Rali de Portugal tem brasileiro e promete boa briga

Rali de Portugal tem piloto brasileiro e 'hora da verdade' entre Citroën e Ford

Empatadas em número de vitórias, Citroën e Ford disputam o comando do WRC em 2011 no tradicional Rali de Portugal nas trilhas de terra em Faro. Destaque para a Mini, que estreia no Mundial pela categoria S2000 com o luso Armindo Araújo e o brasileiro Daniel Oliveira

Warm Up

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré


O Rali de Portugal, terceira prova da temporada 2011 do WRC, começa nesta quinta-feira (24) em Lisboa após duas etapas atípicas na neve de Karlstad, na Suécia, e na altitude de Guanajuato, no México. O Mundial de Rali disputa sua primeira competição ao nível do mar, que servirá como a ‘hora da verdade’ para Ford e Citroën, com uma vitória cada — Mikko Hirvonen na Suécia, e Sébastien Loeb no México. O rali terá como maior novidade a estreia da Mini, por enquanto, na categoria S2000, e terá carros guiados pelo local Armindo Araújo e pelo brasileiro Daniel Oliveira.

A exemplo do que aconteceu na última etapa no México, a Citroën parte como favorita para a competição predominantemente disputada na terra de Faro, região litorânea de Portugal. As últimas três provas válidas pelo WRC no país [2007, 2009 e 2010] foram vencidas pela montadora francesa. Por outro lado, a rival Ford tem como melhor resultado no período apenas um segundo lugar de Hirvonen em 2009.

Sébastien Ogier busca defender o título nas trilhas lusitanas, local de sua primeira de duas vitórias no WRC no ano passado. O francês de 27 anos tem contra si o duro revés sofrido em Guanajuato, quando perdeu uma prova praticamente ganha ao cometer um erro no antepenúltimo estágio e entregar ‘de bandeja’ o pentacampeonato do Rali do México para o rival Loeb. O dono do Citroën DS3 de número 2 mira apenas o bi em Portugal. “Apesar de não ter somado pontos no México, tiramos muitas coisas positivas. Tivemos de limpar a pista, mas acredito que mostramos nossa competitividade. Aqui em Portugal, vou dar o melhor de mim”, afirmou.

Por sua vez, Loeb aposta na superioridade de sua equipe e acredita que o rali em Faro vai representar o real parâmetro para o restante da temporada 2011 do WRC. “A Citroën sempre foi a melhor deste rali. Se o clima estiver bom, a gente sabe o quão competitivos são os carros em condições normais, e por outro lado, sabemos como será o resto da temporada. Essa prova mescla o que há de mais difícil no campeonato. Nosso objetivo é fazer tão bem quanto fizemos no México”, garantiu o heptacampeão mundial, que no atual certame, é o vice-líder e soma 37 pontos.

À frente de Loeb, está Hirvonen. Supremo na Suécia, o finlandês foi regular e constante na segunda etapa do WRC, conquistando a segunda colocação no último dia de provas. O piloto busca contrariar a escrita recente e levar a Ford ao alto do pódio em Portugal. Para conquistar tal feito e desbancar o favoritismo da Citroën, a montadora norte-americana providenciou uma série de testes no Algarve na pré-temporada. Mikko afirmou que vê a disputa nas trilhas de terra de Faro como “um desafio”, deixando claro que ainda está se adaptando ao novo Fiesta RS WRC. “Ainda estou em processo de adaptação ao carro. Até o momento, minha condução é totalmente instintiva.”

Companheiro de equipe de Hirvonen na Abu Dhabi, equipe oficial da Ford, Jari-Matti Latvala endossou o discurso de Loeb e crê em dificuldades em Portugal, sobretudo em relação aos pneus. Assim como acontece na F1, o WRC também conta com novo fornecedor de em 2011, a Michelin, que substituiu a Pirelli. Os compostos franceses tem sido motivo de reclamação por parte dos pilotos pelo alto número de furos apresentados durante as duas primeiras etapas do Mundial, razão pela qual o finlandês acredita que terá mais dificuldades na terra batida em Portugal.

Petter Solberg, como sempre, corre por fora. Tido como um dos pilotos mais técnicos da categoria, o norueguês tem começado bem as provas do Mundial em 2011, mas o azar foi seu maior adversário nesse princípio de temporada. Correndo por equipe própria e pilotando o Citroën DS3 de número 11, o experiente escandinavo está em busca de melhores resultados para não perder contato com os líderes do campeonato. Competência não lhe falta, apenas um pouco mais de sorte.

