Em defesa de Raikkonen e Grosjean

Diretor do Group Lotus defende contratação de Raikkonen e Grosjean

Dany Bahar, diretor do Group Lotus, afirmou que mesmo com os custos de trazer Kimi Raikkonen e Romain Grosjean a empresa está do lado da equipe Lotus e investirá mais dinheiro se for preciso

Diretor do Group Lotus, Dany Bahar afirmou nesta segunda-feira (12) que a decisão da Lotus, antiga Renault, em contratar Kimi Raikkonen e Romain Grosjean foi esportiva, sem levar em conta o lado comercial da transação. O dirigente explicou que após o fraco desempenho de 2011, a equipe constatou que precisava focar em pilotos vencedores para retornar ao topo da F1.

“Isso mostra a determinação que nós temos e mostra que há entendimento sobre o que estamos fazendo. Os nossos dois principais parceiros – Gerard Lopez e Eric Lux – disseram ‘olha, isso não é uma questão comercial sobre darmos o maior lance, é sobre escolher os melhores pilotos que pudermos”, declarou.

“Nós analisamos juntos e concluímos que mesmo Vitaly tendo um elemento comercial muito valioso, nós devemos focar puramente em corrida. Isso pode ser mais difícil para nós comercialmente, mas estamos prontos para o desafio. E se precisar vamos colocar mais dinheiro”, acrescentou o diretor, afirmando que a decisão de substituir Petrov foi difícil por conta do dinheiro levado pelo russo para a equipe.

A declaração de Bahar serve para justificar a dispensa da um piloto que trazia recursos para o time – Petrov – por outro sabidamente caro dentro do esporte a motor – Raikkonen. Ainda assim, o dirigente afirmou que o próprio Group Lotus bancou completamente a decisão.

Bahar explicou, ainda, que as mudanças no time eram uma cobrança dos próprios sócios, que queriam resultados diferentes dos obtidos em 2011. “Com o desempenho do ano passado, ninguém ficou feliz, especialmente quanto ao desenvolvimento, então o interesse de cada sócio e parceiro era conseguir o melhor que podíamos”, disse.

O dirigente afirmou, também, que as modificações na Lotus não devem ficar apenas na substituição da dupla de pilotos para a temporada de 2012. “Nós precisamos fazer um monte de mudanças e melhoras nas áreas técnicas, mas a direção sabe disso e eles estão trabalhando bastante. Eu tenho certeza que estaremos melhores. Tenho certeza”, relatou.

Apesar disso, o diretor garantiu que o cargo de Eric Boullier, como chefe de equipe, não está em perigo, embora Gerhard Berger tenha sido especulado na função. “O trabalho de Eric não é fácil. É como o de um técnico de futebol, depois de um ano não tão bom você é normalmente criticado. Ele será criticado e essa não será a última vez, mas o importante é o que ele aprendeu, e ele identificou onde precisa melhorar”, completou.

O diretor, por fim, confirmou que ainda há negociações entre a Genii, de Gerard Lopez, com a Lotus sobre uma possível união das duas marcas no que diz respeito também ao mercado dos carros de rua. O dirigente, no entanto, afirmou que a situação é mais complexa que uma empresa comprando participação na outra.

“Essas conversas sempre acontecem, e eles estão conosco desde o início. Há um mapa do caminho que eu e Lopez traçamos e estamos seguindo. Mas eu não posso falar mais do que isso, ou como ele vai acontecer, mas eu definitivamente posso dizer que não vamos trabalhar um contra o outro, mesmo com as especulações sobre um tentar comprar a parte do outro”, encerrou.

Fonte: Grande Prêmio

A temporada nem começou e já querem que o cara justifique a contratação de Räikkönen. Gente chata! #aff

Beijinhos, Ludy

Comentários

Amanda Marques disse…
Ludy

Tenho nojo desta equipe. Quando precisaram da grana foram lá e pescaram o Bruno pra correr, agora descartaram-no como lixo sem um pingo de respeito. Quero que esse Grosjean se lixe. Qto ao Kimi, nadinha contra, que ele seja feliz no seu retorno à categoria. Só fico puta com o descaso, a deslealdade e mau caratismo do Gerard Lopez e do senhor Boullier em relação ao Bruno. Tá sangrando essa ferida em nós fãs. Você entende né?

Beijos
Sim, eu entendo Amanda. É complicado mesmo, mas esta é a F1. Eles não se importam com o lado humano. Eles trocam de pilotos normalmente, só nós fãs e os pilotos, às vezes, sentem isto. É cruel, mas é a realidade. Desde 2003, que senti na pele como fã de Villeneuve e depois 2009, como fã de Kimi, qualquer equipe de F1 para mim é ridícula e desleal, todas são. Sem exceção.

bjs, Ludy

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