Semana Fernando Alonso 2010 - Dia 5

Semana Fernando Alonso - Dia 5_Parte 4
Oi pessoal!!
Depois de "cantar" Parabéns para aniversariante, entregar os presentes e comer um pedaço do bolo (que apesar de não ser de chocolate, estava delicioso!rs), chegou a hora de voltar para a Semana Fernando Alonso 2010.
E assim como foi pela manhã com Fábio, venho com um texto escrito pela também veterana de Armada Asturiana e SFA, Carolina. Esta moça, companheira das minhas loucuras consumistas que só Alonso nos faz cometer, escreveu mais um texto perfeito para o momento. Querem saber por que digo isso?? Leiam e aproveitem a ótima leitura!!!
Carol!!!!!!!! Obrigada por colocar em palavras algo que já conversamos tantas e tantas vezes! Valeu!!!! hehe
Com vocês... Carol AA:
Carolina Costa, a Carol AA:
Música: Times like this
It's times like theseYou learn to live again,It's times like theseYou give and give againIt's times like theseYou learn to love again,It's times like theseTime and time again
FAster, Magic and Double World Champion - That`s who!

No final da temporada de 2010 uma nova estampa: Three-Time World Champion - That`s Who!
" Fernando Alonso não é santo. Não é herói. É piloto de F-1 e, sobretudo, um indivíduo com qualidades e defeitos. Mas, é uma pessoa brilhante e única, no melhor estilo sui generis, digna de ser extremamente admirada e com um potencial diferenciado. Talentoso, veloz, “mágico”, disciplinado, considerado por muitos o melhor piloto da atualidade, obstinado, sensível no trabalho com a equipe e com espírito de liderança, aguerrido, genioso, audacioso, sincero, polêmico, desbocado, centralizador, altruísta (mas, só fora das pistas). Um piloto que encanta torcedores por seu estilo de pilotagem, por seu modo de agir ou simplesmente por ser Fernando Alonso.
Esta é a segunda vez que estou tendo a oportunidade de participar de uma semana muito especial para nós, torcedores do piloto espanhol, que interagimos como leitores do Blog Octeto. A semana comemorativa pelo aniversário do bicampeão, deste ano, tem as três fases vividas por Alonso na F-1 como pauta. Não sei se consegui expressar tudo aquilo que eu gostaria de compartilhar com os meus amigos de torcida e com os demais leitores. Foi um exercício e tanto colocar no papel apreciações e lembranças de três momentos tão distintos. Alonso é merecedor de todas as homenagens e como sua torcedora fiel eu não poderia deixar de participar de um evento tão legal que é tão carinhosamente e cuidadosamente preparado pela Tati.

Alguns dos meus cliques preferidos
Mclaren - Uma parceria decepcionante do início ao fim
2007 foi obviamente o ano mais espinhoso e difícil, para todos nós, torcedores do espanhol e, sem dúvida, o que mais me marcou. Foi no momento mais difícil da carreira do Alonso que eu descobri que eu era realmente muito fã dele.
O sonho de conquistar seu terceiro título na “casa” do seu maior ídolo da F-1 tornou-se um pesadelo com direito a tudo: escândalo de espionagem, desentendimentos com o chefe da equipe, brigas internas, desrespeito... No final do campeonato, depois de uma campanha fantástica, a equipe Mclaren ficou “a ver navios” com 8 vitórias, 4 dobradinhas, 12 pódios, 8 poles em 17 GPs. Fruto de uma péssima gestão de equipe que provocou um ambiente de trabalho muito ruim. O princípio da igualdade tão ressaltado pelo então chefe de equipe foi literalmente para inglês ver. Hamilton foi claramente favorecido na briga interna da equipe. Se isso não resultava em equipamento pior para Alonso, gerava de alguma maneira um certo desequilíbrio emocional. Alonso disputou praticamente metade da temporada sozinho e lutou bravamente até a última corrida. Lembro que no final do campeonato li uma entrevista do tetracampeão Alain Prost, um piloto que viveu uma situação parecida no final da década de 1980, em que ele ressaltava que o privilégio dentro da equipe pode não significar nenhuma vantagem técnica ao favorecido, mas os aspectos humanos, emocionais, psicológicos, podem fazer toda diferença. Por isso, condições iguais nesses casos não passam de uma mera utopia. Quando Alonso veio a público questionar o tratamento que recebia na equipe passou a ser alvo de esculhambação pública. Mimado, Choronso, normalmente, eram os adjetivos mais utilizados. Ao colaborar com as investigações da FIA no caso de espionagem da Mclaren como testemunha tornou-se o safado, chantagista, cachorro. As trocas de mensagens entre o então piloto de testes da equipe (Pedro de la Rosa) e Alonso confirmaram que, ao contrário do que se imaginava, muitas pessoas da equipe tiveram acesso as informações dos carros vermelhos. Pedro tinha contato direto com Stepney. Alonso foi beneficiado como toda a equipe foi pela posse ilegal de toda a documentação da Ferrari. Inclusive o Hamilton. O teatro todo de Ron Dennis, num primeiro momento, alegando que ninguém na equipe tinha conhecimento da documentação logo “caiu por terra”. Hamilton realmente tem para quem puxar.
