14 de junho de 2016

Ecclestone e as ameaças ao GP do Brasil

Organização do GP do Brasil diz que Ecclestone não tem condição legal para romper contrato e rebate ameaça: “Ignore”

Com exclusividade, Tamas Rohonyi falou ao GRANDE PRÊMIO a respeito da ameaça de Bernie Ecclestone de tirar o GP do Brasil do calendário do Mundial de F1 a partir do ano que vem. O responsável pela organização da prova disse que “faltou assunto” ao chefe supremo do esporte e garantiu que o evento será realizado normalmente e que o contrato, válido até 2020, será cumprido à risca

O mundo do esporte a motor amanheceu nesta terça-feira (14) diante de uma nova ameaça de Bernie Ecclestone em relação ao futuro do GP do Brasil de F1. Em notícia publicada pela revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o chefe supremo do esporte colocou em xeque a continuidade da etapa brasileira do Mundial durante o fim de semana do GP do Canadá.

Tamas Rohonyi, responsável pela organização do GP do Brasil, reagiu com perplexidade diante de mais uma ameaça de Ecclestone, mas garantiu que a corrida está garantida e que o contrato do evento com a FOM (Formula One Management) será cumprido à risca, até o fim de 2020.

“Pode ser que o GP aconteça pela última vez neste ano no Brasil”, comentou Ecclestone. A razão para a ameaça de Bernie, uma vez mais, diz respeito aos custos do evento, considerando também a crise econômica no país.

Ao GRANDE PRÊMIO, Tamas contestou a declaração de Ecclestone. “Fico perplexo porque não existe condição legal para o rompimento dos contratos, o promocional, com nossa empresa, e o de transmissão televisiva com a Globo. Deus sabe por que ele abordou em Montreal a questão do calendário de 2017. Talvez tenha faltado assunto. Ignore”, ironizou.

Rohonyi também revelou que o GP do Brasil fez recentemente um acordo de exclusividade com a Heineken, a mais nova patrocinadora da F1, a pedido do próprio Bernie. “Curiosamente, por solicitação dele, acabamos de fechar um contrato exclusivo com a Heineken para o fornecimento de cerveja em Interlagos, sendo um dos principais mercados para o crescimento da marca”, complementou. 

As declarações de Rohonyi foram reiteradas pouco depois por meio da assessoria de imprensa oficial do GP do Brasil. "A revista alemã 'Auto Motor und Sport' publicou nesta semana que há uma séria ameaça à realização do GP do Brasil de F1 a partir de 2017. A verdade é que não existe condição legal para o rompimento do contrato com a empresa promotora do evento, a Interpub, cuja validade vai até 2020", disse o comunicado. 

"A Prefeitura Municipal de São Paulo está seguindo à risca o projeto de reforma do autódromo de Interlagos que, este ano, está em sua terceira fase. Para o GP deste ano, a área de paddock será ampliada, melhorando ainda mais as condições de trabalho das equipes. A Interpub acabou de fechar contrato exclusivo com a Heineken para o fornecimento de cerveja em Interlagos. O Brasil é um dos principais mercados em expansão para a marca. A Heineken tornou-se, a partir do GP do Canadá, uma das patrocinadoras oficiais da categoria", acrescentou a organização da prova, que já tem ingressos à venda pelo site oficial www.gpbrasil.com.br. 

O GP do Brasil é uma das etapas mais tradicionais do Mundial de F1 e faz parte do calendário desde 1973. A prova deste ano será a penúltima da temporada 2016, entre os dias 11 e 13 de novembro.

Fonte: Grande Prêmio

Bernie Ecclestone é um ser desagradável. Vive ameaçando o GP brasileiro, mas racha de ganhar dinheiro aqui. É assim desde que eu acompanho a categoria.

Como se o mundo todo não tivesse passando por problemas financeiros. Olhem bem para as arquibancadas dos autódromos ao redor do mundo e verão.

Ele quer é levar a F1 para estes circuitos insuportáveis como Abu Dhabi.

Depois não sabe o motivo da categoria estar perdendo o brilho. Circuitos horríveis, sem tradição, sem desafios.

Beijinhos, Ludy

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