Por dentro das novas regras: KERS

- PARTE 3 -

KERS : Usar ou não usar. Eis a questão !

KERS por TOYOTA: prejuízo

Para o chefe de chassis da Toyota, Pascal Vasselon, o Kers pode ser prejudicial para as equipes. Um dos problemas seria o peso representado por ele, o qual reduz a possibilidade de distribuição de lastros pelo carro e o peso mínimo dos bólidos não foi alterado no regulamento.

"Diria que podemos ter um ranking dos circuitos onde o Kers será mais ou menos maligno. Neste momento, nossa estimativa é que seja prejudicial em quase todos os circuitos, por causa do peso e da dificuldade para frenagens".

"Claro, é algo que mudará de acordo com o nível de desenvolvimento do sistema, mas, agora, diria que, mesmo se nosso sistema funcionar, não deveríamos esperar ganho de desempenho."
"Dissemos em outubro que não pretendíamos usar o Kers no começo da temporada por causa disso. E agora vemos que a maioria das equipes chega à mesma conclusão. Vimos que nem a BMW está certa sobre uso do Kers em Melbourne."

KERS por Renault: uso confirmado

A Renault apesar de criticar duramente a introdução do KERS na F-1, acreditando que em tempos de redução de custos, a categoria não teria condições de gastar tanto dinheiro e tempo na evolução do sistema, confirmou que utilizará o sistema na primeira etapa da temporada em Melbourne, na Austrália.

Pat Symonds monstrou-se confiante:

"Eu tenho que dizer que antes do Natal eu estava realmente preocupado com o modo como íamos trabalhar com o KERS, mesmo sendo na sua forma básica. Fizemos um bom progresso depois das festas de final de ano, e agora estou muito mais confiante e que poderemos usá-lo no carro já em Melbourne. Não há garantias disso, mas achava muito improvável antes do Natal, agora posso dizer que é provável”.

Alonso também pareceu satisfeito:
“Nosso sistema é realmente bom: está funcionando bem, sem problemas. Eu acho que nós começaremos o campeonato com o sistema e sem muitas preocupações. Nós temos que testar mais antes do campeonato começar. Eu espero que tenhamos sistemas melhores do que as outras equipes: esta é a chave do sucesso.”

KERS por Ferrari: bons resultados

A Ferrari, assim como a Renault, está animado com a evolução do trabalho com o KERS.
Chris Dyer comentou:
"Nosso progresso com o KERS está indo na melhor maneira possível. Os pilotos ainda não usam o dispositivo em todas as voltas, mas o testam de forma constante para avaliar sua segurança. É algo interessante, um desafio do ponto de vista técnico. Neste ano, o KERS será essencial, assim como a aerodinâmica e os pneus slicks".

Felipe Massa contou o KERS o funcionamento e a vantagens do sistema:
"Conseguimos fazer tudo funcionar no carro. Chegamos no final e vimos que tudo aquilo que a gente gostaria de ter feito funcionou. Foi um dia super importante. O KERS funcionou bem. Você sente muita diferença com o KERS, porque quando aperta o botão e ganha de 60 a 80 cavalos, é uma diferença grande. Hoje, pude experimentar e sentir, principalmente na reta".

KERS por McLaren: sem preocupação

Pedro de la Rosa disse não estar preocupado com a utilização do KERS:

"Sobre o KERS, a FIA e as equipes estão fazendo um trabalho muito bom para entendê-lo e mantê-lo seguro. Eu não tenho preocupações com o KERS. As equipes têm explicado aos pilotos os riscos que envolve o KERS e estamos muito confortáveis. As equipes estão fazendo um trabalho muito bom e nós aprendemos com o acidente da BMW. “

KERS por Red Bull: indecisa

A Red Bull apesar de confirmar que utilizará o mesmo KERS da Renault (tecnologia é desenvolvida pela Magneti-Marelli, subsidiária da Fiat) está indecisa sobre o uso do Kers para primeira etapa da temporada, o GP da Austrália. A equipe quer esperar até que o uso for comprovadamente eficiente.

Christian Horner, chefe de equipe, não se mostrou animado como Symonds:
"Ninguém sabe quantas equipes irão ao grid de Melbourne com o Kers. Talvez existam algumas, mas a vantagem da potência e o prejuízo do peso estão muito próximos. Só correremos com o Kers quando merecer seu lugar no carro, o que faríamos com qualquer outro desenvolvimento. Trabalhamos com a Renault em um sistema que foi primeiramente desenhado pela Magneti-Marelli, mas é um desafio técnico.”

Para Horner existem alguns problemas: a redistribuição de peso do carro exigida pelo Kers, a necessidade de uma "confusa refrigeração" do sistema e o provável maior desgaste dos pneus traseiros por causa da distribuição de peso.

KERS por BMW: not ready ( não está pronta)

Apesar da BMW ter sido uma das equipes que mais apoiaram e testaram o sistema, Mario Theissen, admitiu que a escuderia não tem certeza se usará o KERS na primeira etapa do mundial:

"O KERS ainda é o sistema mais desafiador do novo pacote. Olhando para trás, quando nós começamos com a idéia, apuramos cada detalhe para saber seria poderíamos usá-lo. Então, fizemos o pré-desenvolvimento e agora estamos em fase de desenvolvimento".

"Nós ainda não estão prontos para correr, mas se eu olhar para os progressos que fizemos nos últimos 12 meses é incrível. Aprendemos muito. Ainda estamos trabalhando duro. Nós não estamos prontos. Eu não sei se estaremos prontos para Melbourne".

"Isto é o caráter de inovação, você tem que assumir riscos e você não sabe o quanto se paga por isso. Estou seguro que em algum momento iremos colher os frutos e que ele pode ser um fator decisivo".

KERS por Williams: “não” por enquanto

Sam Michael, diretor técnico da Williams, admitiu que a equipe não deverá usar o sistema por enquanto:
“É muito difícil conseguirmos usar o KERS já para o GP da Austrália, ainda mais com todas as outras coisas que estamos tentando fazer. “

LEIA a PARTE 1 e PARTE 2

Fonte:
Tazio
Amigos da velocidade
Estadão.com.br
Globoesporte.com
Gazeta Press - Abril.com
http://www.f1mania.net/noticias/vernoticia.php?36150
srzd - SITE PIT STOP
http://www.f1naweb.com.br/integra.asp?conta=33841&cat=f1

***Tati***

Comentários

Parabéns maninha!!!Adorei...

bjs, Ludy

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