Semana Fernando Alonso 2011 - Dia 7: Meus Favoritos no. 4

Olá amigos!

Agora é hora de relembrar e de trazer mais um dos Meus Favoritos no.4 . Este texto pelo tema tem mesmo é que estar aqui. Não preciso dizer porque é um dos meus favoritos né??! hehe

Deixo para os que ainda não leram e para aqueles que desejar reler!

" Semana Fernando Alonso 2011: Meus Favoritos, no. 4"


"Alonso, 10 anos de F1"
Escrito em 06 de março de 2011

"Desde sexta estou tentando escrever um texto sobre o aniversário de 10 anos do Alonso na F1, mas em nenhuma destas tentativas eu encontrei o caminho certo para dizer o que eu quero. Hoje faço mais uma tentativa. Acho que após ler este lindo texto da Cavallino a inspiração veio mais facilmente. hehe

É muito bonita a forma com que Cavallino conta "sua história" alonsista. É emocionante!. Bom... pelo menos para mim foi muito emocionante! De certa forma me vi em alguns momentos descritas por ela. Vejo que nós duas temos o pensamento comum sobre quem é Fernando Alonso.

Para falar a verdade, todos nós alonsistas temos algo em comum: somos fiéis haja o que houver. E acredito que este nosso comportamento incomode alguns, justamente porque estamos com Alonso sempre. Naturalmente isso não quer dizer que achamos o espanhol um santo, quer dizer apenas que acreditamos nele. Ninguém tem que entender esta nossa relação de ídolo-fã, tem apenas que respeitar. Coisa que às vezes não acontece, infelizmente.

Há 10 anos Fernando Alonso fazia sua primeira corrida de F1. Lá estava um jovem rapaz, tímido, de cara séria, que começava a trilhar uma carreira de sucesso. Carreira que faria dele em um dos maiores ídolos da Espanha e da F1.

O mais jovem a fazer uma pole-position, a subir em um pódio, a vencer uma corrida, a ser campeão do mundo de F1, a ser bicampeão de mundo. E melhor do que todos estes recordes está o fato de transformar um país.

Hoje a Espanha assiste corridas de F1. Milhões e milhões de pessoas ligam as suas TVs aos domingos com a mesma certeza que nós brasileiros tínhamos com nosso Ayrton, a certeza que estão vendo o melhor na pista, a certeza que do Alonso podemos esperar sempre o melhor, e mesmo quando o melhor não vier, o possível (e o impossível) estará lá.

Fernando Alonso é muito mais do que um piloto de F1. Ele um ídolo para muitos, sejam espanhóis ou não, um exemplo de sucesso e de determinação. Algo que ele construiu com muito trabalho, ano após ano na categoria máxima do automobilismo.

Infelizmente eu não pude estar com ele nestes 10 anos completos. Não vi uma pequena parte do seu crescimento como piloto. Eu perdi o início. Comecei esta jornada em 2005 quando o mundo começava a perceber que aquele espanhol, que corria de azul e amarelo e que desafiava a Ferrrari de Schumacher, não estava de brincadeira. Naquela época ele já era o número 1 na Renault, já tinha o apoio total de Briatore, já havia vencido corridas, já estava começando a tomar gosto pela vitória...

TOMA!

Mas se eu não assisti ao vivo as suas primeiras conquistas, tive a oportunidade de viver com ele a maior vitória da sua vida: ser campeão do mundo de F1. Acompanhei extasiada de emoção o grito famoso TOMA! TOMA! TOMA!. Tenho guardado até hoje vários recortes de jornais aquela imagem congelada, aquele mágico momento de fúria, alívio e alegria do então mais jovem campeão mundial de F1.

Felizmente pude chorar com Alonso, ao vivo e a cores, em Interlagos/2006 quando ele venceu o maravilhoso bicampeonato e enquanto ele se despedia da Renault (pela primeira vez): "I wish you the best for the future..." . Um momento memóravel, sem dúvida. Momento que levarei para toda minha vida.


Eu estive com ele quando se mudou para a McLaren. Vivi a alegria do primeiro encontro com aquele carro que prometia ser a união perfeita com a equipe do seu maior ídolo, Ayrton Senna. Mas também vi a desilusão torna-se dia-a-dia a sua maior companheira. Sofri toda vez que observava aquele belo sorriso dar lugar a um rosto triste e amargurado. Um das piores coisas daquela época foi ter visto a felicidade do rosto dele ir diminuindo a cada GP. Só sabe o que falo, quem viveu 2007 como eu vivi. Sorriso que só voltou em Interlagos quando viu a derrota daqueles que desejam também a sua derrota. 02 de novembro de 2007, não haveria melhor data para anunciar o fim de um casamento tão melancólico e infeliz.

McLaren: um período infeliz!

