30 de setembro de 2015

Octeto Entrevista: Ludmila Coimbra

 Bom gente, última quarta-feira do mês, portanto, dia de Octeto Entrevista. E como este ano nos meses de aniversário das diretoras tivemos entrevistas com elas, chegou a minha vez.

Algumas explicações antes, as perguntas de número 4, 5 e 6 foram feitas pela Tati, e as perguntas de número 3, 7 e 8 já me foram feitas diversas vezes por outras pessoas, no autódromo, ou em conversas quando assunto era corrida, que resolvi respondê-las aqui para vocês saberem um pouquinho mais sobre o que penso. O restante das perguntas foram as mesmas feitas para Lu e Tati, então dei minha versão também.

Bom, é isto. Espero que curtam!!!

Eu no GP do Brasil do ano passado

1. Começando com o básico (rsrsrs), quem é Ludmila? 
Bom, para quem ainda não sabe, sou jornalista e também me formei em Letras (Português/Inglês), que é a área que trabalho atualmente. Adoro ser professora e dar aulas no idioma de Shakespeare, o mais lindo de todos para mim. Sou uma eterna sonhadora (isto tem seus custos), amo escrever (embora esteja parada ultimamente), além de não viver sem música, cinema, minhas séries, minha família e meus amigos. 

2. Defina Kimi Räikkönen em oito palavras. 
Lutador, enigmático, talentoso, focado, sincero, original, lindo (não deixaria passar né?! hahaha) e Iceman (é claro!!!). 

3. Se Kimi não tivesse ido para o WRC, você acha que algum dia acompanharia a categoria? 
Não. Eu já conhecia o rally é claro, mas nunca tinha acompanhado um evento sequer. Kimi me apresentou a uma nova categoria e eu simplesmente me apaixonei. Hoje posso não cobrir o rally para o blog como antes, mas acompanho sempre que a vida permite, já que os horários do WRC são insanos para nós aqui na América do Sul. 

4. Apesar de hoje você, como eu (Tati), odiar a Ferrari, no passado você tinha admiração pela equipe, e por isso eu pergunto: para você qual o lado bom (se existir) e lado ruim (vários, rs) de ter seu piloto pilotando uma Ferrari? 
Eu vivo uma eterna “escolha de Sofia” no caso Ferrari. Eu odeio a equipe, aprendi a detestá-la pela forma como Enzo Ferrari tratou Gilles Villeneuve, como o usou para os interesses da equipe (qual a novidade nisto né? Rsrsrs). Este é o lado ruim deste time, ele usa os pilotos e depois se desfaz deles como lixo, sejam eles quem forem. Com Kimi eles fazem isto desde 2008. 
Mas por outro lado, aquele bom (sim, ele existe...rsrsrs), eu vejo o poder do amor que a Ferrari causa em seus torcedores, a devoção, a marca poderosa reconhecida mundialmente, a tradição que continua anos após anos, e isto acaba por me fascinar. E por este lado, eu fico feliz pelo fato de Kimi ter sido campeão com eles, por fazer parte desta história, desta tradição, mas confesso, se pudesse escolher, não teria sido lá que eu gostaria de ter visto Räikkönen se consagrar campeão. Viram? Eu disse, vivo a eterna “escolha de Sofia”. Rsrsrs.... 

5. Como você acha que o nascimento do lindinho Robin mudou a forma de Kimi ver a si mesmo e sua carreira? 
Esta é uma pergunta difícil... hahaha... Kimi nos mostra pouco, mas ele mostra, e a gente vê, eu pelo menos vejo. Ele está mais feliz, é óbvio, acho que era o que faltava para o homem que ele é ser completo. Sempre tive a impressão que no casamento dele com a Jenni, ela era a pessoa que ainda não estava preparada para um filho. Impressão minha, é claro. Já Kimi sempre esteve pronto, ele ama crianças, está genuinamente feliz. Acho que a chegada do filho o deixou mais leve. Confesso que jamais imaginei que poderíamos ver Robin crescer diante dos nossos olhos e ele está nos permitindo isto, o que eu definitivamente vejo como a maior mudança que o filho causou em Räikkönen, ele está mais generoso, mais aberto. 

6. Kimi fica na Ferrari 2016. Agora pergunto: o que você acha que fará o finlandês a partir de 2017? 
Não faço a menor ideia. Estou sendo sincera. Não achei que ele ficaria nem para o ano que vem. Hahahaha... Acho que quando ele deixar a F1 vai dar um tempinho, curtir a família, curtir as motos (por causa da Ice One Racing), mas como o bichinho da competição vai incomodar, é bem capaz dele tentar o rally de novo. 

7. Mesmo sabendo o quão difícil se tornou a carreira de Jacques Villeneuve na F1, você ainda torceria por ele? 
Com certeza. Sempre. Jacques foi o meu primeiro piloto na F1. Aquele que eu escolhi. Eu aprendi a amar a F1 com ele. Foi ele quem me ensinou como as pessoas são cruéis e interesseiras, e vivi como torcedora dele os momentos mais felizes que pude. Foi tudo inesquecível e não mudaria nada. Faria tudo de novo, sempre. Eu não fui torcedora de Jacques Villeneuve, eu sou. 

