16 de outubro de 2016

Desanimado

Magnussen reage à chegada de Hülkenberg, entrega os pontos e se abate: “Eu sou muito ruim no jogo político”

Kevin Magnussen sentiu o golpe. Após a Renault anunciar Nico Hülkenberg para a temporada 2017, o dinamarquês desabafou e assumiu que não faz bem o jogo político da F1

Kevin Magnussen parece ter sentido o golpe da contratação de Nico Hülkenberg pela Renault. Cada vez mais longe de uma vaga na F1 em 2017, o dinamarquês disse nesta sexta-feira (14) que não sabe fazer o jogo político da categoria e chegou a questionar se vale a pena passar por este processo e mais o distanciamento da família para correr.

Magnussen comentou que faz bem seu papel dentro da pista e não fora dela. O piloto do #20 reclamou do jogo político na categoria e também falou de saudade dos parentes, basicamente entregando os pontos para 2017.

"Eu sou muito ruim no jogo político. Sou um piloto de corridas, não um político; não saio aí fora para tentar ganhar votos. Estou aqui para correr e ir rápido, e é assim que aproveito e me sinto bem. Cada vez que deixo minha família, penso: 'Vale a pena?'. É difícil ficar longe deles", disse o piloto ao jornal dinamarquês 'Dagbladet Borsen'.

O danês, que viveu uma situação complicada com o carro em chamas semanas atrás, explicou que ficar sempre no pelotão do fundo do grid contribui para a infelicidade dentro da F1. 

"Mas quando você não ganha e as coisas não vão como se gostaria, que é o caso atual, você tem esses pensamentos com mais frequência. Mas se algum dia estiver no lugar mais alto do pódio, vou saber se valeu a pena", completou. 

Apesar do desabafo indicar o fim da linha, Magnussen ainda tem alguma chance de ser escolhido como companheiro de Hülkenberg na Renault em 2017. Ao menos na disputa interna, o dinamarquês tem prevalecido, com sete pontos contra apenas um de Jolyon Palmer. 

Fonte: Grande Prêmio

Sei que esta notícia saiu tem uns dois dias, mas queria comentar sobre ela com mais tempo.

É raro a gente ver na F1 um piloto que admita algo assim de forma tão aberta. Eu entendo o Kevin. Acho que se fosse piloto também me ferraria no quesito politicagem, sou péssima nisto. Não tenho este jogo de cintura mesmo.

Lendo esta matéria fiquei com pena dele. Parece bem desanimado e frustrado, especialmente da forma como ele falou com relação à família. Outra coisa que não vemos os pilotos falarem com muita frequência. Às vezes eles são tão frios com relação a isto, que esqueço que são humanos. hahahaha...

Tomara que ele consiga ficar na Renault. 

Beijinhos, Ludy

Um comentário:

Anônimo disse...

Legal ver esse "lado humano" do Mag.
Fiquei feliz com a ida do Hulkemberg pra Renault q acho um otimo piloto. Acho legal a combinacao Renault/Hulk/Mag. Mas existe a possibilidade da combinacao ser Renault/Hulk/Bottas. E acho q essa e a combinacao q a Renault quer. Se acontecer essa combinacao restara ao Mag uma vaga na Force India ou Willians q sao bons cockpits e Mag tem sim condicoes de guiar para essa equipes. Ou e isso ou voltar pra familia (e familia e td de bom).
Desejo boa sorte ao Mag.
Andrey