Jenson - Q&A - 12/01/2008


Q. Você irá iniciar sua nona temporada na Fórmula 1 em 2008, isso é bom ou ruim?
Jenson Button: É uma boa coisa. Na F1 é bom ter experiência, correndo muitos anos e em equipes diferentes. Eu ainda ter um carro que desafiador no campeonato, mas isso não foi possível nos últimos anos. Muita coisa mudou junto com a equipe. Óbvio que ter Ross Brawn na equipe, irá fazer uma grande diferença. Não só pelo Ross, há muitos caras que que estão fazendo um grande trabalho pela equipe, em um curto período. Há uma boa atmosfera agora. Nós estamos indo bem.


Q. Uma das coisas mais significantes no último ano foi que você manteu sua cabeça erguida e manteve seu sorriso, restabelecendo sua reputação e respeito, e fazendo o melhor que podia.
JB: Eu encontrei dificuldades algumas vezes, eu apenas não demonstrei isso. Foi uma temporada pesada e uma temporada onde nós pensamos que seríamos competitivos, quando na verdade nós não fomos. Isso não foi apenas porque estávamos devagar, o carro também era muito difícil de se dirigir. Isso foi muito frustante.


Q. Por que era difícil de dirigir?
JB: O problema era que a aerodinâmica foi construída de um modo muito estranho. Na reta nós tínhamos muita aerodinâmica, então nós estávamos mais devagar do que os carros de ponta, e quando nós estávamos na curva, freiávamos e toda a aerodinâmica acabava, então nós não tínhamos aerodinâmica nas curvas. Isso funcionava exatamente da forma oposta do que nós precisávamos. Se nós tivessemos o downforce, apenas na frente, então você não tem aderência na traseira, ele pula ao redor e a traseira trava. É uma sensação desagradável, e muitas outras coisas acontecem por causa disso. Nós ajudamos no meio da temporada, mas não foi possível nos livrarmos disso.
Nós sabemos de nossos problemas, e agora sabemos como resolver. Estamos indo em uma direção bem diferente. De certa forma, 2007 foi um bom ano para a equipe. Soa estúpido, mas foi bom. Se nós tivéssemos um ano razoável, fazendo alguns pontos, talvez um podium ou dois, nós iríamos na direção que estamos indo agora. Mas depois de um ano ruim nós entendemos que era preciso mudar e mudamos.


Q. É importantem, em primeiro lugar, aprender a perder, é isso?
JB: Eu tenho sempre pensado que é uma grande besteira, falar isso. Eu nunca acreditei nisso. Eu compartilho as dificuldades da temporada, e estou me superando, acredito que tenho feito um grande trabalho em circunstâncias difíceis, e tenho trabalhado pesado com a Honda, e penso que isso será pago nos próximos dois anos.


Q. Quais são as suas recordações sobre aquela louca tarde na Hungria quando você ganhou pela primeira vez?
JB: Foi um final de semana louco, e nós tínhamos um dos chefões da Honda lá. Ele estava muito excitado com o seu primeiro GP da Hungria. No Sábado nós estávamos razoavelmente rápidos, então nós tivemos uma gloriosa explosão. Então eu fiquei chateado e até deixei transparecer. Então, colocamos um motor novo no carro, perdendo 10 colocações. Larguei em 14 lugar, e começou a chover. Tornou-se uma corrida interessante, e no molhado é sempre excitante, porque quando você não tem prática, no começo você não sabe onde são os pontos de frenagem, então você tem que encontrá-los o mais rápido possível, e é maravilhoso. Você empurra um pouco mais em cada curva, usando um pouco mais da pista. O problema é que quanto mais cedo você fecha com a traseira, você acaba perdendo o controle. Me senti muito confiante com o carro naquelas condições, e venci com uma margem considerável, o que foi muito bom. A equipe fez um grande trabalho, estratégia sábia, eles foram perfeitos. Mas com muita esperança, dentro de uma ano, estaremos tendo reflexos daquela vitória de 2006.


Q. Você sempre gostou de correr no molhado?
JB: Eu amava pilotar kart na pista molhada. Mas é diferente dirigir um F1 no molhado. No kart você realmente não tem aderência no molhado, então é necessário fazer caminhos diferentes, até encontrar alguma aderência. Em um carro de F1 é um pouco diferente, porque você faz a aerodinâmica te ajudar. A chuva tornou um corrida de 2007 muito excitante, o Japão foi uma loucura, assim com Shanghai, Nurburgring, e essas corridas para mim foram muito excitantes, mesmo quando eu não as terminei. Estas corridas são uma verdadeira vôo.


