Semana Jacques Villeneuve 2011 - parte 4



Fórmula 1 - A era dos desgostos na BAR

1999 foi literalmente ano de vida nova, equipe nova, tudo novo na carreira de Jacques na F1. Junto com o seu empresário Craig Pollock e o norte-americano Adrian Reynard, Villeneuve deu vida à British American Racing, mais conhecida na categoria como BAR. Era o começo de um sonho que até a primeira saída do canadense da F1, no final de 2003, se tornaria um pesadelo. No ano de estreia JV correu as 16 provas e ficou na 21ª posição no mundial. Foi um ano simplesmente horrível.

Por 5 temporadas JV trabalhou para tentar levar a BAR ao um lugar de destaque na categoria. Muita coisa deu errada, muitos conflitos aconteceram, Craig Pollock o deixou na mão no final de 2001 e surgiu então David Richards (2002/2003) que fez de tudo um pouco mais para atrapalhar a vida do canadense na equipe e especialmente na mídia. Obviamente, por não ser um cara que leva desaforo para casa, a guerra mesmo não sendo abertamente declarada, aconteceu nos bastidores da equipe e ao final de 2003, Richards consegui o que queria, tirar Villeneuve do time. O canadense nem chegou a disputar o último GP do ano, no Japão.

Villeneuve perdeu preciosos anos de sua carreira na BAR. A sua melhor colocação com a equipe em cinco temporadas foi o 7º lugar no campeonato nos campeonato de 2000 e 2001, sendo os melhores resultados em corrida, dois 3º lugares em 2001, no GP da Espanha e no GP da Alemanha (o último pódio da carreira de JV na F1). As temporadas de 2002 e 2003 foram tenebrosas, para esquecer, Jacques terminou em 12º e 16º lugares no mundial, respectivamente.

Os anos de BAR foram realmente difíceis. Muitos dizem que a culpa foi só do canadense, mas estão errados. Um time não se faz só de piloto, mas de toda uma estrutura. Não deu certo, porque não tinha que dar. Hoje, esta equipe que JV ajudou a tirar do papel, ou pelo menos o embrião do que ela foi um dia, saiu da falência (Honda 2008), para ser a grande campeã mundial de 2009 e trazer de volta às pistas o heptacampeão Michael Schumacher. Então no fundo, um pouco daquilo que Villeneuve pretendia para a British American Racing quando ela estreiou em 1999, aconteceu.

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Abaixo algumas fotos da época da BAR. Estas foram as mais fáceis de selecionar. Não gosto de lembrar desta equipe, minhas recordaçãões de lá são ruins, em especial de 2002 e 2003. Resumir a era de desgostos destes anos é muito fácil.










Amanhã falaremos sobre a passagem de Jacques pela Renault, Sauber e BMW, encerrando assim sua carreira na F1.

Beijinhos, Ludy

Comentários

Biba disse…
eu acho incrível como um piloto tão bom como ele foi tão desrespeitado, dentro da F-1... fico inconformada até hj... fico mto revoltada com essas coisas..... e hj o q era a BAR tá aí Mercedes, e Schummy correndo na equipe..... é mta brincadeira de mal gosto para os meus padrões
Julie disse…
Infelizmente, não pude comentar a Semana Villeneuve do jeito que eu queria, pois essa semana tem sido bem puxada e não não tenho tido tempo pra nada!!Sorry, Ludy!!

Considero Villeneuve um piloto extraordinário, desses raros de se encontrar hoje em dia, pelo talento, competência que tem, mas que infelizmente não foi tratado com o devido respeito quando passou pela F-1.

Além do mais, tenho um carinho especial por esse piloto, pois foi graças a ele que voltei a curtir F-1 do jeito de antigamente, só ele mesmo pra fazer isso comigo!! hehehehe

Super bjssss
Julie
Erika disse…
A era BAR tb me trás uma sensação amarga, mas ele estava terrivelmente lindo nessa época!
Biba e Julie, o sentimento de revolta com o a forma como o Jacques foi tratado é uma cicatriz que ficou comigo e com ele, com certeza. E o pior, comigo, a história se repetiu em Kimi...but...life goes on!!! Obrigada pelsos comentários! rsrsrs...

Erika, eu tomei a BAR como minha equipe por muito anos, gostava demais de saber que aquela equipe era do Jacques, que ele a havia criado, mas como vc disse, foi uma fase amarga. Lindo? Ele sempre é!!! rsrsrs...

bjs meninas,

Ludy
Anônimo disse…
Tenho a visão de que assim como outro ídolo seu Ludmila, o Kimi, Jacques não queria 'chover no molhado' e ficar conquistando títulos e mais títulos como o Schummy. Foi campeão, viu que a Williams tava iniciando sua decadência (e foi EXATAMENTE isso já que a última era d ouro da equipe de Frank foi c/ Villeneuve. Aliás é irônico ver o Barrica andar c/ um carro cuja pintura foi inspirada na W d 97, carro do Villa d quem ele sempre falou mer...)
Enfim, JV foi buscar um novo desafio c/ a BAR. Isso é legal! Vários campeões fizeram isso e tb n foram lá bem sucedidos como o próprio Emerson q aparece c/ Jacques em uma das fotos mto bem postadas.
Aliás sobre essa foto o q será q eles estariam falando? Emerson: "É, meu caro, achou que ia ser fácil ter seu próprio time?" ou Jacques: "Vc toma Finasterida 1mg, 5mg ou fez implante msmo? Também estou precisando!"
Bjs, parabéns pelo ótimo e diferenciado blog!

Bruno
bolseiro6@yahoo.com.br
Bruno, adorei seu comentário, em especial sobre o Barrichello. Sempre encheu a boca para criticar o Villeneueve e vai sair da F1 como entrou, sem um único título. Pode ter as trocentas milhões de corridas, mas e daí?
Concordo, Jacques fez uma escolha, e sim ele tem a mesma mentalidade que Kimi.Infelizmente para Jacques, as escolhas levaram aos caminhos errados, o contrário acontece com Kimi. Faz parte da vida, às vezes acertamos, outras vezes erramos.
Valeu pelas palavras e seja muito bem-vindo!!!!

bjs, Ludy

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