado, optou por seguir na BAR, onde recentemente havia conseguido dois pódios, indicando que o projeto da escuderia anglo-americana estava decolando. 

Mas pouco tempo foi necessário para perceber que a decisão estava errada. Já em 2003 a Renault estava vencendo corridas com Fernando Alonso, enquanto Villeneuve somava apenas 6 pontos e era engolido por Jenson Button, novo companheiro de equipe. Já em 2004 o canadense estava sem equipe e com o fim da carreira batendo na porta. 

As decisões duvidosas, todavia, remontam o final do século passado. Ao fim de 1998, recém campeão mundial pela Williams, Villeneuve foi chamado pela McLaren, que voltava a ser uma equipe vitoriosa depois de anos medianos. O convite foi feito especialmente por Adrian Newey, contratado por Ron Dennis. 

“Na verdade, recebi uma oferta da McLaren. Adrian Newey me chamou, pedindo que não assinasse com a BAR e me unisse a ele no lugar disso. Gostei disso, já havia visto o que ele podia fazer com seus carros na Williams e havia um respeito enorme entre nós”, recordou. 

Apesar do convite tentador da McLaren, Villeneuve optou por virar sócio da Craig Pollock e fundar sua própria equipe, a BAR. 

“Hoje é fácil dizer que seria estupendo estar na McLaren, mas como poderia perder a chance de ter minha própria equipe?”, finalizou.

Fonte: Grande Prêmio

A vida profissional é uma coisa difícil. Muitas vezes vamos cometer erros e só o tempo vai mostrar o quão prejudiciais eles foram.

Para mim, não ter saído da BAR no final de 2001 não foi o erro do qual Jacques deveria se arrepender. 

O maior arrependimento dele deveria ser o dia em que aceitou criar uma equipe junto com Craig Pollock, aquele que quando o barco começou a afundar foi o primeiro a pular e deixar Jacques se afogar. 

Infelizmente, o tempo mostrou o quão prejudicial isto foi para a carreira de Jacques. Sim, ele fez as escolhas também, tem parte da responsabilidade, mas tudo poderia ter sido muito menos ruim se a BAR jamais tivesse existido. Tudo poderia ter sido menos complicado, ou menos frustrante ou menos decepcionante ou menos doloroso.

Algumas coisas nem o tempo consegue apagar.

Beijinhos, Ludy

Um comentário:

Kyna disse...

o villeneuve nunca escondeu a vontade de ter equipe e este era o sonho do pai dele também, e convenhamos, do meio de 97 até o título o villeneuve mudou e muito para pior, onde até o próprio pollock pedia para ele pegar mais leve e nada. dificilmente alguma outra equipe iria quere-lo.
e realmente duvido que o ron dennis fosse aceita-lo lá. a BAR acabou sendo mais uma falta de opção mesmo.
mas, passado é passado. só queria q ele e o coulthard pudessem um dia formar uma equipe (tirando o octeto, hehehe)