4 de setembro de 2018

O piloto que eu admiro...

Hoje pela manhã recebi do amigo Eric Oliveira, meu companheiro de sofrimento na torcida por Kimi, o texto do qual selecionei a parte mais importante para compartilhar com vocês (aqui está a íntegra).

Meus comentários estão no final do post.


Para a maioria de nós, a disputa esteve restrita a Hamilton versus Vettel.

Porém, um outro piloto largou na primeira posição, superando 263 km/h de média.

Esse piloto liderou 80% da prova, mesmo com pneus em condição lastimável.

Diante da muralha tifosi, se postou, sozinho, frente à brilhante dupla alemã.

Se há veracidade em boatos que colocam Charles Leclerc em Maranello ano que vem.

Raikkonen disputou o GP da Itália fustigado por sua própria equipe.

Fez sua mais memorável pole position, volta mais rápida da história.

O que provocou reação inconformada do pequeno alemão no rádio.

Maurizio Arrivabene tinha medo de um repeteco de Cingapura, 2017.

Temia que seu piloto favorito fosse impedido de vencer pelo último campeão da Rossa.

Diante dos tifosi, Kimi Raikkonen largou como campeão mundial.

Não hesitou em bloquear o companheiro favorecido pela equipe.

Ultrapassado por Hamilton, devolveu o favor ao inglês, levantando as arquibancadas.

Estóico, seguiu as ordens de equipe, mesmo dispondo de menos pneus médios que Vettel.

Ao fim da corrida, o enigmático Iceman se mostrava cansado e aturdido, apesar de tudo.

Teve seu melhor desempenho ao longo de um fim de semana nesse século de Fórmula 1.

Não tinha como elogiar a equipe, tampouco foi calorosamente acolhido pelos colegas.

Não conseguiu uma vitória impossível, como em Suzuka, 2005. Não venceu as Mercedes.

Já havia feito algo até então impossível na véspera. E diante dos tifosi, honrou o manto.

Sozinho, não venceu, tampouco se perdeu. Kimi já fez história. Fará falta em Maranello.

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Ler isto traz uma paz porque é a mais pura verdade. Eu falo aqui desde sempre que Kimi sempre foi um exército de um homem só desde que se tornou piloto da Ferrari (com exceção de 2007).

E mais, quando acabei de ler este texto me deu ainda mais orgulho deste piloto que eu tanto admiro. Ele não precisa de milhares de vitórias, ele não precisa de recordes, ele não precisa de companheiros de equipes sendo sacrificados durante todo um campeonato, ele precisa apenas ser ele mesmo, dentro e fora da pista.

Perdemos faltando 8 voltas, mas já perdemos em situações piores. E estamos aqui até hoje. Claro que queríamos a vitória, mais do que tudo, você fez o máximo que podia em seu carro e todo mundo viu isto. Não deu, vida que segue.

Sua atuação no GP da Itália só prova que não foram as 20 vitórias de sua carreira que fizeram com que a gente continuasse te acompanhando Kimi, foi muito mais do que isto, foram sua garra e talento. Isto ninguém nunca poderá contestar ou negar. Nunca!

Valeu por me indicar o texto Eric. Estava realmente precisando ler isto desde domingo.

Beijinhos, Ludy

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