A questão dos números
Presidente da FIA busca melhorar identificação dos carros e cita Nascar
Jean Todt, presidente da FIA, afirmou que tem a intenção de melhorar a identificação numérica de carros e pilotos de F1 e citou a Nascar como exemplo. No entanto, o dirigente admitiu que a mudança será difícil
Desde o início dos anos 90, quando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) adotou o critério de classificação do Mundial de Construtores do ano anterior para definir os números dos carros, os algarismos perderam espaço nos bólidos e deixaram de ser símbolos das equipes, como o 5 da Williams e o 27 da Ferrari. Pensando em melhorar a identificação de carros e pilotos para o público, Jean Todt planeja aumentar o tamanho dos números e citou a Nascar como exemplo.
“É muito difícil identificar um piloto no carro”, declarou o dirigente francês em entrevista ao diário australiano ‘The Age’ nesta quarta-feira (16). “Gostaria de ver quem está pilotando o carro e o número do carro desde uma distância considerável. No momento, você não encontra o número, você não encontra o nome”, emendou Todt.
O presidente vê a Nascar como modelo ideal de identificação dos pilotos, já que o número é considerado uma marca e independe da colocação do competidor no campeonato anterior. Dessa forma, Jamie McMurray ostenta o número 1, enquanto Jimmie Johnson tem o número 48, mesmo sendo pentacampeão da categoria. “Como na Nascar, um piloto que chega à F1, ele recebe um número, o mantendo por toda sua carreira. Você poderia identificar um piloto com o número”, acrescentou o dirigente máximo da FIA.
Todt admitiu que tal mudança não será fácil de ser implementada na categoria, uma vez que um número maior poderia tomar o espaço de um patrocinador. Outro fator contra as ambições do dirigente é o Pacto da Concórdia, que prevê unanimidade para mudar a regra.
“Não tenho poder, sem criar conflitos desnecessários, para mudar algo com o qual não estou feliz”, afirmou o gaulês. “Você precisa de algum argumento consistente para a mudança. Você precisa ter um mínimo de opiniões favoráveis no meio do grupo da F1. Por enquanto, infelizmente, eles não estão interessados, eles estão muito felizes”, encerrou Jean.
Jean Todt, presidente da FIA, afirmou que tem a intenção de melhorar a identificação numérica de carros e pilotos de F1 e citou a Nascar como exemplo. No entanto, o dirigente admitiu que a mudança será difícil
Desde o início dos anos 90, quando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) adotou o critério de classificação do Mundial de Construtores do ano anterior para definir os números dos carros, os algarismos perderam espaço nos bólidos e deixaram de ser símbolos das equipes, como o 5 da Williams e o 27 da Ferrari. Pensando em melhorar a identificação de carros e pilotos para o público, Jean Todt planeja aumentar o tamanho dos números e citou a Nascar como exemplo.
“É muito difícil identificar um piloto no carro”, declarou o dirigente francês em entrevista ao diário australiano ‘The Age’ nesta quarta-feira (16). “Gostaria de ver quem está pilotando o carro e o número do carro desde uma distância considerável. No momento, você não encontra o número, você não encontra o nome”, emendou Todt.
O presidente vê a Nascar como modelo ideal de identificação dos pilotos, já que o número é considerado uma marca e independe da colocação do competidor no campeonato anterior. Dessa forma, Jamie McMurray ostenta o número 1, enquanto Jimmie Johnson tem o número 48, mesmo sendo pentacampeão da categoria. “Como na Nascar, um piloto que chega à F1, ele recebe um número, o mantendo por toda sua carreira. Você poderia identificar um piloto com o número”, acrescentou o dirigente máximo da FIA.
Todt admitiu que tal mudança não será fácil de ser implementada na categoria, uma vez que um número maior poderia tomar o espaço de um patrocinador. Outro fator contra as ambições do dirigente é o Pacto da Concórdia, que prevê unanimidade para mudar a regra.
“Não tenho poder, sem criar conflitos desnecessários, para mudar algo com o qual não estou feliz”, afirmou o gaulês. “Você precisa de algum argumento consistente para a mudança. Você precisa ter um mínimo de opiniões favoráveis no meio do grupo da F1. Por enquanto, infelizmente, eles não estão interessados, eles estão muito felizes”, encerrou Jean.
Fonte: Grande Prêmio
Eu devo dizer que concordo em partes com esta ideia de Jean Todt. Também acho que os números nos carros de F1 são pequenos, e muitas vezes, a gente acaba se confundindo. Não nas equipes grandes, com as quais já estamos acostumadas, mas nas pequenas, acontece.
Agora a parte que não concordo: um número fixo. Não gosto. Na F1 o cara vence e com ele vem o status de carregar o número 1 em seu carro. Ele vai com o piloto para onde ele for. Não acho legal tirar esta ordem, eu gosto. Fora que em termos de patrocínio, isto é um chamariz.
Na Nascar isto é parte da categoria e acho que se aplica de uma forma perfeita, só não acho que na F1 isto não funciona, mas entendo a posição e os argumentos de Todt.
Beijinhos, Ludy

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