Beyond the Grid - F1 podcast - Kimi Räikkönen

Primeiro episódio da segunda temporada do Podcast da F1: Beyond The Grid com Kimi Räikkönen está no ar e tenho muita coisa para falar.... hahahaha... apertem os cintos....



Terminei de ouvir o podcast com Kimi e só digo isto, adorei! Não que houvesse outra possibilidade além destas, mas enfim!

Vou comentar aos poucos algumas coisas, elas estão na sequência do que ele falou, mas será bem desconectado ok? Tenho certeza que vocês vão ler em vários sites este podcast bem esmiuçado. Aqui vou falar sobre o que eu achei interessante.

Então vamos começar...

A introdução já é perfeita! Nós que somos torcedores do Iceman sabemos que o senso de humor dele é ótimo. As pessoas que não o acompanham não sabem disto e a única coisa que gostam de fazer é a infame piadinha "nossa!! Kimi sorriu"... 

Este podcast é a prova do quanto ele é bem-humorado, foram várias tiradas durante a conversa e é uma das coisas que eu mais gosto na personalidade de Kimi e logo na introdução do Beyond The Grid você já percebe isto.

A primeira parte do podcast é bem dedicada ao lado pessoal de Räikkönen, ele falou bastante sobre ser pai, sobre Minttu, sobre os filhos.

Ele comentou que hoje Robin já não fica mais triste quando ele viaja, o papel desta vez cabe a Rianna, ela ainda está aprendendo a entender que o pai dela não está sempre em casa. 

Kimi também comentou que Robin está na fase dos karts, mas que eles decidiram não introduzir o filho neste mundo ainda, estão preparando o terreno e então ele foi perguntado se estaria lá (no mundo do automobilismo) se os filhos entrassem no meio. Kimi respondeu que vai apoiar o que os filhos decidirem. Não importa a profissão.

Sobre a esposa, quando perguntando quem manda em casa, Kimi respondeu que os dois. Ele não acredita que um relacionamento possa funcionar se as duas partes não forem iguais. E sobre se ele sabia que Minttu era a mulher da vida dele, hoje talvez fosse fácil dizer que sim, tipo amor à primeira vista e tal, mas ele não acredita que os dois teriam continuado se encontrando se não tivesse sido algo que ambos tivessem gostado na época (meados de 2013). E completa que eles estão felizes hoje e isto é o que importa.

Räikkönen também comentou que não costuma planejar as coisas na vida dele, que ele segue, deixa acontecer. 

Sobre as equipes em que correu, ele falou sobre a McLaren, que tem boas memórias do tempo em Woking, que acredita que as coisas aconteceram lá como deveriam, pois foi perguntado se ele deveria ter ganho um campeonato com eles. Räikkönen acredita que tudo acontece como deve, caso contrário, poderia inclusive ser tudo diferente hoje e ele não fica pensando nisto. 

A parte em que eles comentam sobre a mídia nem fiquei surpresa, é bem óbvio que Kimi detesta a parte de imprensa que é algo inerente ao trabalho dele, mas eu fiquei até com pena do jornalista porque ele claramente ficou sem graça, embora tenha tido jogo de cintura suficiente para continuar depois do: "Can you have a good experience with a journalist?" vindo de Kimi.

Sobre pilotar e sobre ainda estar no meio, Kimi explicou que fica porque ama a velocidade em si, que ele não pensa no resto. Ele gosta de quando está no carro. É isto. Que se ele ainda não curtisse como faz, não estaria na F1. Também comentou que não teme as falhas.

Ele então comentou sobre como ao sair em 2009 sequer sentiu falta, porque estava realmente de saco cheio de tudo. Que poderia ter ficado, mas não valia a pena. Então ele comenta sobre como o rally o ensinou a ser um piloto mais preparado e que foi na Nascar em 2011 que a vontade de voltar à F1 retornou.

Sobre a parte da bebida, ele tem a teoria que quanto mais feliz e podendo fazer as coisas do jeito dele, melhor ele pilota. E vou ser sincera com vocês: 2005, 2007, 2012 e veremos este ano, porque com bases nestes anos, a teoria dele se comprova. Hahahahaha...

A minha parte preferida do podcast foi quando ele falou sobre amigos e lealdade. Tom o perguntou sobre o séquito dele (entourage) e Kimi imediatamente reagiu: amigos, não gosto da palavra entourage. E eu o entendo perfeitamente, já teria concordado com ele antes, mas depois de ler o livro dele ano passado, concordo ainda mais.

Um séquito para mim, Ludmila, é algo negativo, pessoas que te seguem simplesmente para fazer parte. Amigos têm laços, histórias juntos e é exatamente isto que Kimi quer dizer quando reage e na hora fala: "Eu não os chamo assim, são meus amigos. Soa errado quando você fala assim." E se existe um momento do podcast que eu passei a admirar este finlandês mais ainda, foi este. Assim como no livro, no podcast ele deixa bem claro que lealdade e amizade são muito importantes para ele. Seus amigos de anos são os que estão ao lado dele na F1, Sami Visa (de quem Kimi foi mecânico aos 16 anos enquanto o assessor ainda competia), Mark Arnall, Steve Robertson, todos amigos de muitos anos. E estou falando só da equipe, ainda temos vários.

E continuando neste tópico, Tom pergunta:  "O quão importante é a lealdade para você?" ele responde: "Muito importante. Como é para todos, eu acho. As coisas não funcionam sem isto. Quando as dúvidas começam é uma história sem fim." E o Iceman está repleto de razão, a partir do momento em que você duvida de um amigo, ou ele de você, não há mais volta.

Na parte final eles comentaram sobre o melhor companheiro de equipe que Kimi já teve e o Iceman respondeu que foi o David Coulthard, que eles se deram muito bem, o relacionamento dentro e fora da pista. Mas que ele teve relacionamento normal com todos os pilotos com quem correu. 

Das 21 vitórias da carreira, Austin foi bacana, mas que ele acredita que Austrália 2013 e Spa 2009 (que é um circuito que ele curte, talvez por lembrar uma F1 mais tradicional) são especiais. Meus comentários, amo estas duas últimas, Austin foi uma das mais nervosas para mim. Só de lembrar fico nervosa de novo... hahahaha...

No final, Tom falou sobre a frase que mais gosta do livro de Räikkönen e que é a minha preferida também: "Até mesmo as memórias ruins, podem ser boas" e Kimi comentou que com o tempo as coisas ruins acabam ficando ok, porque você aprende a ver o lado bom e isto te ensina algo.

Obviamente o finlandês falou muito mais do que comentei aqui, mas isto foi basicamente as coisas que anotei porque queria comentar com vocês.

Eu sinceramente poderia sentar e ouvir Kimi falar sobre o que ele quisesse por horas infinitas, é tão bacana, especialmente para quem leu o livro dele e sabe exatamente o que ele quer dizer com tudo, porque muitas dos assuntos deste podcast estão lá.

Enfim... amei!

Beijinhos, Ludy

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