O olhar e o comportamento de Alonso mudaram em 2007. As vezes acho que algumas feridas que ficaram jamais serão sanadas. Mas, tenho certeza que como todo mundo que passa por momentos conturbados ele tirou algo de bom em tudo aquilo. Na época eu escutava muito uma música do Foo Fighters - “Times Like These” (link) (não sou muito fã do grupo, mas gosto dessa música) e o refrão dela me lembrava muito a situação pela qual ele estava vivendo e a lição de todo aquele período. Por isso, desde então, para mim, Times Like These tornou-se a música do Alonso. “It's times like these, You learn to live again, It's times like these, You give and give again, It's times like these, You learn to love again, It's times like these, Time and time again”.
2007 marcou o início daquela que talvez pode ser considerada a maior rivalidade da F-1 desde os tempos de Senna e Prost. Um é considerado o melhor piloto do grid, enquanto o outro é considerado pelos críticos como o piloto mais agressivo dos últimos anos. Campeões, vencedores, vaidosos, agressivos. Alonso e Hamilton figuram como os grandes protagonistas da F-1 atual. Uma grande rivalidade que talvez o próprio esporte necessite e que de alguma forma é extremamente cultuada pela mídia e torcedores. A parceria em 2007 foi nitroglicerina pura. Alonso e Lewis tiveram os mesmos pontos (109), as mesmas vitórias (4) e os mesmos números de pódios (12) ao longo de 2007. Hamilton fez mais poles (5 a 3) e Alonso fez mais voltas mais rápidas (3 a 2). Lewis largou mais vezes na frente (9 a 8), mas Alonso terminou mais corridas à sua frente (10 a 7). Os números demonstram um grande equilíbrio entre os dois. O critério de desempate no final do campeonato foi um segundo lugar a favor do inglês. Os maiores detratores do espanhol adoram alegar que Alonso foi massacrado por um rookie. Não há o que discutir em relação as estatísticas. Não houve massacre nenhum. Hamilton, sem dúvida, é um piloto fora de série e conseguiu um resultado excepcional para seu ano de estréia. Teve a sorte de estrear por uma grande equipe e soube aproveitar todo o potencial do excelente equipamento que tinha em mãos. Aliás, ele soube aproveitar uma série de favorecimentos: acertos do carro de Alonso, privilégios da equipe e a não punição da FIA por nenhuma de suas infrações (que não foram poucas). A parceria durou apenas um ano. Logo que a temporada de 2007 finalizou Alonso e a Mclaren romperam prematuramente o contrato de três anos. Muitos dizem que Alonso fugiu do grande “pega”. A realidade é que falta de respeito tem limite. Alonso nunca fará papel de coadjuvante. Por personalidade, por um espírito competitivo aguçado, ele não aceitaria nunca o papel secundário que o aguardava na Mclaren. Alonso sempre será o protagonista da sua história. E acho que ele foi muito modesto quando retornou para a Renault em 2008. Abriu mão de vencer em nome de seu bem-estar e dignidade.
