Medo...

Anistia Internacional ataca governo do Bahrein, mas Ecclestone diz que país está “pacífico”

A Anistia Internacional afirmou por meio de comunicado nesta sexta-feira (13), que a situação no Bahrein não melhorou desde a última vez em que a F1 cancelou o GP no país, há um ano. A organização alertou ainda, diante da confirmação de que neste ano a corrida vai acontecer, que o evento pode ser usado como ferramenta política pelo governo.

Hoje a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou a realização do GP apesar dos protestos da população que têm resultado em conflitos violentos nas ruas bareinitas. A FIA e a Formula One Management (FOM), por meio de seus presidentes — Jean Todt e Bernie Ecclestone –, e o governo do Bahrein afirmam que é seguro correr lá na próxima semana.

A Anistia Internacional criticou o governo do país árabe por tentar divulgar uma imagem de que as coisas estão tranquilas em vez de admitir e enfrentar seus problemas. E a F1, segundo o grupo de defesa dos direitos humanos, foi um dos fatores desse processo artificial.

"Nos meses recentes, as autoridades bareinitas ficaram mais preocupadas em reconstruir sua imagem e investir em relações públicas do que em introduzir direitos humanos reais e reformas políticas no país", apontou a Anistia em comunicado.

"De fato, para as autoridades, há muito em jogo. Eles querem pintar o Bahrein como um país estável e seguro para protelar as críticas internacionais. Mas enquanto o país se prepara para receber a F1 de 20 a 22 de abril, depois do evento ter sido cancelado no ano passado em resposta à instabilidade, protestos antigoverno diários continuam a ser violentamente suprimidos pelas tropas de choque, que usam gás de forma imprudente e com resultados fatais", assegurou o documento.

Apesar do governo bareinita, de Ecclestone e de Todt garantirem que os protestos não aumentaram nos últimos meses e que apenas foram mais noticiados por causa da proximidade com a data do GP, a Anistia Internacional rechaçou a hipótese.

"Atos de violência por alguns manifestantes contra a polícia também aumentaram consideravelmente nos últimos três meses", continuou.

"Sediar o GP do Bahrein em 2012 tem o risco de ser interpretado pelo governo como o simbolismo de que as coisas estão voltando ao normal. A comunidade internacional não pode virar as costas para a crise dos direitos humanos no país", conclamou a Anistia."O governo precisa entender que suas medidas vagas não são suficientes. Um progresso substancial em reformas reais nos direitos humanos é essencial", exigiu a nota, que informou ainda que a situação atual não é muito diferente daquela que levou ao cancelamento do GP em 2011.

A FIA, no entanto, discorda da Anistia Internacional. No comunicado em que informava a realização do GP, a federação disse que a situação é segura. "Baseada na informação que a FIA tem até aqui, [a entidade] está convencida de que todas as medidas de segurança são adequadas para a realização de um evento do Campeonato Mundial de F1 no Bahrein", comunicou.

Já Ecclestone preferiu criticar a imprensa pela imagem do Bahrein. "Todos estão felizes. Nós não temos nenhum problema. É um problema discutido pela mídia. Eles não têm ideia do que está acontecendo. Esse é o problema", atacou o chefe da F1.

"Essa corrida está no calendário, e tem estado por um bom tempo. E nós estaremos lá. Todas as equipes estão felizes de ir para lá", assegurou Bernie. "A autoridade esportiva nacional vai nos manter informados do que está acontecendo. Não é nada acontecendo. Eu conheço gente que mora lá e está tudo muito quieto e pacífico", finalizou o dirigente.
(fonte: Grande Prêmio)

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Bernie:"Não é nada acontecendo. Eu conheço gente que mora lá e está tudo muito quieto e pacífico"

QUE PESSOA ERRADA e SEM CORAÇÂO!!! Como alguém pode dizer que não aconteceu nada se há tantas mortes?? A vida perdeu o valor desde quando?? Então eu faltei a esta aula na escola!!!Eu nunca duvidei da ganância e visão perturbada de Ecclestone do mundo real, mas falar que não está acontecendo NADA e que está tudo TRANQUILO, foi chocante para mim!

Eu não duvido (ou melhor, duvido sim) que haja segurança para pilotos, dirigentes, equipes e jornalistas, mas e o povo?? E pergunto: E O POVO??? Mães perdendo filhos, filhos perdendo pais, irmãos perdendo irmãos... pessoas perdendo vidas! Isso é nada!?

Não há espaço para F1 no Bahrein! Eles têm de entender isso!! Eu estou com medo! Medo por todos, não somente pelos pilotos e equipes, mas principalmente, pelo povo!

Bjinhus, Tati

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