Ausente da etapa mexicana do WRC, Kimi Raikkonen volta à disputa do Mundial em Faro em mais uma etapa de seu aprendizado na categoria. Será a primeira prova em pista de terra que o campeão de F1 em 2007 participará neste ano. O piloto conquistou um bom oitavo lugar na Suécia e será uma das forças da Citroën em Portugal. Quem também volta na terceira etapa do campeonato é Khalid Al-Qassimi, representante dos Emirados Árabes, que compete pela Ford.

Além do duelo entre Ford e Citroën e do favoritismo destacado de Loeb e Ogier, o Rali de Portugal reserva como atração a estreia da Mini no WRC. Ainda não se trata do carro que vai disputar a divisão principal da categoria, o que acontecerá no Rali da Itália em maio, com a dupla Dani Sordo e Kris Meeke, representando a equipe de fábrica. A montadora inglesa de propriedade da BMW desenvolveu o Mini John Cooper Works da categoria S2000 e terá dois bólidos em Faro, ambos de equipes-cliente. Um deles será conduzido pelo local Armindo Araújo, bicampeão mundial do P-WRC (divisão do Mundial de Rali para carros de produção), enquanto o outro veículo será comandado pelo brasileiro Daniel Oliveira.

Expoente nacional no rali de velocidade, o baiano de 26 anos disputou em 2010 algumas provas do IRC (Desafio Internacional de Rali) e foi observado pela cúpula da Prodrive, empresa comandada por David Richards (com passado vitorioso no próprio WRC e na F1), que fundou a Brazil World Rally Team para proporcionar maior desenvolvimento do carro, o John Cooper Works, além de garantir mais experiência a Oliveira em sua nova jornada no Mundial de Rali. O brasileiro comandará o bólido da categoria S2000 (destinada a motores de 2,0 L) antes de migrar para a divisão principal da categoria no Rali da Itália. Será a primeira de 11 provas no ano, e em Faro, Daniel terá como navegador o experiente luso Carlos Magalhães.

A prova

Embora o Rali de Portugal seja disputado quase que em sua totalidade nos arredores de Faro, a superespecial de abertura da competição acontecerá em Lisboa, em um dos seus principais cartões postais, a Praça do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos. Depois da exibição junto ao povo lisboeta, apaixonado pelos ralis, será a hora de os pilotos seguirem rumo ao Estádio do Algarve — uma das sedes da Euro 2004 —, que será a base para as equipes se organizarem para a largada propriamente dita, na sexta-feira (25), quando serão disputados sete estágios, totalizando 129,14 km de trecho cronometrado entre os povoados de Santa Clara e Felizes.

Já no sábado, serão realizadas mais seis etapas de grande dificuldade entre Almodôvar e Loulé, de trecho total de 148,1 km. O rali se encerra no domingo com as especiais entre Silves e Santana da Serra, cidadezinha que vai receber também o Power Stage, o maior desde que a etapa especial que conta pontos extra para o Mundial foi instituída no início do ano, 31,04 km, e que contará com transmissão televisiva.

Shakedown

É certo que o shakedown é apenas um treino de reconhecimento do terreno onde é realizado cada prova do WRC, mas o resultado da última quarta-feira refletiu toda a provável supremacia da Citroën no Rali de Portugal. Ogier foi o mais rápido do dia, cravando 3min08s5 em um trecho de terra próximo ao Estádio do Algarve. O francês foi 1s mais rápido que o companheiro de equipe e mais próximo rival, Loeb. Completaram o top-10 Latvala, Petter Solberg, Mads Ostberg, Hirvonen, Henning Solberg, Matthew Wilson, Raikkonen e o argentino Federico Villagra.

Entre os estreantes da Mini, Armindo Araújo conquistou uma boa 13ª colocação, embora seu grau de conhecimento das trilhas de Faro tenha sido de grande valia. Já Oliveira, conhecendo o novo Mini John Cooper Works, ficou na 23ª posição com o carro de número 12.

Ken Block sofreu um acidente e capotou seu Ford Fiesta durante o shakedown, perto do vilarejo de Vale do Judeu. Tanto o norte-americano quanto o navegador, o italiano Alex Gelsomino, foram levados ao hospital de Faro para exames médicos, mas nenhuma lesão grave foi diagnosticada. Entretanto, o bólido ficou bastante danificado, e a presença do piloto no Rali de Portugal está seriamente ameaçada.

Fonte: Grande Prêmio

Este rali promete uma boa briga entre os Sébs da Citroën, só quero ver! rsrsrs... E Kimi, estou achando que vai ser uma boa etapa para ele, com certeza, menos difícil do que no ano passado.

Sobre o piloto brasileiro, Daniel Oliveira, espero de verdade que ele possa fazer um bom rali, é muito importante para o nosso país ter um representante na categoria, embora obviamente, a maioria das pessoas nem saiba o quão bacana é termos um piloto no WRC. Uma pena!

Beijinhos, Ludy

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