28 de abril de 2016

Coluna "O que elas pensam?" by Ludy


"Momentos de felicidade" by Ludy

O que é a felicidade quando curtimos um esporte ou torcemos por um atleta? O que nos faz sorrir, chorar de alegria, nos enche de orgulho e nos motiva para os próximos desafios? As vitórias, é claro. 

Qualquer um que ame o esporte, viva ou faça dele parte de sua vida seja como praticante, dirigente, esportista ou torcedor, jamais afirmará o contrário. Todos nós procuramos a vitória, a conquista, porque ela é o combustível que nos move. 

E por que estou falando disto hoje? Porque neste exato dia 28 de abril, há 20 anos, Jacques Villeneuve vencia pela primeira vez na F1. 

Foi na Alemanha, no circuito de Nurburgring, valendo pelo GP da Europa que ele conquistou de ponta a ponta (ao assumir a liderança na largada) seu primeiro triunfo na categoria na qual seu pai um dia também havia vencido. 

Naquele domingo, 20 anos atrás, ao seu lado no pódio estiveram seu maior adversário na F1, o alemão Michael Schumacher, e aquele que veio a se tornar seu melhor amigo, o escocês David Coulthard. 

Naquele dia 28 de abril de 1996, eu, Ludmila ouvia pela primeira vez o hino do Canadá (que eu tanto amo) ser tocado em homenagem ao piloto que me ensinou a amar (e muitas vezes odiar) a F1 em proporções gigantescas. 

Naquele domingo de abril, o mundo passou a ver Jacques além da sombra de seu pai, a admirar um pouco mais do canadense que chegou à F1 causando e acontecendo, com um estilo diferente dos padrões europeus. 

Naquela tarde na Alemanha, Jacques começou a escrever seu próprio nome na história da categoria e a honrar o sobrenome que seu pai havia eternizado. 

Naquele dia 28 de abril de 1996, eu, Ludmila, torcedora de Jacques Villeneuve, vivi com ele o primeiro dos onze momentos felizes que nos foram reservados na história desta categoria que reúne há mais de 60 anos, os melhores pilotos do mundo. 

E se alguém me disser que estes onze momentos foram poucos, eu só tenho a dizer que esta pessoa não poderia estar mais errada. Porque é a intensidade com a qual a gente vive nossos momentos, que nos dirá se no final das contas, alcançamos a felicidade. E eu posso garantir que sim, tanto Jacques, quanto eu, fomos felizes na F1.


Beijinhos, Ludy

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