A F-1 de Max...

Justamente em Silverstone, local da primeira corrida da categoria, a F1 vai amanhecer a sexta-feira (19) com o pior cenário de seus 60 anos de história. O rompimento de oito equipes do atual grid com a FIA fará do GP da Inglaterra o assunto menos importante do final de semana. E, em meio à briga histórica, estão 15 novos times, alguns já aceitos, outros novamente esperando uma chance.

De acordo com a entidade máxima do automobilismo, foram 15 inscrições de times hoje fora da F1. Destas, três foram convocadas para o próximo Mundial: Campos, US F1 e a surpresa Manor. Um detalhe circunda a escolha destas, porém: foram selecionadas para uma temporada da maneira que a conhecemos, com Ferrari, McLaren, Red Bull e a força comercial e financeira que tais marcas imprimem às novatas. Agora, estas têm como companheiras de grid apenas Williams e Force India.

Com isso, desde já, não se pode contar às cegas com as 15 inscrições para o ano que vem, já que as equipes podem reavaliar suas decisões. Ainda assim, a solução mais palpável para Max Mosley é fazer de oito novas equipes sua salvação para completar ao menos 20 carros em 2010. É o caso da Campos, que projetou na F1 de Mosley, com menos custos e muita visibilidade, a oportunidade perfeita para ascender das categorias de base para a elite do automobilismo. A Manor, vinda da F3 e da F-Renault europeias, foi outra a se animar com os cortes nos gastos e os baratos motores Cosworth — o que não alimenta a expectatíva de desistência.

A US F1, porém, com suas mil grafias provisórias, é uma incógnita até que revele suas novas intenções. Tudo porque sinalizou o interesse na categoria ainda antes de as novas regras tomarem forma, interessada em investir milhões para produzir carros longe da Europa e fazer da F1 consistente no país da Nascar e da Indy. Se já era difícil com as grandes marcas, deve ficar ainda pior sem elas.

Oito equipes deixaram a F1 e fundaram o novo campeonato ainda sem nome. E sete outras não-incluídas na lista preliminar de Mosley tiveram seus registros divulgados: Prodrive, Superfund, N.Technology, Brabham, Lotus/Litespeed, Epsilon Euskadi e March.

A situação da Prodrive é semelhante àquela dos norte-americanos: David Richards lamentou ficar de fora de 2010, disse não desistir da F1, mas, certamente, se referia à F1 que ao mesmo tempo vai à pista nesta sexta e não existe mais. As outras seis novas postulantes a vagas serão o horizonte para Mosley — ao menos enquanto não buscar diálogo com a Fota, se é que isso vai mesmo acontecer.

Nos nomes Brabham, Lotus/Litespeed e March — ainda que o primeiro deles possa não vingar —, Max pode depositar a esperança de manter a força de seu campeonato. A desistente Lola e mais quatro anônimas fecham o grupo de 12 alternativas na mesa de Mosley.

Tudo pode mudar, entretanto, como aconteceu nesta quinta. E na última quarta. E na terça passada. E na segunda...

Fonte: Grande Prêmio

hahahahahaha....quero mesmo é que Mosley e Bernie se rasguem inteiros de ódio!!! Sei que do jeito que eles são, são bem capazes de represálias contra as equipes da FOTA até o final da temporada, mas querem saber? Agora é olho por olho e dente por dente!!!
Beijinhos, Ice-Ludy

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