Impactos do Covid-19 na F1

Impacto da crise do Covid-19 nas equipes da F1 será algo "difícil" de prever

Frédéric Vasseur, chefe da Alfa Romeo, acredita que não é possível prever o impacto do Covid na F1, com as equipes em meio à conversas para cortes de gastos

A pandemia do Covid-19 forçou a Fórmula 1 a cancelar ou adiar as oito primeiras corridas da temporada até o momento, com ainda mais eventos podendo cair enquanto o mundo tenta controlar a disseminação do vírus.

A falta de corridas deixou as equipes em um grande gargalo financeiro, e preocupações com uma queda na entrada de verbas vindas dos direitos comerciais e patrocínios pairam sobre o grid.

Medidas de emergência, como fechamento imediato das fábricas e o adiamento das regras de 2021 já foram adotadas, mas ainda podem não ser suficientes para evitar os riscos de algumas equipes sofrerem para se manter. 

Em uma entrevista exclusiva com o Motorsport.com, o chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, afirmou que a dificuldade para todas as equipes é a incerteza sobre como ficarão as coisas nos próximos meses. 

"O problema é que não sabemos qual é a real profundidade da crise", disse. "Não sabemos se poderemos começar em Montreal ou não". 

"É difícil ter um entendimento claro de qual será a situação e qual será a temporada que teremos hoje. Estamos sofrendo para construir uma temporada forte e decente, mas não sabemos". 

"No fim, é difícil para nós imaginarmos qual será o impacto nas equipes. Temos que ser reativos. Estamos trabalhando para definir os planos e tentando bolar um plano B, um plano C e todas as letras do alfabeto". 

"Temos em entender que as decisões tomadas pelas autoridades são ainda mais importantes agora e temos que lidar com a situação como ela está". 

A McLaren já confirmou um plano de contenção de gastos que envolve a diminuição de salários por todos os setores e com funcionários sendo dispensados até o final da crise. Mas, Vasseur acha que todas as equipes - incluindo as de montadoras - serão colocadas sob intensa pressão por causa da crise. 

Quando perguntado se ele achava que as equipes oficiais podem sofrer também neste período, ele disse: "Em primeiro lugar, estou mais focado na minha situação do que nas das grandes equipes". 

"Eu não sei qual é a situação deles exatamente, mas acho que será a mesma para todos. Todas as montadoras estão enfrentando a crise. A Red Bull provavelmente está vendendo menos latas que no ano passado, já que todos os bares do mundo estão fechados". 

"A crise é para todos. Mas temos que reagir. E temos que reagir coletivamente. Não é para saber quem será o mais afetado ou o menos, mas para encontrar soluções. Nós somos afetados coletivamente e temos que encontrar uma reação forte e focar em algo muito sólido". 

Vasseur afirmou que a Alfa Romeo conversou com seus patrocinadores sobre a situação e concordou que as coisas estavam difíceis para qualquer um aceitar. 

"Estamos em contato com os patrocinadores", explicou. "Com certeza, ninguém está feliz com a situação atual. Meu negócio e meu trabalho e minha paixão é correr. Não é ficar em casa". 

"Apesar de eu amar minha família, não quero ficar em casa por seis meses! Mas, no fim, temos que entender a situação e pensar nos patrocinadores, eles também precisam lidar com outras crises além do patrocínio". 

"Estamos em contato com eles e estamos tentando explicar a situação e o fato de que estamos trabalhando em um calendário decente, para voltar logo que possível. Mas ainda estamos um pouco cegos nesse ponto".

Fonte: motorsport.uol.com.br 

A situação é complicada para todo o mundo, seja na esfera que for. 

Que em breve a gente possa estar voltando a falar do esporte apenas.

Beijinhos, Ludy

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