Q. Vocês estarão em vantagem em 2008 quando sair o controle de tração?
JB: Com o controle de tração, algumas pessoas usavam o pedal de marcha como apoio, acelerando ao máximo e deixando o controle de tração fazer o restante do serviço. Mas eu nunca tive realmente apego a ele. Certamente pilotos tem, mas eu uso a mudança de marcha mais suavemente. Isso me dará vantagem nos testes, mas em nossa equipe, cada piloto de F1 tem experiência e conhecimento suficiente para usá-lo, e isso vai ser feito em Melbourne. Não é apenas nosso pé direito que irá socorrer a mudança de marcha, ela também será auxiliada pelo nosso motor e pelos "powerbands", então vai ser suave.
Sem o controle de tração, há muita coisa em que pensar e fazer. Quando dirigi pela primeira vez um carro sem CT foi muito estranho, porque o motor foi projetado para ter controle de tração, então você não precisa ser suave, porque le não foi projetado para que o piloto seja suave.
Aconteceu o mesmo, quando nós pegamos os eletrônicos. No primeiro instante era incontrolável, porque a força vinha muito violenta, então tivemos que trabalhar para torná-lo suave, como o controle do motor. Acredito que nós estamos indo bem, chegaremos lá.


Q. Que tipo de efeito se espera de Ross Brawn, para consertar a equipe?
JB: Quando Ross caminhou pela primeira vez dentro da equipe, houveram aplausos que eu nunca ouvi. Apenas a sua presença, deu a nossa equipe um panorama melhor e acredito que isso fará as pessoas trabalharem um pouco mais.
Ross como pessoa pega as coisas rapidamente, e ele está se adaptando mais rápido do que todos imaginavam. O carro no primeiro teste, não tinha nada do Ross, mas a equipe já tinha. O modo de trabalhar da equipe mudou um pouco, e acredito que quando vierem as corridas e estratégias, estaremos muito mais confiantes do que antes. É muito importante confiar em si mesmo, mas também é importante sentir segurança na equipe. Estou muito feliz porque temos Ross. Do seu modo ele não irá desmanhcar a equipe, ele acredita que todos no momento são ótimos e estão fazendo um grande trabalho. Não há nenhuma pessoa na equipe que não esteja dando o seu melhor. Q. Quanto tempo antes da sua chegada, você soube que Ross viria? JB: Essa conversa estava rolando há muito tempo. Eu soube disso um pouco antes, e quando descobri, fiquei muito feliz. Depois de uma temporada difícil como essa, para que a equipe superasse, nós precisávamos de alguém como Ross na equipe, isso foi mais do que um alívio. Como um bom sentimento. Eu me dou muito bem com o Ross, passei um bom tempo com ele, e eu tenho um ótimo relacionamento com ele.


Q. É um caso no qual a equipe é moderna, grande, e apenas um homem acaba fazendo toda a diferença?
JB: Nós tivemos e temos idéias muito boas na nossa equipe. Neste momento poderíamos ter oito idéias para a aerodinâmica, e o problema, era que não sabíamos qual escolher, qual era a melhor. Então nós fazíamos tudo, até que relativamente bem. Nós não tínhamos alguém no comando para dizer, "vamos fazer isso, vamos impressionar'. Tendo Ross na equipe, ele terá poder, conhecimento e experiência para fazer isso acontecer. Então, essa direção técnica era tudo o que nós precisávamos.


Q. Como será o novo carro?
JB: Ele não está tão distante. Do modo que temos trabalhado, nós não estamos nos apressando, queremos ter certeza que tudo está certo para o primeiro teste. Estou olhando adiante, para o fim de janeiro, quando testaremos em Valencia por três dias. Estou otimista, mas o primeiro teste é sempre o primeiro. O carro será melhor do que o do ano passado, mas este não é o produto final. Nós temos que nos concentrar no trabalho, nos certificando de que é realizável. Temos mais alguns passos ainda por vir.


Q. A nova corrida de Singapura parece legal, e ela irá acontecer no escuro.
JB: Será excitante. Fará parte do espetáculo, e eu amo conhecer novos circuitos. Será fantástico.


Q. Há um movimento para que se tenha mais circuitos de rua, para levar a F1 até as pessoas, saindo dos circuitos tradicionais?
JB: Para os fãs o espetáculo é grande quando você está lá, você tem o barulho, o cheiro, na TV é diferente; mas nós queremos disputas e ultrapassagens, e os circuitos de rua são muito diferentes nesse aspecto. Você não tem confiança em freiar um pouco mais tarde, por que se você fizer isso você irá sair da reta direto para a barreira. Temos que ser cuidadosos. Nos divertimos correndo e eles se divertem assisitindo, mas nós devemos ter um pouco de cada, e os circuitos tradicionais são bons para as ultrapassagens.


