11 de julho de 2017

Contrato rompido

Silverstone confirma rompimento de contrato com a F1

Acordo foi quebrado por motivos financeiros; com isso, circuito tem corrida garantida apenas até o ano de 2019

Os proprietários de Silverstone, o British Drivers’ Racing Club (BRDC) ativaram a cláusula de rompimento do contrato para sediar o GP da Inglaterra de F1.

Isso significa que, na atual circunstância, a última corrida no local será realizada em 2019.

Após meses de discussões, o BRDC sentiu que não tinha condições para seguir bancando a corrida porque acredita que irá perder dinheiro no futuro.

Isso acontece por causa dos 5% de reajustes anuais previstos por contrato – o que significa que a taxa foi de £ 11,5 milhões (R$ 48 mi) em 2010 a £ 16,2 milhões (R$ 67 mi) em 2017.

Em 2026, ano que deveria ser o último do contrato, a taxa estaria na casa de £ 25 milhões (R$ 104 mi).

John Grant, presidente do BRDC, disse: “A decisão foi tomada porque não será financeiramente viável organizar o GP da Inglaterra nos atuais termos do contrato. Tivemos perdas de £ 2,8 milhões em 2015 e £ 4,8 milhões em 2016, e esperamos perder algo semelhante neste ano.” 

“Chegamos ao ponto em que não podemos deixar nossa paixão pelo esporte conduzir nossas cabeças. Isso não só colocaria em risco o futuro de Silverstone e do BRDC, mas também da comunidade do automobilismo britânica que depende de nós.” 

“No entanto, quero deixar claro que, apesar de termos ativado a cláusula de rompimento, estamos apoiando totalmente as mudanças que o grupo Liberty está fazendo para aumentar a experiência na F1.” 

“Nossa esperança é de que um acordo possa ser alcançado para que possamos garantir um futuro viável financeiramente e sustentável para o GP da Inglaterra em Silverstone nos anos por vir.” 

O BRDC espera que, ao cancelar o contrato, um novo acordo poderá ser feito com o grupo Liberty Media para garantir a corrida após o ano de 2019. 

Fonte: br.motorsport.com 

Eu também espero que o pessoal da associação de pilotos britânicos (que cuida do GP) e a galera da Liberty Media possam entrar em acordo porque não se pode ter um Mundial de F1 sem o GP onde tudo começou.

Beijinhos, Ludy

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