10 de novembro de 2015

Especial do Octeto: Vou de taxi, você sabe

E no especial de hoje vou falar um pouco sobre locomoção aqui, em São Paulo. 

Todo o paulistano parece ser apaixonado pelo seu carro. Quem não tem um, sonha com um automóvel para chamar de seu e levá-lo para algum engarrafamento em alguma marginal.

Por muito tempo, a cidade foi pensada para o grande fluxo de veículos e até uma escala de placas em rodízio foi criada para diminuir os congestionamentos em horários de pico. Frases como "hoje é meu rodízio" explicam porque aquele ser vai se atrasar ou adiantar para algo.



Assim sendo, os carros são ainda os principais e mais almejados meios de transporte na cidade. Claro que são práticos e úteis em pontos em que o transporte coletivo não alcança ou é mais lento. Dão maior autonomia e liberdade para seis donos.

Porém, os meios coletivos são bastante eficientes e bem bons se comparados a outras grandes capitais do país.

Comecemos com o metrô, que salvo engano, é a maior malha do tipo no país. De experiência própria, uso todos os dias e salvo um atraso ou outro, funciona bem. 

É lotado? Dependendo da hora é sim. Porém é bem mais rápido que carro. Certo dia, por volta das enfermais 18h, voltei de uma gravação com cliente no West Plaza - estação Barra Funda na linha Vermelha- até minha casa - estação  Santos Imigrantes - linha verde- em 40 minutos. Espremida até a morte na Linha Vermelha, mas jamais em toda a existência faria o mesmo percurso de carro nesse tempo no mesmo horário.



O metro custa R$3,50 o bilhete e integra com o trem da CPTM. Pode- se comprar bilhetinho por bilhetinho ou um bilhete unico recarregável. O meu é mensal. R$140 por mês e eu ando de trem e metrô o quanto quiser. Tem esse mesmo modelo para bus e metrô ou só bus. Os valores variam conforme configuração.

Trem da CPTM. Posso confessar? No meu uso o trem e metrô parecem a mesma coisa, mas não são. Os trens são administrados pela CPTM e são um pouco mais lentos e dão mais problemas. Basta acompanhar as notícias. Principalmente, nas linhas que cobrem a região metropolita. Sempre tem lentidão e superlotação. Precisa e muito melhorar.


Ônibus ou como dizem os manos "buzão". Como os corredores especiais para eles foram aumentados, a situação melhorou bastante. No dia a dia, eu quase não uso porque não preciso, mas nunca tive problemas ao precisar. Assim como o metrô e trem pode ser bem lotado, mas não conheço relato de cidade que não tenha transporte público lotado. Malha grande e linhas nas madrugadas estão sendo implementadas.

Taxis! Com os aplicativos melhoraram muito porque agora temos um ponto de taxi no celular. Como podem usar os corredores de ônibus durante determinado período do dia, não ficam mais tanto tempo presos em congestionamentos. Entretanto, em dia de chuva eles somem um bocado. Acho que têm medo de se molhar...



Bike e as ciclofaixas e ciclovias. As polêmicas ciclovias facilitaram a vida de quem pedala. Aos poucos, mais do que um divertimento de final de semana, as bikes passam a ser uma alternativa de transporte. Há uma guerra velada na cidade entre quem ama o carro e quem quer usar mais a bike. O pessoal que ama mais apaixonadamente o carro não gostou muito de perder espaço físico na rua para as ciclovias, mas com o tempo e o costume tudo se ajeita. Antes das ciclovias, o pessoal reclamava dos corredores para ônibus... 

Pessoalmente, acredito que a diversidade de opções seja o melhor. Uso o transporte público o tempo inteiro e já vi que não preciso de um carro nesse momento da minha vida. Fazendo as contas, vi que era mais em conta usar taxis quando necessário e transporte público do o custo de um carro só para mim.  Vai de cada um.

By Lu



2 comentários:

Tatiane Ribeiro disse...

Otimo texto.. Vai me ajudar bastante..
Vcs por um acaso sabem se algum piloto se hospeda no hilton?? Estarei la e gostaria de saber..

Octeto Racing Team disse...

Tatiane, sei que a Red Bull curte ficar lá e até ano passado a McLaren tb ...

Bjs , Lu