Q. O que você achou do teste com pneus slick?
JB: Os slicks são maravilhosos. Minha primeira volta rápida com eles, e foi dois segundos mais rápida do que com os pneus atuais, e a sensação é muito melhor. Com o pneu atual, é um sensação muito estranha . Você tem aderência, mas ela se vai rapidamente dependendo do ângulo. Slicks são os melhores para mim. É fantástico, e é nessa direção que temos que ir.


Q. A Honda deixará Ross Brawn fazer seu trabalho, diferente de quando Mike Gascoyne estava na Toyota, fez tudo e foi embora?
JB: Acredito que Ross e Mike Gascoyne são pessoas com personalidades diferentes, e eu acho que Ross é bom em reconstruir equipes. Ele fez isso com a Benetton, fez isso com a Ferrari. Acredito que a atmosfera será melhor, e a Honda lhe dará o que for preciso, ele terá liberdade para reinar. Não há nada prendendo Ross, e lá não seria sim.


Q. Como se manter motivado, depois de uma temporada como a de 2007?
JB: É difícil. Eu não me desmotivei mas estava um pouco pra baixo às vezes, e muito frustrado. Mas se você está pra baixo, você não pode pensar que que isso não irá melhorar. Há 600 pessoas na fábrica da Honda, então se você se desmotivar, qual será o efeito sobre eles? Um dos nossos pilotos não está interessando, então por que nós estaríamos? Você tem que manter o foco por eles, então nós voltamos para onde nós deveríamos estar.


Q. Qual é a sua opinião sobre toda a situação Alonso/Hamilton em 2007?
JB: É difícil comentar sobre outros pilotos. Temos que dizer que Lewis fez um grande trabalho. Ele veio e quase venceu o campeonato em seu primeiro ano, e ele deveria ter ganho na verdade. Seu carro era competitivo e lhe deu chance de vencer corridas, mas ele ainda tinha que fazer uma última curva e cruzar a linha em primeiro lugar.
Ele fez um grande trabalho, e acho que Alonso não esperava por isso. A equipe tavez satisfez mais a Hamilton do que ao Alonso, e às vezes quando Fernando está sob pressão ele não tem a performance que se espera dele.
Acredito que voltar para a Renault, foi a melhor coisa que ele tinha a fazer. Já disse antes, se isso é duro, você tem que achar um jeito de fazer funcionar. Você não pode dar chance para muita provocação durante o campeonato, mesmo que às vezes ele tivesse escolha.
Para mim, Alonso é um grande piloto, é um Bi-campeão Mundial. Ele bateu Michael Schumacher duas vezes, e isso fez de Fernando o melhor.
No último ano, Fernando não mostrou o seu melhor. É provável que vejamos o campeão mundial Fernando em 2008. (essa resposta foi política quanto ao seu compatriota, só que deixou clara o quanto ele gosta e admira o ex-companheiro da Renault, e também, para deixar a Tati mais encantada ainda)



Essa foto é do evento da Autosport, simplesmente amei!!! rsrsrs

By Vick

obs: minha primeira aventura no mundo da tradução, versão e sei lá mais o quê... com o tempo vai melhorando... I hope so!

Comentários

2007 foi um ano de aprendizado né??
Jenson lutou e conseguiu tirar "agua de pedra" com aquele carro da Honda!!!
Muito legal a entrevista!!

Acho que Ross Brawn vai ajudar e muito a equipe. Pelo menos, já trouxe confiança: o que é fundamental!!!!

Ai... Jen é um doce,né? Super educado!!!Foi político e sincero na resposta!! E torço para ele esteja certo... Alonso TRi em 2008! hehehehehe...
Vick... Mais encantada é possível!??hehehehehehe

Bjosss Vick! Adorei a entrevista e a foto final!!!!! hehehe...

Tati
Anônimo disse…
Amei tudo...demorei para postar porque só agora tive tempo...hehehe
Mas é o que eu sempre digo, os anos vitoriosos não ensinam a crescer, só anos como 2007.
Jenson vai ter um ótimo 2008 porque Ross pode ser tudo, menos incompetente!!!
Anônimo disse…
Fofa a foto, né Tati?!
Menina, se um dia tiver filhos... coitados, vou levar em tudo!!!!!
Vão praticamente morar em Interlagos... rsrsrsrs

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