10 de setembro de 2016

Ajuda

Button comemora chegada do Liberty Media ao comando da F1 e vê futuro promissor: “Precisamos de ajuda”

Jenson Button acredita que o Liberty Media pode ser um grande aliado na missão de atrair o público jovem para a F1. De acordo com o campeão de 2009, a troca de acionistas é uma forma de “fazer o esporte crescer ao redor do mundo”

Jenson Button, uma das vozes mais experientes do grid da F1, elogiou a chegada do grupo de mídia Liberty Media ao comando do certame. De acordo com Button, os novos acionistas devem ser úteis na árdua missão de conquistar o público jovem.

O novo público cairia como uma luva para um esporte que sofre para se reinventar e manter o prestígio de outrora.

“Isso certamente vai ajudar no futuro. Muitos esportes estão indo no caminho dos aplicativos, e a F1 está ficando para trás nesse sentido, se distanciando do público jovem. Hoje o público é o pessoal que me viu estrear na F1 e segue vendo F1. Hoje não temos público jovem”, ponderou Button, falando à ‘BBC’

O Liberty Media confirmou a compra nesta quarta-feira (7), revelando que comprou a maior parte das ações da CVC – antiga acionista majoritária da F1. Hoje com 18,7%, o grupo passa a ser dono de 35% em 2017.

O pagamento da Liberty à CVC se dará, segundo a CNBC, por cerca de R$ 3,5 bilhões em dinheiro, R$ 447,7 milhões em ações do grupo, R$ 1,1 bilhão em instrumento de dívidas passíveis a ser definida pela F1 e que depois será transformado em ações da Liberty Media. O grupo também assume a dívida total que tem a F1, algo próximo de R$ 13,3 bilhões.

Com a chegada do grupo, existe a expectativa de que a F1 chacoalhe internamente. As equipes podem virar acionistas do esporte, importante passo para o diálogo com os chefões.

“Precisamos de ajuda, esse é o jeito de fazer o esporte crescer ao redor do mundo. E não apenas nos países mais fortes, como Reino Unido, Japão, outros países da Europa”, seguiu Button.

A aquisição da F1 aconteceu no mesmo dia em que Bernie confirmou que só deve seguir na ativa por mais três anos. O chefão admitiu que não é tão bom em dialogar com o público quanto os dirigentes da Liberty Media. Button concorda, mas elogia Ecclestone. 

“Concordo com o Bernie que este (mídia) provavelmente não é seu ponto forte. Não acho que ele entenda aplicativos de telefones, então ele ainda precisa aprender muito, e certamente vai”, avaliou Button 

“Acho que a permanência do Bernie no comando diário é exatamente do que precisamos. Ele tem muita experiência na F1, mantendo o esporte na direção correta”, finalizou.

Fonte: Grande Prêmio

Tirando os elogios a Bernie (entendo JB ter feito, mas não concordo) tudo o que nosso octete falou foi perfeito. Especialmente com a parte em se reinventar para o público jovem. 

E acrescento, nós (a galera que segue Button desde o começo e outros antes dele), também queremos esta interatividade. Queremos algo bacana, queremos uma reviravolta, porque do jeito que a F1 simplesmente parou no tempo, não dá.

Espero que estes americanos consigam fazer algo, porque se tem algo que eles entendem é de entretenimento. Veremos! Estou esperançosa.

E chega de Bernie, quero ele longe o mais rápido possível. Ele já deu o que tinha que der. Ele não liga para o público comum, aquele que paga ingresso, viaja para ver corridas, acompanha a categoria 365 dias do ano e gasta com os produtos da F1, ele só se importa com os ricos que vão aos camarotes em fins de semana de GP com seus relógios rolex. Ele não se importa com a gente, que ama F1, só com o dinheiro de um público particular e que não está nem aí para corridas.

Beijinhos, Ludy

Um comentário:

Julia Souza disse...

As ligas de basquete e futebol dos Estados Unidos pode ser assistida pelo smartphones,tablets assinando o league pass,enquanto a f1 nem rede social eles dão conta. Como vc mesma falou no entretenimento os Americanos dão aula, Bernie deveria observar o pessoal da motogp,que dá de 10 a zero na f1 e também são da Europa!