8. Se Ayrton Senna tivesse começado sua carreira hoje, você torceria por ele? 
Hoje, acho que não. Motivo simples, eu não sei se suportaria a babação da mídia. Eu amo Senna, amo. Eu era criança quando ele estava no auge, mas eu me lembro da felicidade de assistir às corridas com ele, eu me lembro da sensação maravilhosa de saber que ele era bom demais e que ele lutaria para vencer sempre. Eu me emocionava com o hino, eu tinha orgulho por ser brasileira como ele. Eu chorei quando ele morreu, eu senti a morte dele como a maioria dos brasileiros, e ainda me emociono, porque ele é especial, mesmo com seus defeitos, porque todos nós temos falhas. Só que quando penso no que seria a cobertura da mídia se ele começasse hoje, fico angustiada... hahaha. Talvez ele me convencesse do contrário. Mas sinceramente, com base no que eu penso e como sou hoje, só acontecendo para eu realmente saber. Ou seja, nunca saberei. 

9. Agora um momento mulherzinha (rsrsrs): monte o seu TOP 5 dos pilotos mais sexy do automobilismo. 
Facílima esta pergunta…. Hahahaha ... 
Kimi Räikkönen
Jacques Villeneuve
Andreas Mikkelsen
Jenson Butto
Fernando Alonso. 

10. Este ano vamos completar oito anos de Octeto Racing Team. Fazendo uma retrospectiva, qual seria o momento mais inesquecível para você neste período? E o mais difícil? 
Uau! Eu diria que apesar de odiar 2009 nas pistas, fora delas ele foi inesquecível para mim, foi quando conheci Jacques e Kimi pessoalmente, que vivi momentos que jamais esquecerei, e tudo isto graças ao Octeto. Sem ele eu não teria chegado lá, não teria realizado nada disto. O mais difícil? O atual. Eu poderia responder 2009, que foi realmente horrendo, mas atualmente tem sido muito complicado, porque odeio a Ferrari e não há luz no fim do túnel. Em 2009 havia. 

11. A Ludmila que começou o Octeto em 2007 mudou como, quase oito anos depois? 
Eu amadureci, me sinto muito mais forte como torcedora desde quando começamos, o que é natural, mas a minha essência é a mesma. Quem me conhece sabe. O crescimento pessoal é claro, mas o meu jeito de ser, ainda me sinto a mesma pessoa. E gosto disto, de não ter perdido quem eu sou. 

12. Se você tivesse que escolher uma característica de Jacques Villeneuve e Kimi Räikkönen, seus pilotos/octetes favoritos, para definir você mesma, quais seriam? 
De Jacques eu escolheria o fato dele ser fiel às pessoas em quem ele confia. Foi por isto que ele pagou caro na F1: confiança nas pessoas erradas, mas acho isto admirável. Sou assim também, o que obviamente me causa problemas, mas acho importante termos fé no outro, mesmo quando o mundo nos mostra o contrário. 
De Kimi, eu sou meio de preferir o silêncio do que a discussão. Gosto de evitar brigas, não gosto de discussões. Longe de mim ser I don’t care como ele, mas prefiro não brigar, por isto o entendo em muitas situações. Eu só entro “solando” se a coisa ficar realmente insustentável. Hahahaha... 

13. Qual a primeira palavra que vem à mente quando você pensa no Octeto Racing Team? 
Amizade. Não tem como ser outra. O Octeto me deu muitos amigos, pessoas que fazem parte diária da minha vida e não só por causa da F1. 

14. O que o ORT trouxe de especial para a sua vida de torcedora? 
Aprendi a conviver com diferenças (é um exercício diário), ganhei amigos, vivi momentos inesquecíveis, refinei minha capacidade de cobertura para o blog, aprendi a gostar de outras categorias, aprendi que em alguns casos o silêncio é a melhor resposta e em outros temos que brigar pelo que gostamos. 

15. Em uma única palavra para cada, como você descreveria Tati e Luane, suas companheiras de Octeto?
Tati – ela é o Jacques de saias do ORT (rsrsrsrs...), sempre opinativa, sempre. É uma característica forte e difícil de manter em um mundo onde as pessoas não argumentam, apenas repassam. 
Luane – ela é o humor do blog. Aquela que sempre acha algo de engraçado para comentar, mesmo quando a situação está tensa. Hahaha... 

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That's all folks! Mês que vem teremos mais!

Beijinhos, Ludy

Um comentário:

Octeto Racing Team disse...

COMO sempre arrasando! hehehehehe

Eu particularmente adoro fazer e participar do Octeto entrevista! Acho divertidooo!!!!

Adorei irmã!

Bjuss, Tati