7 de fevereiro de 2009

Por dentro das novas regras: KERS

Olá galerinha ...

A partir de hoje farei o especial "Por dentro das novas regras ", onde trarei informações sobre a mudanças de regulamento que estão programadas para esta temporada 2009 de Fórmula 1.

Começo com o já famoso KERS.

- PARTE 1 -

KERS (Kinetic Energy Recovery System) ou Sistema de Regeneração de Energia Cinética

O que é KERS?

O KERS, ou Kinetic Energy Recovery Systems, é a tecnologia que utiliza a energia que seria desperdiçada no momento da desaceleração do carro, armazena-a e reutiliza-a, posteriormente, para impulsionar a potência do motor.

É um sistema composto por duas fases: carregamento e impulsão. Na primeira fase, a energia cinética dos travões traseiros é captada por um alternador/motor, controlado por um CPU (unidade central de processamento), que depois carrega as baterias.
Na fase de impulsão, o alternador eléctrico passa a energia acumulada de volta para o motor, num fluxo contínuo, quando o piloto carrega num botão de impulsão situado no volante

Na Fórmula 1, por exemplo, está sendo testado o Flybrid, desenvolvido por Jon Hilton. A peça pesa aproximadamente 25 kg, peso considerável que, se não levar benefícios claros aos bólidos, pode atrapalhar os carros da categoria. Por outro lado, a energia captada pelo sistema, de 400 kJ, é capaz de desenvolver até 81,6 cv de potência a mais para o motor quando acionada, com duração máxima de 6s67.

O Flybrid conta com o diferencial de ter um peso bem reduzido, podendo, assim, ser utilizado em carros de competições sem prejudicar demasiadamente o desempenho.

E como funciona ?

Trata-se de um volante de inércia acoplado a uma transmissão. Com a rotação da peça, que pesa cerca de 5 kg, um capacitor armazena a energia, que foi guardada no momento da frenagem do bólido, para ser utilizada como um “booster”, quando o piloto acionar um botão.

No momento da desaceleração do veículo, um torque resistente é criado pelo sistema, auxiliando na frenagem. A peça, entretanto, além de ajudar na parada do carro, guarda parte da energia desperdiçada, que seria, sem o sistema, transformada em calor – daí a incandescência dos discos em frenagens bruscas – e inutilizada. O que foi possível reaproveitar é transferido para o capacitor – alocado à transmissão – por meio de cabos elétricos.

Essa energia é transferida até o sistema propriamente dito, fazendo o volante de inércia girar. A peça, por sua vez, está conectada a um capacitor, que guardará a energia para ser usada quando o piloto pressionar o botão. A carga, armazenada em uma peça com volume de aproximadamente 13 litros, é, então, liberada, auxiliando na aceleração do propulsor.

Assista o vídeo e entenda o funcionamento do KERS

(Williams Hybrid Power F1 KERS System- Versão em francês )




(Williams Hybrid Power F1 KERS System - Versão em inglês)





Localização

A localização dos principais componentes do sistema KERS, na base do depósito de combustível, retira cerca de 15 kg de capacidade ao mesmo, o que pode ser suficiente para alterar a estratégia de corrida principalmente em circuitos onde antes era possível completar um grande prêmio apenas com uma parada.

Por que usar ?


O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, previu, para 2013, que todos os carros da Fórmula 1 deverão ser híbridos. Isso certamente tem influência das marcas, que sofrem pressões em relação ao desenvolvimento de novidades que sejam pró-meio ambiente.

Os problemas

Um problema sério encontrado pelos criadores do sistema foi em relação à altíssima temperatura. O volante de inércia é uma peça maciça de 20 cm que, nesse caso, gira a impressionantes 64 500 rpm. Por isso, a solução encontrada foi colocá-la no vácuo, dentro de um compartimento, resolvendo assim, o problema da fricção e o calor não é propagado.

Faltava agora, descobrir um jeito de levar a energia gerada dentro da peça para a transmissão. Soluções elétricas foram consideradas, mas a força perdida seria muito grande. Por isso, a equipe de desenvolvimento criou um eixo hermético, permitindo que a peça continue no vácuo.

O sistema já tinha um esboço pronto, mas algumas questões ainda teriam de ser solucionadas especificamente para o Flybrid. Por exemplo, com o peso da peça, de quase 25 kg, o risco de ferimentos em caso de quebras ou acidentes era real. A solução encontrada foi a utilização de uma carcaça muito robusta e testada em várias adversidades, desde falhas do motor até batidas.

Apesar de o desenvolvimento da tecnologia já estar avançado problemas ainda são encontrados.
Um exemplo foi acidente ocorrido ano passado com o mecânico da BMW, quando a equipe alemã testava a nova tecnologia.

Vejam o acidente no vídeo a seguir:




Vantagens da Frenagem Regenerativa

A Frenagem Regenerativa é um aparato ou sistema que transforma a energia cinética liberada durante a freagem em energia elétrica, sendo usada em vários veículos elétricos, desde de carros a lambretas.

A energia elétrica gerada durante a frenagem é armazena nas baterias dos híbridos plug-in e veículos elétricos estes elétricos possuindo freios tradicionais para possibilitar uma frenagem rápida e abrupta, também contribui para a redução do consumo de combustível, no caso dos automóveis híbridos, além disso proporciona redução do desgaste das lonas ou discos de freios, por freiar o veículo via campo eletromagnético (sem atrito), resultando em maior durabilidade para essas partes do sistema de freios

***Tati***


>>>>>>> Amanhã volto com as partes 2 e 3


FONTE:
WIKIPEDIA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Frenagem_regenerativa
EXPRESSO - http://aeiou.expresso.pt/formula_1:_saiba_como_funciona_o_sistema_kers=f492935-
RACING Terra - http://racing.terra.com.br/index.asp?codc=1343

2 comentários:

Marcos Antônio Filho disse...

CLAP CLAP CLAP CLAP!

excepcional,mais diático,impossivel! parabéns Tati!

OCTETO RACING TEAM disse...

Ficou show de bola mesmo, eu falei para ela!!! Adorei!!!

bjs, Ludy