Falta de arrojo e corte de custos Mr Brawn???

Brawn diz que pouco arrojo e corte de custos refletem ritmo da Mercedes

Ross Brawn, chefe de equipe da Mercedes, acredita que o desempenho abaixo do esperado em 2010 é causado pelo pouco arrojo no projeto do carro, causado pelo baixo orçamento de 2009, além da divisão de atenção e custos com a disputa pelos títulos da temporada. No ano passado, a Brawn foi a campeã do Mundial de Construtores, além de ver Jenson Button conquistar seu primeiro título na categoria.

“No começo de 2009 tivemos de reduzir o pessoal, e claro que isso causou impacto em muitos outros setores. Quando chegou o momento para desenvolvermos o carro de 2010, nosso escritório de design não estava bem organizado. O que surgiu foi um carro pouco ambicioso, e de fato muito conservador”, comentou Brawn ao jornal italiano ‘Gazzetta dello Sport’.

“Mas não poderíamos fazer de outra maneira, porque os recursos não eram suficientes. Para 2011, temos um grupo de jovens engenheiros que querem mostrar seu trabalho, então voltamos a ser ambiciosos”, completou.

Brawn acredita que as novas políticas de redução de custos da F1 podem igualar um pouco mais as equipes da F1, apesar de acreditar que Ferrari e McLaren não serão muito afetadas por conta disso, deixando no ar que ambas podem não respeitar as restrições orçamentárias.

“Com as restrições que nós tivemos, não podíamos disputar o título e construir um carro competitivo para esse ano ao mesmo tempo. Mas, a partir de 2011, por conta do processo de redução de custos, isso se tornará uma norma para todos - apesar de eu não acreditar que equipes como Ferrari e McLaren terão de se comprometer muito”, concluiu.

Fonte: Grande Prêmio

Blá blá blá...

Todas essas explicações fariam sentido se o carro não tivesse sido competitivo em toda a primeira parte da temporada. Entretanto, ele foi totalmente modificado para a fase européia que começou em Barcelona. E todos sabemos porque e como ele foi alterado.

Nunca saberemos, mas como perguntar não ofende: o que teria acontecido se ao invés de mudar o projeto para a Europa tivessem investido no desenvolvimento da primeira versão? Vale lembrar que quando chegou em Barcelona, Rosberg era vice-líder entre os pilotos. Claro, que nesse ponto entramos no pantanoso terreno do "e se". Porém, me parece meio ilógico mudar todo um projeto de um carro com dois pódios em 4 corridas.

Ah! Havia a estrela mor! Haug na época disse: "Nico é o futuro e MS, o presente". Só que o futuro, apresadinho e esperto, chegou na frente e ainda conseguiu domar o novo modelo fazendo mais um pódio na Inglaterra e somando pontos em quase todos os gps.


Essa enchurrada de explicações enchem a paciência. Até porque, no início do ano não havia esse papinho de "sabíamos que não seríamos competitivos". Um dos grandes males da F1 é o fato dos grandes pensarem que o torcedor não tem memória.

By Lu

Comentários

Anônimo disse…
os detalhes rosa novamente matam a charada! mudar um projeto no meio do caminho por causa do aposentado? fala sério!!!! o passado é importante, agora se é para apostar, senhor brawn, aposte em mudança, aposte no futuro! a era schumi já era!!!

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