Sem comparações

Vettel rejeita comparações com domínio de Schumacher nos anos 2000: “É muito diferente”

Sebastian Vettel vem de quatro vitórias seguidas no Mundial de F1, mas destacou que o GP de Cingapura foi uma exceção e, nas demais provas, não dominou como Michael Schumacher fazia na década passada: “Há dez anos atrás, diferença era de 30s a 60s”

A sequência de quatro vitórias de Sebastian Vettel e a proximidade com o tetracampeonato da F1 têm provocado comparações óbvias do alemão com seu compatriota, Michael Schumacher, que faturou cinco títulos seguidos entre 2000 e 2004. Mas o piloto da Red Bull as rejeita – embora até goste de escutá-las.

Vettel argumentou que não tem vencido com a larga vantagem que Schumacher construía sobre seus adversários a cada corrida. O rubrotaurino falou que o GP de Cingapura, onde chegou a andar 2s mais rápido por volta, foi uma exceção.

“É um elogio, em primeiro lugar!”, agradeceu o piloto na entrevista coletiva da FIA, nesta quinta-feira (10), em Suzuka. “Mas eu acho que é muito diferente. Houve uma corrida que foi uma exceção. Em Cingapura, as diferenças que abrimos foram incríveis – andar 2s mais rápidos que os carros atrás, mas, obviamente, dependia de quem estava atrás e de que pneus estavam usando”, comentou.

“Mas, se você pegar a Coreia, a qual é mais similar a Spa, por exemplo, a diferença foi algo entre 3s e 6s durante toda a corrida, e se você olhar para dez anos atrás, era algo como 30s a 60s”, comparou.

Vettel destacou que uma vantagem de 3s é pouco. “Você comete um erro estúpido, como uma travada de roda na Coreia, o que era bem possível, e 3s não é nada”, afirmou.

O piloto falou também da regularidade que conseguiu apresentar desde o início do ano e que pode assegurar o tetracampeonato com quatro provas de antecipação – caso ele vença em Suzuka e o espanhol Fernando Alonso termine em nono ou em posição pior. 

“É correto dizer que tivemos um grande carro desde o início do ano, bom o suficiente para sempre terminar em uma boa posição nas tardes de domingo”, declarou o alemão, que possui um quarto lugar como pior resultado no ano, sem contar o abandono no GP da Inglaterra, motivado por uma quebra na caixa de câmbio. 

“Acho que fomos capazes de melhorar o carro para chegar a Spa, o carro estava melhor do que na Hungria e, desde então, apenas tentamos melhorar, e há algo a mais vindo a cada fim de semana, mesmo que, às vezes, seja um pacote pequeno”, contou. “Além disso, há o fator de você entender o carro mais do que no começo da temporada, então você consegue reagir mais rápido e mudar o acerto corretamente”, acrescentou.

Fonte: Grande Prêmio

Comparações sempre vão existir. E Vettel lidará com isto como Schumacher teve que lidar com Senna, que era o parâmetro de comparação dele, em função de serem rivais contemporâneos e também porque o brasileiro tinha grande parte dos recordes que o heptacampeão bateu depois.

Algumas destas comparações vão ser corretas, outras poderão parecer injustas, já que são épocas distintas e uma F1 totalmente diferente, mas no final, as comparações sempre estarão lá, afinal, são dois pilotos alemães impondo um domínio incrível, cada um a seu modo. Cada um deles com seus méritos.

Beijinhos, Ludy

Comentários

Jaime Boueri disse…
E Vettel é a maior prova de que o domínio de Schumacher fez muito bem ao automobilismo da Alemanha.

Fez escola.

Assim como Senna fez bem ao brasileiro, na época.

Pena que não houve aqui a continuidade que há por lá...

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