7 de maio de 2017

Chase Carey fala sobre Bernie Ecclestone

Carey acusa Ecclestone de frear crescimento da F1

Chase Carey, novo CEO da categoria, acusa Bernie Ecclestone de não permitir que a Fórmula 1 explorasse todo o potencial enquanto comandava a categoria

Chase Carey assumiu o papel de CEO da Fórmula 1 em janeiro deste ano, em uma decisão surpreendente que tirou Bernie Ecclestone do comando da categoria.

Meses após assumir como chefe da F1, Carey deu uma entrevista para a Press Association e revelou que neste período, percebeu que Ecclestone não permitiu que a categoria explorasse todo o potencial e criticou o trabalho do britânico.

“Eu diria que de 'sim' a 'muito mais'", disse Carey quando questionado sobre o potencial de crescimento da F1. "Qual o sentido de apresentar uma ideia se a resposta para tudo que você quer é 'não? Isso só cria frustração."

“Há uma série de coisas que não foram feitas e precisam acontecer. Sentimos que este esporte não foi gerenciado em todo o potencial para aproveitar as oportunidades nos últimos cinco ou seis anos", afirmou.

“Todos nós cometemos erros, ninguém é perfeito. Bernie assumiu um negócio há algumas décadas e o vendeu por 8 bilhões de dólares. Ele merece todo o crédito do mundo pelo que fez, mas no mundo em que vivemos você precisa promover e rentabilizar o esporte, algo que não vem sendo feito", acrescentou.

Carey deixou a entender que um dos problemas da F1 na era Ecclestone foi o fato de o ex-dirigente pensar apenas em soluções a curto prazo em vez de pensar em estratégias de longo prazo. 

Uma das razões para o Liberty Media colocar Sean Bratches como diretor comercial e Ross Brawn como diretor esportivo para ajudar a colocar a F1 no caminho desejado pela nova direção em cinco anos. 

“Passaram-se três meses e temos muito claro que uma das coisas que não ajuda o esporte é esse foco em soluções de curto prazo. Nós nos preocupamos mais com o que será o esporte daqui a três anos do que daqui a três meses. Bernie sempre focou no curto prazo, nosso foco é a longo prazo", ponderou. 

“Algumas decisões tomadas precisavam de um processo mais cuidadoso. O motor atual, por exemplo, acabou se tornando bastante complicado e caro, perdendo parte do som tão característico do esporte." 

“Faremos algumas coisas e parte delas levará tempo - você não terá um novo motor em dois meses, se você tentar fazer isso será mais prejudicial, não trará benefícios", ressaltou. 

“Queremos garantir que temos as ferramentas para gerenciar o negócio em vez de jogar ideias por aí só para gerar histórias para a mídia", completou Carey.

Fonte: br.motorsport.com

Não preciso nem dizer que concordo com Carey né? Mas direi assim mesmo, concordo. Ele está certíssimo.

Há quantos anos falo aqui como Bernie Ecclestone simplesmente parou no tempo? Ele tratava a F1 da mesma forma que o fazia quando começou a gerenciá-la. Não pode!

Como Carey disse, parabéns e todo o crédito do mundo a Bernie por fazer da categoria o espetáculo que ela se tornou mundialmente, por torná-la um produto mais do que rentável, mas ele foi sim incompetente na forma de administrá-la quando a modernidade começou a bater à porta.

Sinceramente, temos pouco tempo de Liberty Media no comando da categoria, mas para alguém que acompanha a categoria há anos, a diferença de tratamento especialmente de marketing e mídias sociais é outra. Simplesmente outra. Não há nem comparação porque na época de Bernie nada foi feito neste sentido.

Carey está certo quando diz que são mudanças a longo prazo que rendem resultados, Bernie não acreditou nisto e por isto a F1 parou no tempo, apesar de ganhar dinheiro.

Beijinhos, Ludy

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