O texto do Gomes sobre o Bahrein

Adoro Flávio Gomes e estava ansiosa esperando pelo o que ele escreveria sobre toda esta confusão do Bahrein. O texto completo vocês podem ler neste link aqui, porque abaixo, eu posto a parte da coluna que simplesmente resume exatamente o que eu penso sobre a F1 e seus participantes.

Mas a partir dos acontecimentos da Primavera Árabe, passou a ter. Entrou na pauta, e a dura repressão à maioria xiita virou notícia. Menos do que na Líbia, no Egito e na Síria, até porque para os EUA é interessante que os califas que estão lá há dois séculos fiquem onde estão. Portanto, era uma chance, sim, de a F1 marcar posição, passar uma mensagem, sair dessa redoma ridícula que se baseia na preguiçosa afirmação de que esporte e política não se misturam. Deveriam. Ações que partem de gente famosa têm maior repercussão, ecoam, resultam em alguma coisa. 

Ocorre que a F1 é comandada por um sujeito sem grandes escrúpulos e nenhuma preocupação além do dinheiro. E a turba que o segue se comporta como gado. Assim, a realização da prova, que cheguei a achar que não aconteceria, depois de ter certeza que aconteceria, e depois de não saber de mais nada, não é surpresa nenhuma. Nem mesmo o vazio completo das declarações de todos os envolvidos. Ninguém tem coragem de assumir falar nada que preste, de fazer uma crítica, de demonstrar solidariedade, de mostrar que vê algo no mundo além da temperatura dos pneus. 

Os atletas, em geral, são seres alienados da realidade. A maioria professa um conservadorismo abjeto, se importam apenas com seus umbigos milionários e querem que o resto se dane. 

A F1 não tem um Sócrates. A F1 tem heróis de cera, que jamais morrerão de overdose. 

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Fonte: www.grandepremio.com.br

Perfeito demais, em especial quando fala sobre Bernie com sua personalidade vazia e sua ganância, e é claro, dos pilotos, os atletas de cera, que só se importam com o "trabalho" muito importante para o mundo que é dirigir um F1.

Daí alguém pode me dizer, "mas e você, não curte este esporte e estes atletas?". Sim, curto a F1, gosto dos pilotos, mas não sou alienada e sem opinião como a maioria deles. Isto é grave, porque falamos de ídolos, pessoas que servem de exemplo e que formam muitas opiniões por aí. Sendo vazios e alienados, formarão em seu maioria, o mesmo tipo de pessoas. É de se lamentar, realmente.

Beijinhos, Ludy

Comentários

wagner disse…
Ludy, Ayrton Senna da Silva, além de grandioso piloto de F1, em um gesto espontâneo e belo, atiçou a ira da FIA por interpretar o "orgulho" do piloto brasileiro por demonstrar de onde vinha,como perigoso ato político rebelatório. Bem, por mais simples que era aquele gesto, não deixava de ser um tapa de luvas na arrogância européia, por ser um vencedor terceiro mundista perante os inventores do espetáculo. De 1994 para cá, as amarras políticas/publicitárias sobre os pilotos cresceram, e não duvido em nada, que há uma clausula contratual que os limite em relação aos pensamentos, vide os acessores de imprensa. Loucura ou não, é a famosa "mão invisível" do mercado agindo! Não sei se é covardia, mas infelizmente o mundo do capital, independente de socialista ou capitalista, coloca os lucros em primeiro lugar, e assim caminha a humanidade!
Sim Wagner, com certeza. É uma realidade triste, mas totalmente cabível e possível com os dias de hoje, onde o que importa é a imagem e não o conteúdo, independente da área em que você atue!

Bjs, Ludy

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