Desastre para o esporte
GP do Bahrein pode ser desastre para o esporte, declara ministro britânico
O ministro do esporte da Grã-Bretanha, Hugh Robertson, afirmou que a decisão de promover o GP do Bahrein ainda neste ano pode ser "um perigo" e um desastre para o automobilismo
A FIA parece cada vez mais isolada em sua decisão de promover o GP do Bahrein no dia 30 de outubro, a despeito da continuidade das revoltas populares contra o regime monárquico de Hamad bin Isa Al-Khalifa. Em entrevista ao jornal 'Daily Telegraph', o ministro do esporte da Grã-Bretanha, Hugh Robertson, alertou para os perigos da realização da corrida neste ano.
De acordo com o ministro, o fato de a oposição ao rei ter apoiado a remarcação da corrida, ao invés de pregar o seu cancelamento, pode indicar uma estratégia política — os grupos antigovernamentais podem programar mais protestos justamente para a semana da corrida, quando o Bahrein terá sua visibilidade mundial ampliada. "Você não pode ter uma situação em que a política sobrepõe o esporte. Se isso acontece, você tem um desastre em suas mãos", afirmou.
"Você pode entender por que motivo grupos de oposição querem que a corrida aconteça, se eles estiverem planejando protestos em seu entorno. E isso é um perigo", acrescentou o ministro. O político britânico não é o único a recentemente ter se oposto ao retorno do GP barenita ao calendário de 2011. Durante o fim de semana, Max Mosley declarou que a decisão da FIA é "um erro" e Mark Webber afirmou que a realização da prova "vai causar mais tensão para as pessoas do país".
Os levantes populares no Bahrein são uma consequência dos protestos que começaram no fim do ano passado, na Tunísia, com a queda do ditador Zine El Abidine Ben Ali, que estava no poder há 23 anos. Como num efeito dominó, outras populações decidiram se revoltar contra os desmandos dos governos de seus países. A mais marcante revolução aconteceu no Egito, com a renúncia forçada de Hosni Mubarak depois de 29 anos no poder.
A população barenita se queixa do aumento do desemprego, do regime ditatorial do rei e dos poucos recursos destinados à habitação.
Fonte: Grande Prêmio
Desastre para o esporte eu não sei, mas que definitivamente a FIA errou em recolocar o GP do Bahrein no calendário deste ano, errou. Não havia necessidade, já temos muitas corridas nesta temporada, o GP barenita não faria falta, não tinha problema deixar para 2012.
Mas não, money rules the world e não adianta Bernie Ecclestone dizer que não foi decisão ligada ao dinheiro não, porque foi. Não nasci ontem! Desta vez concordo com o Webber, esta prova vai causar ainda mais tensão para o povo do Bahrein, que no momento, vive situação política complicada.
E com relação ao que o ministro do esporte da Grâ-Bretanha falou, não tinha me tocado para isto, e ele está certo, o fato de a oposição ter apoiado a realização do GP pode esconder razões políticas, e isto é realmente perigoso.
E o Bernie Ecclestone enquanto isto, só pensa em sua caixa registradora! #falasério!
Beijinhos, Ludy
O ministro do esporte da Grã-Bretanha, Hugh Robertson, afirmou que a decisão de promover o GP do Bahrein ainda neste ano pode ser "um perigo" e um desastre para o automobilismo
A FIA parece cada vez mais isolada em sua decisão de promover o GP do Bahrein no dia 30 de outubro, a despeito da continuidade das revoltas populares contra o regime monárquico de Hamad bin Isa Al-Khalifa. Em entrevista ao jornal 'Daily Telegraph', o ministro do esporte da Grã-Bretanha, Hugh Robertson, alertou para os perigos da realização da corrida neste ano.
De acordo com o ministro, o fato de a oposição ao rei ter apoiado a remarcação da corrida, ao invés de pregar o seu cancelamento, pode indicar uma estratégia política — os grupos antigovernamentais podem programar mais protestos justamente para a semana da corrida, quando o Bahrein terá sua visibilidade mundial ampliada. "Você não pode ter uma situação em que a política sobrepõe o esporte. Se isso acontece, você tem um desastre em suas mãos", afirmou.
"Você pode entender por que motivo grupos de oposição querem que a corrida aconteça, se eles estiverem planejando protestos em seu entorno. E isso é um perigo", acrescentou o ministro. O político britânico não é o único a recentemente ter se oposto ao retorno do GP barenita ao calendário de 2011. Durante o fim de semana, Max Mosley declarou que a decisão da FIA é "um erro" e Mark Webber afirmou que a realização da prova "vai causar mais tensão para as pessoas do país".
Os levantes populares no Bahrein são uma consequência dos protestos que começaram no fim do ano passado, na Tunísia, com a queda do ditador Zine El Abidine Ben Ali, que estava no poder há 23 anos. Como num efeito dominó, outras populações decidiram se revoltar contra os desmandos dos governos de seus países. A mais marcante revolução aconteceu no Egito, com a renúncia forçada de Hosni Mubarak depois de 29 anos no poder.
A população barenita se queixa do aumento do desemprego, do regime ditatorial do rei e dos poucos recursos destinados à habitação.
Fonte: Grande Prêmio
Desastre para o esporte eu não sei, mas que definitivamente a FIA errou em recolocar o GP do Bahrein no calendário deste ano, errou. Não havia necessidade, já temos muitas corridas nesta temporada, o GP barenita não faria falta, não tinha problema deixar para 2012.
Mas não, money rules the world e não adianta Bernie Ecclestone dizer que não foi decisão ligada ao dinheiro não, porque foi. Não nasci ontem! Desta vez concordo com o Webber, esta prova vai causar ainda mais tensão para o povo do Bahrein, que no momento, vive situação política complicada.
E com relação ao que o ministro do esporte da Grâ-Bretanha falou, não tinha me tocado para isto, e ele está certo, o fato de a oposição ter apoiado a realização do GP pode esconder razões políticas, e isto é realmente perigoso.
E o Bernie Ecclestone enquanto isto, só pensa em sua caixa registradora! #falasério!
Beijinhos, Ludy
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