Pude reviver a felicidade de voltar para casa, de estar na Renault, de vencer com os mesmos mecânicos que gritaram "World Champion" com sotaque francês aos pés do pódio de Interlagos em 2006 (ainda vou postar isso no Octeto! Prometo! É lindo!). Em contrapartida, se havia felicidade por estar em "casa", havia frustação por não poder vencer. Era sempre muito frustrante quando percebia que nem o talento do melhor era capaz de superar um carro ruim. E eu realmente acreditei que tínhamos chances de sermos campeões novamente na Renault (o que agora parece uma loucura! rs), mas a nossa confiança nele é tão real que tudo sempre me parecia muito possível. É ... mas não deu!

Como eu disse, eu não vi primeira vitória lá em 2003, mas estive presente nos momentos mais difícies... quando tudo parecia impossível, sombrio, sem solução, sem futuro e até certo ponto desesperador.

Destes 10 anos 2009 foi sem dúvida, a pior temporada do Alonso na F1, excluindo a época de Minardi que naturalmente seria ruim. Alonso e o R29 foi o que podemos classificar como desesperador, digo isso porque quando você se vê super feliz com um mísero 3o. lugar... é porque a coisa está muito feia. rs Só que por mais que tudo parecesse errado, nunca deixei de acreditar que algo melhor fosse possível. Eu nunca deixei de estar lá, presente e confiante de que uma hora a nossa hora chegaria novamente. Aí veio a Ferrari, a nossa última e única chance.

Alonso na Ferrari: momento difícil!

E por incrível que possa parecer a vocês, este foi com certeza o momento mais difícil como alonsista. Enganam-se os acham que os piores momentos foram 2007 ou 2009. Destes 6 anos o momento mais difícil foi 2010.

Vê-lo a primeira vez na Ferrari me deu arrepios. Era como se eu estivesse indo contra meus ideais. Confesso que ali tive medo de desistir de tudo, e até tive vontade. Só que não tinha mais jeito, depois de tudo que eu já havia passado, por todas as vezes que briguei pelo nome dele, por todas as vezes que chorei de frustação por vê-lo lutar sozinho na McLaren, ou pelas vezes que o vi perder, eu não poderia abandoná-lo no momento mais feliz de sua vida. Sim, hoje ele está feliz.

E eu, inocente, imaginei que depois de 9 anos na F1 e Alonso finalmente em uma equipe grande, nós teríamos um período mais tranquilo e de algumas glórias (afinal, ele deixou a Renault para voltar a vencer, certo?!)... mas que nada! Em 2010 vieram mais conflitos, mais críticas, mais acusações e mais uma dolorida derrota. Provavelmente a mais sofrida de todas elas, ao menos para mim.


Assistir Alonso perder em Abu Dhabi me doeu muito! E ainda dói. É uma dor que não vem somente pela perda de um título e/ou por um incrível trabalho de recuperação, é muito mais do que isso. Foi uma derrota de anos de luta, de trabalho, de esforço. Um filme de tudo que enfrentamos nos últimos anos passou repetidamente na minha cabeça, desde aquela despedida da Renault em Interlagos quando celebrávamos mais um título. Cada detalhe frustante, cada desilusão, e sempre com a mesma pergunta: Por quê?! Por quê?! . Era como que se cada cicatriz conquistada ao longo destes anos de dificuldade voltassem a latejar, todas ao mesmo tempo.

Porém, acho que o que nos difere (nós fãs alonsistas) dos outros (além de torcer para o melhor!rs), é que quanto mais difícies forem as coisas, mais fortes e confiantes ficamos. Algo que aprendemos com o próprio Alonso.

A verdade é que depois das glórias de 2006 só passamos por provações, uma maior que outra. E no final sempre estivemos firmes e fortes, sempre acreditando que tudo era possível mesmo quando parecia impossível. Eu brinco com meus amigos da AA que temos pele grossa, algo que conquistamos nos últimos anos.

Hoje olhar o que aconteceu em Abu Dhabi ainda dá tristeza e provoca lágrimas, só que também nos dá força para olhar para frente e para recomeçar! Porque é justamente isso que temos feito desde 2006. É isso que nos faz seguir com Alonso por mais 1, 2, 3 ou 10 anos na F1.

Até porque Fernando Alonso, mesmo sem a cara séria daquele menino que corria num carro preto com detalhes brancos, continua sendo Magic Alonso. E ele como todo e qualquer mágico insiste em "hacer posible lo imposible".

E que venham mais 10 anos! hehehe

Agora, finalmente o espaço é de vocês! Desculpe o testamento!!! rsrs

Bjinhos, Tati

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Mais um pedacinho da SFA 2011!!!! Espero que estejam gostando!!!

Bjinhus, Tati

Comentários

AMANDA SARAIVA disse…
Tati,toda vez que vc coloca os seus textos eu choro!!dói muito a perda de 2010, mas o que mais me magoa é a imprensa brasileira detonando o alonso, foram os piores xingamentos do mundo, ler e ouvir aquilo foi destruidor, mas não importa isso né, o que importa é sempre torcer pro al, seja na briga ou não pelo título!
bjs!!

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