Apresentando Iceman's Club por Fátima

Oi galerinha! Hoje eu trago para vocês um texto especial. Não se vocês se lembram, mas eu publiquei há algum tempo este texto meu, contando sobre o que é o Iceman's Club. Pois bem.

Hoje, eu posto para vocês o texto da minha companheira de IC, Fátima Rufino. Devo dizer que ler o que ela escreveu só me dá mais certeza, depois do que já vivemos como fã do Iceman, que tudo vale a pena. Tudo!

Seu texto ficou lindo Fátima!

Brasil - 2005

"Como, onde, quando e por quê?" por Fátima Rufino

O título desse texto parece ser uma pergunta bem simples, mas, acreditem, para mim não é! Afinal de contas, qual o motivo para que, a cada mais ou menos duas semanas, durante aproximadamente duas horas, de março a novembro, nas manhãs de domingo, alguém simplesmente esqueça do mundo a sua volta e só se preocupe com uma porção de carros alinhados esperando que umas luzinhas vermelhas se apaguem? Ou melhor, por que, afinal, alguém prenderia a respiração após aqueles momentos curtos, mas cruciais, que vêm logo depois que essas mesmas luzinhas vermelhas se apagam? Como é possível passar duas horas vendo carros dando voltas e mais voltas para chegarem ao mesmo lugar de onde partiram e pasmem, achar isso uma das coisas mais emocionantes do mundo?

Não sei se eu conseguiria achar respostas satisfatórias para essas perguntas, mas, no meu caso, se eu tivesse de nomear alguma “causa” para esses estranhos hábitos, ela se chamaria Kimi Matias Räikkönen. Sim, foi por causa dele, antes de qualquer outra coisa, que minhas manhãs (algumas madrugadas, e uma tarde, especificamente) de domingo tomaram outro significado. Vê-lo correr era quase um vício pra mim, mesmo que na época eu não entendesse o motivo.

Em 2003, eu tinha 15 anos, e todos os motivos do mundo para detestar Fórmula 1: esporte de homens, chato, sem brasileiros que brilhassem de fato após a trágica morte de Ayrton Senna, além do domínio absoluto de um único piloto. Um cenário aparentemente tedioso. Aparentemente. Eu não lembro exatamente quando, nem como, muito menos o porquê, mas eu passei a assistir as corridas domingo pela manhã. Eu sabia quem eram Michael Schumacher, Rubens Barrichello e... aquele outro, como era mesmo o nome dele? Bem, eu sabia quem eram Michael Schumacher e Rubens Barrichello, então. Sabia que o alemão ganhava todas e que as disputas eram pelo segundo lugar. Sabia que a Ferrari era a melhor equipe do grid. Pelo menos era isso que eu pensava.

Spa 2007

Até que, realmente prestando atenção nas corridas, eu vi que não havia só dois pilotos correndo, muito menos uma única equipe. Comecei a me familiarizar com nomes como McLaren, Willians, Renault, Sauber... Questão de descoberta mesmo, não cresci assistindo corridas, não ouvia discussões apaixonadas sobre Fórmula 1 quando criança, não entendia nada desse universo da velocidade. Após a morte de Senna, as corridas foram esquecidas, ou mesmo renegadas na minha casa. Acho que continua mais ou menos assim até hoje, eu sou uma exceção! Enfim, foi então que eu ouvi falar desse piloto, jovem, rápido, ousado, que disputava com aquele mesmo alemão o título de campeão mundial da temporada. Como é da minha natureza recusar e questionar o establishment, foi até quase óbvio que eu passaria a torcer por aquele tal de... nossa, que nome complicado, Räikkönen. Bom, mas só o desejo de ver mais alguém ter chance de se divertir com aqueles carrinhos não foi o suficiente para manter essa “simpatia” por esse piloto. E o que mais seria, então? Sinceramente, eu não sei. Estou sendo sincera. Um historiador francês chamado Alexis de Tocqueville escreveu uma vez que uma revolução realmente vitoriosa apaga quase todo o contexto anterior a si da memória de um povo. Acho que foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. Não consigo lembrar muito bem de quando a Fórmula 1 não fazia parte da minha vida, de quando não torcia pelo Kimi, é como se fosse assim desde sempre. Mas eu sei que não é, tudo teve um começo, eu só não consigo definir um marco específico para essa mudança. Fica definido então que foi durante a temporada de 2003.

2007

Bem, e quem era então esse piloto que tanto me chamou a atenção? Aos poucos eu fui descobrindo mais detalhes sobre ele, como por exemplo, que ele era finlandês. Certo, onde é que fica a Finlândia, mesmo? Ouvi alguma coisa sobre polêmicas em torno da estreia (sem acento) dele na categoria, sobre a ida para uma equipe de ponta... Ah, e ele era bonito, não pensem que este detalhe me passou despercebido! Só sei que cada vez mais era ele quem importava para mim durante as corridas, queria vê-lo no pódio, queria vê-lo vencer... E, com o tempo, depois de começar a entender melhor a dinâmica das corridas, das equipes, dos pilotos, nunca mais parei de ver Fórmula 1 e de torcer por Kimi Räikkönen. Até hoje.

