Bernie não vive neste mundo... #fato
Bernie nega reclamação dos times, mas diz que F1 pode não renovar contrato com GP do BahreinO dirigente máximo da F1 disse que as equipes não têm preocupação alguma com a situação atual no Bahrein. Entretanto, o britânico já reconhece a possibilidade de não mais levar a categoria ao país árabe
Desde 2011 tem sido assim: Bernie Ecclestone, principal responsável por levar a F1 ao Bahrein, vem lutado com todas suas forças para manter a corrida no calendário da categoria mesmo com todo o contexto desfavorável, desencadeado na Primavera Árabe — movimento que representou a revolta da maioria xiita contra o governo centralizador do rei Hamad bin Isa Al Khaliva, da minoria sunita. Nem mesmo o perigoso cenário de violência, mortes, atentados terroristas e violação dos direitos humanos faz Bernie demover a ideia de voltar a Sakhir com a milionária F1.
Pouco mais de um ano depois de a corrida de 2011 ter sido cancelada pelas próprias autoridades barenitas, que não viam o país em condições plenas de segurança para receber a F1, Bernie luta para voltar a Sakhir com a categoria. Mas o cenário é tão grave quanto na época da Primavera Árabe. Nem assim, o dirigente de 81 anos desiste da ideia. Mesmo com todas as evidências e os clamores populares pedindo o cancelamento do GP do Bahrein, Ecclestone garante que não há qualquer preocupação sobre a situação no país do Oriente Médio.
Contrariando os relatos veiculados na última segunda-feira, quando um chefe de equipe, que não quis se identificar, disse que os times da F1 temem a violência no Bahrein e que haverá um pedido pelo cancelamento da corrida, Bernie, em entrevista à emissora britânica BBC, nesta terça-feira (10), afirmou exatamente o oposto. “Nenhuma das equipes demonstrou qualquer preocupação para mim, pelo contrário”, garantiu.
Se pela manhã, em declaração à agência ‘Press Association’, Ecclestone havia declarado que caberá às equipes a realização ou não da quarta etapa do Mundial de F1, desta vez, o dirigente máximo da categoria jogou a responsabilidade para as autoridades barenitas.
“Realmente não cabe a mim decidir se [a corrida] deve ir em frente ou não. Cabe ao povo do Bahrein decidir. Neste momento, eles não estão cancelando o evento, por isso, presumo que eles estão felizes”, disse.
Quanto às equipes, Bernie disse que um representante não-identificado de uma delas, visitou o Bahrein dias atrás, mas que, segundo o britânico, o país vive situação “perfeita”. “Uma das equipes enviou uma pessoa para lá recentemente, e eu falei com eles hoje, na verdade, e eles disseram que está tudo perfeito, que não há problema”, afirmou. “Eles foram para o circuito, eles foram para todos os lugares no Bahrein e eles estão felizes.”
Sobre uma eventual não participação das equipes no GP do Bahrein, Bernie advertiu que tal postura representa quebra de contrato. “Não podemos forçar as equipes a participar. Eles descumpririam os contratos conosco se não o fizessem, mas gostaríamos de lidar com esse assunto como uma questão à parte.”
Por fim, o comandante da F1 revelou que, diante de cenário tão grave e que se repete pelo segundo ano seguido, a categoria pode não voltar mais a Sakhir. “Temos um acordo com as pessoas no Bahrein. Temos um contrato com a FIA e vice-versa. Talvez nós não vamos renová-lo. Temos de analisar e ver”, concluiu.
Fonte: Grande Prêmio
Gente, em que mundo vive Bernie Ecclestone?! As pessoas estão felizes? Ele não lê os jornais não?! É inacreditável!
Para começo de conversa, para mim, este GP já deveria ter sido substituído desde o problema do ano passado. Eles vivem um momento de crise política, de revolta, como podem estar felizes? #Bernieélouco
Beijinhos, Ludy
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marluce