Segurança automobilística – é possível evitar acidentes?

Segurança automobilística – é possível evitar acidentes?


A maior lembrança e mais chocante para o público brasileiro quando se fala em acidente nas pistas de Fórmula 1 é o dia fatal de 1° de maio de 1994 que levou o herói Ayrton Senna para sempre das pistas de corrida. A imagem do choque na curva Tamburello, no circuito de Ímola, no GP de San Marino, na Itália, até hoje causa dor. 

A discussão sobre os limites entre a velocidade e a segurança do piloto é sempre atual e deve ser considerada importante não somente quando um acidente acontece, mas permanentemente. 

Da mesma forma como é importante ter um seguro de automóvel para o motorista comum, para salvaguardar o usuário do veículo em quaisquer casos de imprevistos e garantir também o serviço de manutenção, há uma série de regras de segurança que deve existir para oferecer ao piloto o mínimo de segurança em suas provas e treinos, e preze o que é mais importante, a vida. 

A polêmica com fatos reais

Na época da morte de Senna muito se falou em possíveis razões que poderiam ter provocado um acidente com um talentoso e experiente piloto como ele era. Isso principalmente porque foi uma temporada de mudanças em 1994. 

Mudanças técnicas nos carros de corridas para aumentar a velocidade foram citadas como fatais para a instabilidade do veículo. O Pacto da Concórdia daquela época, acordo entre equipes de Fórmula 1, a FOM e a FIA, que estabeleceu mudanças no fim de 1993 para as corridas a partir do ano seguinte, tirava qualquer ajuda aos pilotos. Então: o controle de tração, o câmbio automático, a suspensão ativa, o acelerador eletrônico, o diferencial autoblocante auto-ajustável, e mais, os freios ABS estavam fora. 

Isso era o conteúdo das mudanças principais que na prática tinha o projeto para o FW16, o modelo que Senna pilotou naquele dia. Somente a suspensão ativa retirava de cena a garantia do piloto de ter oscilações mínimas e de diminuir as incontáveis variáveis na pista, ou seja, itens que dão segurança ao carro em seu comportamento na pista. 

Entre esses e outros exemplos bem discutidos na época e que valem até hoje como exemplo, são indicativos que antes de qualquer objetivo o motorista deve manter-se como principal fator a ser protegido. 

Serviços tecnológicos são criados e oferecidos para compensar o perigo da direção, ou pelo menos, para garantir algum tipo de prestabilidade ao motorista, desde o uso de um rastreador até um freio ABS. A retirada de qualquer elemento tanto no campo profissional quanto no de motoristas usuais deve ser feita somente em caso de perigo no uso ou de não utilidade real. 

A história revela que segurança nunca é demais e que não é possível que em nome de outros interesses a preservação da vida fique em segundo lugar. No campo do automobilismo, a beleza das corridas deve ser motivo de comemoração através do talento dos pilotos com toda segurança essencial, nos autódromos e nos modelos por eles comandados. 

O que você acha mais importante para segurança de um piloto?

Comentários

wagner disse…
Meninas, acho que a morte de Senna foi uma fatalidade fundamental para a segurança na categoria, mas acima de tudo, a suposta emenda mal feita na barra de direção seria o x da questão. A fatalidade veio da barra da suspensão bater justamente na viseira...vejamos, afinal Senna faleceu sem nenhum arranhão do pescoço para baixo, sinal que o carro não era tão inseguro, mesmo batendo a mais de 200 km/h em um muro de concreto. Na real, chegou a hora...

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