O engraçado é que observando a parceria entre Button e Hamilton, nos dias de hoje, em determinados momentos, vejo Button muito mais favorito na briga pelo título desta temporada do que o Hamilton. As regras atuais favorecem muito o estilo de pilotagem de Button, que pode não ser brilhante como Hamilton, mas sempre está ali quietinho marcando seus pontinhos. É extremamente preciso, inteligente e frio em sua decisões e ações. Essa frieza inglesa pode fazer toda a diferença no final do campeonato. Em outras palavras, o peçonhento é o Hamilton, mas quem tem a possibilidade de dar o bote final poderá ser o Button. Creio que se a “Frieza calculista Button” tivesse entrado em campo em 2007 a história poderia ter sido diferente...
Se por um lado, a temporada de 2007 foi marcada por confusões, do ponto de vista da competitividade a temporada foi sensacional. Foi um campeonato totalmente distinto do período “hegemônico” de Schumacher. Pela primeira vez, na história da categoria, os três primeiros colocados ficaram separados por apenas um ponto.
Renault - A verdadeira família
Belos momentos, lembranças maravilhosas! O início, a primeira vitória, pódios, títulos, glória. Recomeço, tranquilidade, reconhecimento. Alonso sempre ressaltou que a Renault era sua segunda família e que adorava trabalhar ao lado de pessoas que valorizavam seu potencial, o respeitavam e que queriam vê-lo vencer sempre. Juntos tiveram grandes êxitos e alegrias.
Foram sete temporadas ao todo. Algumas maravilhosas, outras um pouco difíceis. Talvez a temporada de 2009, a última no time francês, tenha sido a mais complicada nesses sete anos de parceria. Carro ruim, uma série de erros de estratégia da equipe, equipe fragilizada, demissões, perda de patrocinadores, “Cingapuragate”. Mais uma vez, desde a temporada tumultuada de 2007, o caráter de Alonso foi colocado à prova. Se antes era chantagista, manipulador e “choronso” logo que o episódio de Cingapura veio à tona tornou-se o “Dick Vigarista - Nada sei”. Após uma série de investigações o Conselho Mundial da FIA concluiu em setembro do ano passado que: “... Alonso não esteve envolvido de nenhuma maneira com as violações da Renault”. Entretanto, para muitos, Alonso por ser um piloto experiente e inteligente e como o maior beneficiado da tramóia estaria sim envolvido no episódio. Não vou ficar mais debatendo algo que já foi investigado e provado. O GP de Cingapura de 2008 foi, para mim, como torcedora, uma vitória das mais emocionantes e memoráveis. Simbolizou o primeiro triunfo depois de um período tão difícil e conturbado. Mesmo se Alonso tivesse tido envolvimento na articulação do episódio, lembrando que estou fazendo uma alegação na condicional, o papel mais deplorável no evento não teria sido o dele. Essa é a questão. E para aqueles que não perdem a oportunidade de destratar o Alonso por causa disso um “sinto muito” para todos. A batida em si o recolocou de volta na disputa da corrida. Mas, outros detalhes, além do talento e competência do Alonso, também foram importantes para a concretização daquela vitória. Felipe Massa que até então estava liderando a prova teve um problema no abastecimento. Rosberg e Kubica que também estavam disputando os primeiros lugares foram punidos. E, no final das contas, essa foi apenas mais uma vitória das muitas que Alonso têm no seu currículo.
Ferrari - Prenúncio de uma parceria vitoriosa?
Para muitos torcedores a tradicional e vencedora equipe italiana é a grande esperança para Alonso finalmente voltar a disputar vitórias e títulos. O ótimo período de testes na pré-temporada e a primeira vitória do campeonato nos deixou ainda mais motivados. Nunca fui muito animada com essa parceria, mas apesar dos problemas enfrentados nessa primeira parte do campeonato (sucessivos erros de estratégias da equipe e do próprio Alonso) já estou me acostumando com o Fernando Alonso “Vermelho”. Depois de duas temporadas andando no bloco intermediário, Alonso, finalmente está tendo mais uma chance (mesmo que remota nessa altura do campeonato) de lutar por mais um título. É tratado com respeito pela equipe e, aparentemente, está feliz e está onde quer estar. Nunca tive essa sensação com a Mclaren, por isso, como torcedora, fico mais tranquila. Será uma parceria vitoriosa? Ainda está muito cedo para elaborar qualquer prognóstico. Depois de um período vitorioso com as múltiplas parcerias entre Todt, Ross Brawn e Schumacher a Ferrari busca uma nova identidade rumo ao sucesso novamente. A reestruturação da equipe de Maranello para um modus operandi mais “italiano” passou a ser alvo de muito críticas. O que resta para nós, torcedores, é esperar que tudo se ajeite e se estruture da melhor forma possível para que o nosso ídolo possa se reencontrar aos domingos com aquela que tanto nos encanta e nos traz felicidade e alegria: a vitória.
