Montoya e Villeneuve - Indy 2014

Famoso por adaptação sempre rápida, Montoya causa expectativa em retorno à Indy 14 anos depois

Há sete anos longe dos monopostos, campeão de 1999 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis de 2000 fechou com a Penske e já mostrou desempenho competitivo na pré-temporada. Colombiano deve andar no pelotão da frente, ao contrário de Jacques Villeneuve, que volta só para a Indy 500 e deve comemorar se conseguir vaga entre os 33


Entre várias interessantes mudanças de cenário para a vindoura temporada 2014 da Indy, sem dúvida a que inspira maior curiosidade é a volta de Juan Pablo Montoya à categoria.

Montoya é ídolo do automobilismo norte-americano por conta de suas performances arrebatadoras no início de sua carreira na América, há 15 anos.

O colombiano experimentou o sucesso imediato assim que chegou aos EUA, logo após o título da F3000, em 1998. Com as portas a princípio fechadas na F1, o caminho foi a Indy, pela competitiva Ganassi. A primeira vitória veio já na terceira prova, em Long Beach.

Ao todo, em 1999, foram sete vitórias, sete poles e nove pódios em 20 corridas, números que o fizeram campeão em seu ano de estreia. Na temporada seguinte, Montoya falhou na manutenção do título, mas venceu as 500 Milhas de Indianápolis com extrema autoridade.

Em 2001, pulou para a F1 e repetiu o início arrebatador, com rápidas poles e vitórias, se estabelecendo rapidamente como um dos pilotos de ponta do grid, mas sem, no entanto, conquistar títulos. Passou por Williams e McLaren e saiu pela porta dos fundos, demitido do time de Ron Dennis no meio do campeonato de 2006. O passo seguinte foi a Nascar.



De volta aos EUA, se esperava que o agora experiente Juan Pablo pudesse brilhar na principal categoria do automobilismo norte-americano. Os resultados, contudo, não vieram. Mesmo andando pela mesma Ganassi com a qual havia vivido seus dias de glória no fim dos anos 1990, os carros de turismo não trouxeram ao colombiano os triunfos de outrora. 

Tudo indicava para sua aposentadoria. Cansado, gordo e entediado, Montoya poderia se preocupar apenas em desfrutar da bela Connie e de seus filhos. Mas o convite da Penske tentou o latino e surpreendeu o mundo: 14 anos depois, JP voltou à Indy! 

Se trata do retorno não apenas de um campeão e vencedor da Indy 500, mas de um dos grandes nomes do automobilismo em sua geração. Aos 38 anos, o ex-piloto da Ganassi parece mais focado e motivado do que nunca: emagreceu consideravelmente, recuperou a boa forma depois de anos mal cabendo no macacão e treinou compulsivamente. 

Tudo indica que o colombiano será competitivo: no penúltimo dia de testes de pré-temporada, em Barber, seu tempo foi menos de 0s010 mais lento que o do mais rápido da sessão, seu parceiro de time Will Power. Mesmo com 38 anos, Montoya continua sendo dono de uma velocidade natural monstruosa, bem como arrojo e qualidade como piloto. Mas nunca é demais lembrar que se trata, sim, de um ano de adaptação. 

É claro que, como já mostrou antes, ele pode se readequar aos monopostos em curtíssimo tempo e brigar pelo título já neste ano. Mas em uma Indy muito mais equilibrada e competitiva do que antes, diante de um Juan Pablo um pouco mais velho e menos empolgado do que há 14 anos, é mais prudente esperar que os resultados regularmente bons demorem mais para vir. Talvez seja válido esperá-lo como possível campeão em 2015. Para este campeonato, provavelmente, ainda é cedo, mesmo que vitórias venham.

Tio Jacques 

Outro retorno marcante e laureado em 2014 é o de Jacques Villeneuve. Mais velho e acabado que Montoya, o canadense fechou com a Schmidt Peterson para disputar as 500 Milhas de Indianápolis, em maio. Suas ambições, contudo, são altas: espera a vitória. 

O caso de JV difere totalmente do de Juan Pablo. Ao contrário do colombiano, o filho de Gilles Villeneuve guiou como gênio por quatro temporadas – entre 1994 e 1995, período no qual foi campeão da Indy e venceu a Indy 500, e 1996 e 1997, quando ganhou 11 GPs, fez 13 poles e levou o título mundial da F1. De 1998 em diante, não fez nada digno de nota. 

É um dos casos mais inusitados já vistos no automobilismo, como se Jacques tivesse desaprendido. Nenhum, nenhum mínimo lapso daquele Villeneuve inspirador e velocíssimo voltou a ser visto em nenhum momento dos últimos 15 anos. 

Naturalmente, seu breve retorno à Indy é uma atração gigantesca para o evento, mas diante da realidade, é muito difícil imaginar que, ao contrário de Montoya, sua volta flerte com o sucesso. Um lugar entre os 33 classificados para o grid da Indy 500 já seria um prêmio e tanto por seu esforço. Qualquer coisa além disso, só a sorte poderá trazer.

Fonte: Grande Prêmio

Dois comentários bem básicos sobre a diferença de abordagem de um piloto para outro no texto acima, o responsável pela redação da matéria acima definitivamente não precisa nem dizer que não suporta Jacques Villeneuve.

Na parte do texto dedicado a Montoya há críticas, mas na maior parte do tempo, as linhas descrevem a história do colombiano. Não o julgam. Já na parte em que fala de Jacques, as críticas são dotadas de negativismo, erros, defeitos, e pronto.

Pois bem, cada um que pense como quiser. Não será um texto como este que vai me fazer deixar que acreditar que Jacques foi um bom piloto. Na verdade, ainda é. Pouco me importo se tem que não goste dele. Ainda mais no meio da imprensa especializada.

Beijinhos, Ludy

Comentários

Nelson disse…
Nossa, o cara escreveu a parte do Villeneuve com o fígado, como se ele tivesse feito um campeonato ruim em 1998 e como se ele fosse o único culpado da BAR ser aquela m... de equipe e a Sauber fosse um foguete... e como se pilotar para a Peugeot em Le Mans não fosse nada... enfim, é necessário respeito por ele, coisa que a "matéria" passou longe de mostrar...

Algo que eu admiro muito nele é esse interesse de correr de todas as coisas possíveis (até na StockCar ele veio hehehe)
Não é?! Ainda bem que você viu exatamente o que eu vi!!!!

bjs,

Ludy

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