7 de junho de 2018

Meu herói

Jacques reverencia e lembra relação com Gilles Villeneuve: “Não era um pai, era meu herói”

Mais de 30 anos depois da morte de Gilles Villeneuve, Jacques relembra relação com o pai e influência em sua carreira. Para ele, o caminho do automobilismo não se deu por conta de Gilles, mas sim porque foi apresentado ao mundo do esporte a motor por ele

Sempre que o GP do Canadá de F1 se aproxima, o famoso “Salut Gilles” do circuito Gilles Villeneuve traz a memória do lendário piloto, que morreu em um acidente de forma trágica em Zolder, na Bélgica, em 1982. Jacques Villeneuve seguiu os passos do pai e alcançou a glória quando conquistou o título do Mundial de F1 em 1997, mas garante que nunca seguiu o caminho do automobilismo por pressão de seu pai.

“Alguns pensam que eu segui o caminho do meu pai para alcançar o que ele não conseguiu. Nunca. Corria porque gostava. Era aquilo em que eu me dava melhor", afirmou Jacques ao jornal ‘Le Journal de Montreal’.

"Nunca corri para imitá-lo. Ele me permitiu conhecer a competição e o desejo de superação e, sim, graças a ele fui piloto, mas não optei por este trabalho por conta dele", comentou.

Jacques se lembra com apreço da vitória do pai em 1978 — a primeira. Em casa, o piloto canadense conquistou seu pódio mais especial da carreira e o filho estava lá, apenas aos sete anos, para comemorar em família. 

"Estou orgulhoso de Gilles, sua vitória em Montreal em 1978, foi um momento importante em sua carreira. Ele foi rápido desde que entrou para a Ferrari. Esta vitória viria cedo ou tarde. O destino quis que acontecesse em Montreal. Melhor. Foi ótimo. Honestamente, minha única lembrança desta vitória é uma foto. A do pódio, na qual reunimos toda a família. Usávamos casaco, porque estava fazendo muito frio", recordou, Jacques. 

"Quando eu era jovem, Gilles não era pai, era meu herói. O lado negativo é que eu não o via. Ele não estava em casa. No sentido familiar, ele não era um pai. Mas se ele não tivesse sido um piloto, eu teria sido? Talvez não”, desabafou. 

Agora comentarista da emissora Sky Sports italiana, Jacques, ainda é parado no paddock, principalmente quando comparece ao Canadá, mesmo 20 anos depois de seu título mundial. E o piloto afirmou que gosta de ser abordado pelas pessoas que o cercam.. 

"Infelizmente, eu nunca venci em Montreal. Gostaria de ter vencido, mas não porque o circuito leva o nome do meu pai. Eu admito que é um fim de semana movimentado, mas eu não reclamo. Em outros lugares, as pessoas me cercam no paddock, mas quando eu saio do circuito, eles não me param mais. É diferente aqui, eles me reconhecem na rua e é normal e eu gosto disso", encerrou.

Fonte: Grande Prêmio

Eu li isto em francês mesmo, hoje cedo, com a ajuda do Google, mas estava esperando alguém traduzir para o português. Que coisa mais linda!!!!!

Esta família me emociona, de verdade. Jacques me emociona ao falar do pai. A atmosfera do GP do Canadá me emociona. Tomara que um dia eu possa conhecer o circuito e me emocionar ao vivo e a cores.

E eu se pudesse, definitivamente pararia Jacques na rua para uma outra foto. Sempre. Só para atualizar a minha. Ou só para desta vez ver se consigo falar algo que deveria ter falado da primeira vez, "obrigada por ter me ensinado a amar F1".  Quem sabe um dia né?

Beijinhos, Ludy

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