21 de junho de 2016

Kimi sobre a ordem de equipe em Baku

Räikkönen nega problema com ordem de equipe da Ferrari, mas acha que decisão custou pódio no GP da Europa

Kimi Räikkönen não se mostrou incomodado com a decisão da Ferrari em pedir a ele para deixar Sebastian Vettel passar na parte final da corrida no Azerbaijão, no último domingo. O que realmente incomodou o finlandês foi o tempo perdido para a ultrapassagem. Para o campeão de 2007, a manobra custou o pódio

Kimi Räikkönen garantiu que não tem problema algum em obedecer às ordens da Ferrari para ceder posição para Sebastian Vettel, como aconteceu durante o GP da Europa. A única coisa que o incomodou em Baku foi o fato de ter perdido um “tempo valioso” ao permitir ao companheiro de equipe assumir a segunda colocação na corrida.

O finlandês deixou o tetracampeão passar na parte final da corrida, quando ainda tinha uma punição de cinco segundos em seu tempo total de prova, mas, em última análise, a manobra para beneficiar o colega acabou também o fazendo perder o terceiro posto para Sergio Pérez, que assegurou o pódio para a Force India.

"Não discordo da decisão, porque obviamente eu tinha uma punição", afirmou o campeão de 2007. "Então, a história provavelmente acabaria dessa forma de qualquer maneira", completou.

"Mas acho que poderíamos ter feito um pouco melhor. Não tenho uma resposta agora, mas sinto que perdi muito com isso, talvez 2s5 naquela volta. E claro que a minha corrida era contra a Force India e o objetivo era manter uma diferença acima de cinco segundos", explicou. 

Räikkönen, em seguida, deu uma leve alfinetada no time vermelho. "Por isso, creio que, no fim, não houve uma grande diferença. Não havia nada de errado com a decisão [da equipe], é apenas uma questão de que poderíamos ter feito um pouco melhor do meu lado", acrescentou o piloto. 

Na verdade, o ferrarista completou um stint longo de 43 voltas com os pneus macios depois do pit-stop ainda na volta 8, mas não se queixou da estratégia diferente adotada pela esquadra italiana. "O plano sempre foi fazer uma parada, mas isso dependia de muitas outras coisas. Havia gente atrás, então tínhamos de colocar o carro onde não seríamos punidos pelo tráfego e onde ainda conseguiríamos ultrapassar. Os pneus duraram muito bem, na verdade", emendou. 

Por fim, o nórdico ainda disse que a Ferrari tem muito trabalho pela frente para se mostrar competitiva em todas as condições. "Se você pegar puramente os resultados das últimas duas corridas, eu diria que estávamos muito mais perto no Canadá do que aqui", disse o piloto de 36 anos. 

"Isso quer dizer que estamos alternando desempenho nos circuitos diferentes e, com certeza, esse não foi um fim de semana fácil para nós. Por isso, acho que temos um pouco de trabalho a ser feito para que possamos desafiá-los em todas as pistas e em todas as condições", concluiu.

Fonte: Grande Prêmio

Fosse outra época eu agora, depois desta matéria, escreveria um texto gingante para explicar exatamente como me sinto, mas atualmente...


Se isto aconteceu é porque Kimi tem culpa também, porque aceita, porque não vê problemas. Não adianta falar nada depois.

Da forma como eu vejo, o campeonato não está decidido para nenhum dos dois pilotos da equipe italiana, ainda. A competição está aberta, mas desde o começo, Kimi é tratado como segundo piloto. E se isto aconteceu, ele também tem que assumir a parcela de culpa que lhe cabe.

Mas como torcedora, isto dói duplamente, por vê-lo ser tratado como um qualquer e por saber que ele aceita tudo isto de forma tão pacífica.


Beijinhos, Ludy

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