2 de dezembro de 2015

Toto ficou bravinho, mas a culpa é dele mesmo

Chefe da Mercedes reprova troca de farpas entre Hamilton e Rosberg e fala até em mudança da dupla de pilotos

A Mercedes fez dura avaliação de sua temporada em 2015, apesar de ter vencido e ter apresentado um desempenho ainda mais forte do que do último ano. E deixou um aviso. A vitoriosa equipe prateada admitiu que pode mudar sua dupla de pilotos se o relacionamento conturbado entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg começar a intervir de forma negativa dentro da equipe no próximo ano no Mundial.

O chefão, Toto Wolff, reconheceu ainda que o maior ponto fraco do time foi mesmo o comportamento de seus dois pilotos na relação entre si e até mesmo com os membros da equipe.

 O austríaco afirmou também que as dificuldades enfrentadas pelo time neste ano sempre que um dos pilotos perdia não são mais aceitáveis. "Nós enfrentamos muitos problemas aos domingos, mesmo vencendo, e sempre tinha alguém que saía chateado", afirmou o dirigente em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com'.

"E isso é ago que passa para a equipe, então é uma coisa que precisamos mudar ara 2016", comentou.

As declarações de Wolff, claro, surgem na esteira dos recentes desentendimentos e troca de farpas entre Hamilton e Rosberg. Insatisfeito em ver a reação do alemão nestas três etapas da temporada, o tricampeão passou a se queixar demais das estratégias da Mercedes e deu a entender em diversos momentos que a equipe privilegiou o rival.

Apesar de tudo, o chefe da esquadra prateada se mostrou consciente de que ter dois pilotos competitivos sempre vai exigir mais da cúpula, mas deixou claro que não pretende mais lidar com problemas como os enfrentados neste ano.

"Nós tomamos a decisão de ter dois pilotos semelhantes e equilibrados, com o objetivo de fazer a equipe crescer o melhor e mais rápido possível", disse Toto. "Foi uma decisão consciente feita há três anos", declarou.

"Daqui para frente, vamos considerar se essa decisão ainda se encaixa na equipe. Personalidade e caráter são ingredientes fundamentais para o sucesso do time", acrescentou.

"Se sentir que não estamos mais alinhados, e isso por um consenso geral, dentro do espírito e da filosofia da equipe, então poderemos considerar outro caminho em termos de dupla de pilotos", reconheceu o austríaco.

Wolff, então, foi perguntado se essa mudança de filosofia também provocaria eventualmente uma alteração na política de igualdade de condições da Mercedes, ou seja, a equipe passaria a eleger um piloto número 1. O dirigente negou. "Acho que é importante ter dois pilotos rápidos e igualmente talentosos no carro. Mas nós queremos trabalhar com caras legais."

O contrato de Rosberg com a Mercedes se encerra ao fim de 2016, enquanto o de Hamilton vai acaba depois da última corrida de 2018.

O austríaco ainda revelou que a equipe alemã precisou contornar situações complicadas neste ano, mas que ainda vê o time muito forte apesar dos problemas de relacionamento nos bastidores. Ainda assim, Toto admitiu que a relação tumultuada entre seus dois comandados é o ponto fraco da Mercedes. "Há muita coisa acontecendo a portas fechadas."

"Eu sinto que a equipe está mais forte do que nunca. Nós temos uma grande união dentro do time, mas a difícil reação entre os pilotos é o nosso ponto fraco. E isso não é nada bom", acrescentou.

"Se eu fosse avaliar os maiores pontos fortes e a maior fraqueza, eu diria que a maior força está na qualidade das pessoas dentro da equipe. E a maior fraqueza é a dinâmica na relação entre os dois pilotos. E, às vezes, entre os pilotos e a equipe", encerrou.

Fonte: Grande Prêmio

É bem simples resolver. Dou a resposta de graça aqui: tratem os dois pilotos iguais mesmo. Sabe porque os dois gritaram? Porque um estava sendo desfalcado e o outro quando perdeu o mínimo de privilegio que ele já considerava direito também gritou. Se tivessem usado a política da igualdade que tanto pregam de verdade, nada disso estaria acontecendo.

Começa pelo próprio Toto, que na entrevista paga de paladino da igualdade, porém quando seu preferido se dá melhor ele sorri e fica tenso quando o que não é preferido chega perto ou passa o "morzinho".

By lu

2 comentários:

Gilmar disse...

Na boa, mas é o mesmo argumento dos pachecos de quando massa tomava couro do Alonso. Pode enumerar inumeros motivos para Rosberg perder, menos o do privilégio ao ingles.

Octeto Racing Team disse...

Gilmar, não tiro a culpa do Nico de ter tido um ano ruim, não. Ele não foi ele mesmo durante mais da metade da temporada. Ele errou e muito, mas sejamos sinceros, dá para ver literalmente na cara do Toto e Lauda a preferência. Sem contar a infinidade de pneus super aquecendo, motor super aquecendo nos team rádios para o Nico e que magicamente esfriam quando Lewis está em uma distancia segura e fora do alcance do ataque.

bjs, luane