Semana Jacques Villeneuve 2011 - parte 3



Fórmula 1 - Os anos dourados na Williams


1996 marcou o ano em que o filho do lendário Gilles Villeneuve estreou na F1. Seguir os passos do pai foi um caminho natural para Jacques e colocar o nome dele e de Gilles, um dos pilotos mais queridos da Scuderia de Maranello entre os campeões seria questão de tempo.

JV estreou com o pé direito na F1, na primeira corrida do ano e a sua primeira na categoria, já cravou a pole e só não venceu a prova na Austrália porque um vazamento de óleo fez com que ele tivesse que abrir para seu companheiro de equipe, Damon Hill. O restante da temporada deu a Jacques sua primeira vitória na F1 (GP da Europa em Nurburgring), uma conquista na Inglaterra e também em Portugal, quando pela última vez a F1 realizou uma prova no Estoril. Nesta corrida Villeneuve fez um grande ultrapssagem em Michael Schumacher. Na minha opinião, umas das mais bonitas que JV fez na F1 em toda a sua carreira.



O ano de 96 terminou, portanto, com Jacques disputando o título com Damon Hill. Ele não venceu, mas aquele segundo lugar foi uma grande estreia para o seu ano inaugural na categoria que adorou e consagrou seu pai. JV terminou a temporada largando nas 16 corridas, conquistando 11 pódios, fazendo 3 poles, estabelecendo 6 voltas mais rápidas, vencendo por 4 vezes (Europa, Inglaterra, Hungria e Portugal) e terminando como vice-campeão mundial com 78 pontos.

E 1997? O que dizer? O ano do campeonato. O carro projetado por Adrian Newey (como no ano anterior) era uma máquina. Mas não pensem que foi uma temporada fácil. Foi cheia de reviravoltas, com a liderança trocando trocando entre Villeneuve e Michael Schumacher. Para se ter uma ideia, faltando duas provas para o final da temporada, no Japão, Jacques recebeu uma punição e chegou a Jerez de la Frontera, na decisão do título, 9 pontos atrás do alemão. E luta começou já no treino de classificação quando Villeneuve, Heinz-Harald Frentzen e Michael Schumacher fizeram o mesmo tempo da pole. A corrida foi aquilo que todos conhecemos bem, então bicampeão da Ferrari, para não perder o título, jogou o carro para cima da Williams de Villeneuve na tentativa de tirá-lo da prova e sair de lá o grande vencedor. Mas como diz o velho ditado: "quem ri por último, ri melhor". JV sagrou-se campeão, escreveu em definitivo o seu sobrenome e de seu pai no hall dos campeões da F1. E para isto largou as 17 corridas, conquistou 8 pódios, venceu 11 vezes (Brasil, Argentina, Espanha, Inglaterra, Hungria, Áustria e Luxemburgo), fez 10 poles, cravou 3 voltas mais rápidas e fechou 1997 como campeão mundial de F1 com 81 pontos.

Mas depois de duas excelentes temporadas pela equipe de Grove, o canadense enfrentou o seu primeiro ano ruim. 1998 não foi nada satisfatório, a equipe não conseguiu dispor de um carro para que Villeneuve lutasse pelo seu bicampeonato, e o piloto nada pode fazer naquele que foi também o seu último ano pela equipe de Frank Williams. JV largou em 16 provas, não conseguiu nenhuma vitória, nenhuma pole, foi apenas a 2 pódios e fechou sua história na Williams com um quinto lugar no campeonato, marcando 21 pontos.

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Abaixo uma seleção de fotos realmente resumida de fotos do canadense em sua passagem pela equipe inglesa. Infelizmente não pude colocar mais, caso contrário...rsrs... Uma observação, as duas últimas imagens são do primeiro teste de JV pela equipe, quando ainda estava na Indy. São de agosto de 1995.








Bom galerinha, o post veio tarde, mas veio. Espero que tenham gostado. Prepará-lo realmente me colocou direto no túnel do tempo. rsrs... O mais engraçado é como as lembranças continuam fresquinhas na minha mente. Não sou fã da Williams, mas ela ocupa um lugarzinho especial no meu coração, por ter sido a equipe que fez de Jacques um campeão mundial de F1. Foram anos simplesmente inesquecíveis da minha vida!

Amanhã falarei sobre a era dos desgostos: British American Racing, BAR.

Beijinhos, Ludy

Comentários

Biba disse…
hmmmmmm lembro qndo Jacques chegou ao Brasil em 96 pro GP de Interlagos... saudades daquela época rsrsrsr
É verdade Biba!!! Também lembro!!! rsrsrs

bjs, Ludy
wagner disse…
Esse cara foi mt pouco aproveitado na f1, tinha atitude, arrojado, e falava a verdade, por isso foi queimado!
Fábio Mota disse…
Como diz aquele refrão:
"Que tempo bom, q não volta nunca mais!!"
Marcos Antonio disse…
os melhores do Jacques...saudades dos bons tempos da Williams...

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