No último domingo presenciamos mais um fato polêmico na vida de Alonso e da Ferrari. Não podemos esquecer que estamos lidando com um esporte em que os interesses comerciais e financeiros prevalecem sobre qualquer outro aspecto, de uma equipe que acha que está acima do bem e do mal, e de uma regra totalmente contraditória e hipócrita que pune o trabalho de equipe. Algo que sempre existiu camuflado ou não na F-1. É comum as equipes mandarem seus pilotos pouparem gasolina, diminuírem o ritmo do motor, principalmente, quando os primeiros colocados são membros da mesma equipe. Mesmo as equipes pequenas utilizam esse artifício quando estão disputando pontos importantes. A ideia é de que não ocorra colisão por uma eventual disputa de posição como ocorreu com as Red Bulls este ano no GP da Turquia. Claro que o que ocorreu no GP da Alemanha foi totalmente questionável. Muito pela forma como tudo foi conduzido. O engenheiro de Massa deveria saber que antes de ser amigo pessoal do piloto ele é um funcionário da empresa Ferrari. Suas atitudes (ainda mais sabendo que os áudios são liberados para a transmissão) ajudaram a denegrir ainda mais a imagem dos envolvidos. Deveria ser demitido.
Depois do péssimo início de temporada do Massa é óbvio que as cartas da Ferrari para vencer mais um campeonato estão todas com Alonso. Creio que se Massa estivesse fazendo um campeonato melhor nada disso teria acontecido.
Alonso ganhou dois campeonatos sem “escudeiro” nenhum. Lutou pelo terceiro título em 2007 até a última corrida com sua equipe toda lutando contra ele e ficou apenas um ponto do tão sonhado Tri. Podem falar o que quiserem, mas é fato que Alonso não tem mais nada para provar como piloto e não precisa de nenhum “segundo piloto” para ser campeão."
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Carol, obrigada por fazer parte da Semana Fernando Alonso mais uma vez. Olha que ano que vem tem mais, hein?!! Parabéns!!! hehe
Na verdade, todos os participantes da SFA estão de PARABÉNS!!! Cada um de vocês! Alonso só tem fã que é fera!!!! hahaha
Luis Garcia?? Fabrizio Borra?? Edoardo??? Que nada... quem tem está com toda moral é mesmo a Armada Asturiana !!!hehehe
Amigos, espero que tenham gostado! Amanhã eu volto com mais!!! Aguardem!!
Bjinhos, Tati
Comentários
Simplesmente perfeita a sua definição do Alonso...Adorei!!
Bjos
Andrea
O seu texto ficou maravilhoso, escrito com extremo bom gosto, parabéns!
Agora, eu adoro Foo Fighters, e "Times like this", uma de minhas preferidas, além de retratar a "filosofia dos novos tempos", caracterizou muito bem essa fase complicada do Alonso na McLaren.
Gente,estou adorando essa semana, as músicas, então...
Parabéns, Tati!
Bjs a todos
Juliana
Parabéns pela música,e pelo texto maravilhoso!
Um beijão
Amei o seu texto,Carol.
Acho que nem posso dizer que ficou perfeito pq vai além disso.
Parabéns!!!
beijos
Marina.
Acho que fui injusta com o Rob Chiclete no meu texto. Aos poucos as verdades do último domingo vão se tornando públicas. Conforme eu já imaginava o "ridículo" do Alonso foi em relação a situação da disputa e não em relação ao Massa. Chega de polêmicas, né, pessoal? Agora quero escrever só coisas boas.