15 de agosto de 2018

Beyond the Grid - F1 podcast - Jacques Villeneuve


Que podcast MARAVILHOSO!!!!!! Mas não seria diferente, a julgar pelo convidado da vez!!!!!!

Para vocês ouvirem, cliquem aqui. Meus comentários, que são muitos (e virão fora de ordem), seguem abaixo em tópicos.

- Tudo o que Jacques comentou sobre o relacionamento dele com Gilles, não é novidade para mim. Já li livros sobre eles dois sempre tiveram uma dinâmica diferente. Gilles não era tão figura paterna assim, ele se importou muito com o automobilismo, a família ficou meio de lado, como vocês podem perceber. Mas Jacques sempre admirou o pai, ele sempre foi um ídolo. Ele aprendeu muito com Gilles, mesmo que indiretamente. A frase que ele usa "Respect for the risk and for the competitors" é um exemplo de herança que Villeneuve aprendeu com seu pai.

- A Indy foi uma escola para ele. E eu não tenho dúvida alguma disto.

- Ele teve bom relacionamento com Damon Hill, já com Heinz-Harold Frentzen foi diferente. Nunca gostei de Frentzen e não me surpreendo.

- Ele acha que Michael Schumacher foi o piloto mais ferrenho que ele teve. Com certeza!!!!! As batalhas entre os dois foram homéricas!!!! #BonsTempos

- Jacques acha que Alonso foi o companheiro de equipe mais impressionante com o qual ele já correu. Queria ter feito uma temporada completa ao lado do espanhol para poder ver como eles seriam como companheiros em um ciclo completo.

- Para Villeneuve, os anos de BAR, embora não tenham surtido os resultados que eles esperavam, foram anos em que Jacques se sentiu melhor em sua pilotagem. Ele comentou que hoje qualquer décimo lugar é comentado e condecorado, naquela época as pessoas não levavam sequer em consideração. Ele acha que esta mentalidade foi cruel na época, mas ele entende as críticas que eles receberam também.

- Jacques não se arrepende de ter criado a BAR (que foi o embrião do que hoje é a Mercedes, e antes foi a Brawn. Eu sempre falo isto e ele pensa exatamente como eu). Do que ele se arrepende foi de não ter confiado no sexto sentido dele e não ter renovado. Ele ficou para apoiar Craig Pollock, que no final o apunhalou pelas costas. 

- Aliás, Craig Pollock, que pessoa desprezível!!! Jacques quase nunca fala sobre o ex-empresário, que era amigo, e eu entendo perfeitamente o que ele sente. Não há nada pior do que a gente ver pessoas que fizeram parte da nossa vida, que tiveram tanta importância na nossa história, nos apunhalarem pelas costas. Jacques acreditou em Craig porque acreditava na amizade que eles haviam criado ao longo de tantos anos de parceria. No final, isto não valia de nada para Pollock. #piortipodegente

- Ele também comentou que não estava pronto para parar em 2006, quando a BMW falou que não queria trabalhar mais com ele.

- Sobre os quatro filhos, quando perguntado se algum deles mostra interesse no automobilismo, Jacques disse que eles curtem mesmo é ice hockey (como bons canadenses que são) e ski. Ele explicou com os meninos não são envolvidos porque eles não crescem neste meio, Jacques já havia saído da F1 quando o mais velho nasceu em 2006. Mas ele comentou que o caçula de 4 anos, Henry, dorme com carrinhos o tempo todo e que talvez isto possa ser um problema para ele no futuro... hahahaha #adoro

- Uma coisa que Jacques comentou e super concordo, ele falou que hoje na F1 não importa mais se você é talentoso, basta que tenha dinheiro. Ele elaborou mais sobre isto, explicando que atualmente os patrocinadores criam os pilotos, eles nutrem o moleque desde cedo, ao contrário do que acontecia antigamente, que os pilotos só conseguiam patrocínio se se destacassem na base (com talento) para então chamar a atenção dos patrocínios. E ele está certíssimo. E eu vou além, hoje equipes têm incubadoras de pilotos, ele sequer precisam ter talento.

 - Sobre sua personalidade, Jacques usou a expressão "I was always my own man". E sempre foi mesmo. Nunca deixou de falar o que pensa, doesse a quem doesse. Eu sou torcedora dele há 22 anos. Em diversos momentos discordei do que ele pensa, mas ele sempre bancou o que fala, nunca foi covarde e voltou atrás.

- Perguntado sobre quem seria o piloto atual que se parece mais com ele, ele disse que talvez o Alonso, por falar o que ele pensa. Mesmo tendo que lidar com consequências disto. 

- Sobre Kimi, ele acha que o finlandês merece continuar na Ferrari porque tem feito uma ótima temporada e ele também acha que atualmente Räikkönen tem falado bastante o que acha das coisas, que a paternidade mudou algo em Kimi, que fez bem para ele.

- Meus comentários finais, sobre as paixões dele: ice hockey (nem imaginava né?! hahaha), ski, música. Fora que Jacques é muito nerd gente!!! Tudo o que ele gosta tem nerdice no meio, livros (Tolkien, rei Arthur...), games, computadores. #amooooo O sotaque dele está mega carregado com o inglês britânico e pela primeira vez em todos estes anos consegui ouvir mesmo o real sotaque dele de canadense em palavras específicas. #amomaisainda

Enfim, post longo, mais precisava comentar tudo isto. Ficou um monte de coisa de fora, poderia comentar cada palavra que ouvi. Muita história que ele compartilhou e me de um aperto de felicidade no peito porque eu "passei" por tudo isto com ele, ainda que de longe, como sua torcedora. 

Ouvir este podcast me fez bem demais, orgulho deste canadense que eu tanto admiro, que me ensinou tanto e me fez amar a F1. 

Beijinhos, Ludy

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