Mas como nem tudo são flores, em 2003 mesmo ele não conseguiu bater o alemão. Por dois pontos, diga-se de passagem. Em 2004 então, um ano bem ruim, em termos de resultados: um sétimo lugar no campeonato. Mas foi aí que eu também percebi que a coisa era séria, porque mesmo lá atrás na tabela, era com ele que continuava me importando! Em 2005 um teste para os meus nervos: outra temporada com luta por título, não mais com um alemão, com um espanhol, dessa vez. E foi então eu passei acreditar em azar. Como pode um carro quebrar na última volta?!!! Eu passei então a ficar tensa no final de cada prova, sou assim até hoje, só comemoro depois da linha de chegada! Em 2006, com um carro medíocre, temporada idem, nenhuma vitória. Mas o próximo ano marcaria uma mudança e tanto na vida do Iceman, sua ida para a Ferrari, equipe que eu já admirava, mas que me dava medo também. Sabia que seria tudo ou nada para ele naquele ano.

No começo foi difícil, falo como torcedora, lidar com o Kimi na Ferrari, com um companheiro de equipe brasileiro. Aturar as pessoas me perguntando por que eu torcia para um finlandês e não para o meu compatriota. Aguentar a pressão da imprensa brasileira na tentativa de produzir um novo “herói nacional do esporte”, ou seja, Kimi era o “rival” dos brasileiros, e eu torcendo por ele...

Brasil 2007

Resumindo, o que todo mundo já sabe: Kimi se tornou campeão mundial de 2007, na última corrida do ano, no Brasil, sendo tido como zebra total. Preciso dizer que eu fiquei nas nuvens?! Nunca tinha gritado assistindo a uma corrida, sou muito comedida na hora de torcer, mas naquele dia, 21 de outubro de 2007, eu extravasei! Precisava daquilo, precisava gritar: é campeão! Justiça, finalmente!

Quando tudo ia bem, veio a temporada de 2008 e eu acho essa foi a prova de fogo para os fãs do Ice (trocadilho infame, eu sei). Kimi foi escrachado de todas as formas nessa temporada. Chamado de incompetente, preguiçoso, desmotivado e sei lá mais o que, teve sua vaga na equipe posta em cheque pela imprensa, foi maltratado pela mesma, enfim, eu sofri em 2008. Mas também aprendi a não ligar para o que gente mesquinha tenta fazer com a gente. No maior estilo Kimi Räikkönen de ser, mandei um “I don’t care” para tudo o que diziam dele. Eu conheço o piloto para quem eu torço, sei que ele não é nada disso que dizem as más línguas.

Sobre a temporada atual, me desculpem, mas não vou fazer muitos comentários, é meio cansativo depois de tudo que aconteceu ano passado. Prefiro falar de coisas mais agradáveis...

O sorriso do Iceman

Acho que é meio difícil para qualquer negar que o Iceman é um dos pilotos mais bonitos do grid. “O” mais bonito, na minha opinião. Não sei se são os olhos, o cabelo, o jeitão de “não to nem aí”, o sorriso torto – sim, ele sorri, quem é fã do Kimi sabe que ele sorri, só não fica mostrando os dentes à toa, por aí! – mas a verdade é que esse finlandês me encanta, e não é só beleza. Só não me peça para explicar o que mais é porque eu não sei! Acho que é o conjunto da obra!!!

Eu sou feliz sendo torcedora do Kimi, disso tenho certeza. Ele me proporciona as mais diversas emoções. A alegria de tê-lo visto ser campeão, tristeza por ver o quanto algumas pessoas são cruéis na hora de tecer críticas, eu me divirto com as suas entrevistas irreverentes – quem esquece aquela em Interlagos e o motivo de ele não ter ido a homenagem ao Schumacher! -, eu fico apreensiva quando ele passa alguma dificuldade numa corrida, enfim, não é fácil ser fã de Kimi Räikkönen, mas vale a pena! E eu sei que não estou sozinha neste barco. Nos, fãs do Iceman, continuaremos firmes e fortes na torcida, e não estou me referindo apenas à Fórmula 1, mas a tudo!

GO, KIMI, GO!!!!!!!!

É isso galerinha. Espero que tenham gostado. Logo teremos outro texto de membros do Iceman's Club para vocês!!!

Beijinhos, Ice-Ludy

Comentários

Tati - Octeto disse…
Fátima!! Lindo texto...lindo depoimento!!! Eu até me emocionei!!! hehehehe
Parabéns pela sua torcida!!!!

Bjinhos, Tati
Unknown disse…
Valeu, Tati!!! Foi sincero!!!
Andrea disse…
Fátima lindo texto!!!!Fiquei emocionada, eu assim como vc e todos os verdadeiros torcedores de Kimi sabemos que nada nunca foi nem é, nem será muito fácil pra gente e principalmente pro Kimi!!
Mas ele faz tudo valer a pena....
Adorei!!!
Bjos
Andrea
Silviane IC disse…
Fátima!!Foi um dos textos sobre o Kimi mais emocionantes que eu já li!!
Você falou td amiga!! Minha história com o Kimi foi diferente, mas o sentimento é o mesmo!! Coisas que só nós admiradoras do IceMan entendemos!!

Beijuss
Unknown disse…
Andrea e Silviane, como vcs disseram, mesmo q as historias sejam diferentes, tem coisas q so os fãs do Iceman entemdem!!!

Q bom q vcs gostaram, quero ler os textos de vcs tb, ok?!!!

Bjos!!!

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