7 de abril de 2009

Semana Jacques Villeneuve

Hoje continuarei a contar algumas histórias sobre Jacques Villeneuve. Se eu pudesse, dividiria com vocês tudo o que possuo sobre Jacques (Vick e Tatinha sabem que meu acervo é extenso...hehehehe), mas em um exercício de compilação extremamente complexo, vou usar só alguns livros que falem mais sobre quem é a pessoa e não o piloto, que todos já conhecem.

Livro: The New Villeneuve - The Life of Jacques Villeneuve

Introdução

26 de Julho de 1996, Hockenheim. Os sons familiares de um paddock da Fórmula 1 no entardecer: tráfego barulhento, alguns helicópteros, carros de corrida murmurando através da floresta do rápido circuito de Hockenheim no sudeste da Alemanha e os engenheiros da Fórmula 1 e os pilotos correndo dos compromissos com a imprensa para se reunirem em seus motorhomes com ar-condicionado. Era uma tarde quente, o sol estava queimando nossas cabeças e havia pouca sombra para se esconder no asfalto entre os luxuosos motorhomes e os caminhões.

Perto do final do dia de atividades, uma pequena figura, desarrumada e de óculos em um jeans e camiseta surrados caminha em direção ao fundo do motorhome da equipe Rothmans Williams Renault. Jacques Villeneuve, filho do lendário Gilles Villeneuve, é facilmente identificado por seu cabelo bagunçado, seu corpo levemente curvado, sua aparência na moda grunge e seu jeito de andar como que se focado através da multidão em direção ao santuário de seu local de trabalho ao lado dos engenheiros. Para qualquer um que desejasse falar com ele, ainda que rapidamente, era uma boa oportunidade. Seu empresário, Craig Pollock, a quem ele era próximo, e tinha uma relação de amizade forte, estava ausente.

Villeneuve, no entanto, embora permanecesse perfeitamente civil, deixou claro que não queria conversar. Nem ser entrevistado. Nem desejava falar sobre sua vida particular, sua personalidade, sua carreira ou sua filosofia com o autor desta biografia. Ele também não queria ajudar em fornecer histórias, ou fatos, ou datas, horas e locais; nem mesmo confirmá-los; haveria, de forma bem simples, cooperação zero.

Logo ficou claro que este campeão do automobilismo extremamente talentoso era forte, caráter complexo de nuances caleidoscópicas, mudanças suaves de temperamento e opiniões teimosas, que às vezes, viravam-se perversamente contra ele, e outras vezes, o faziam brilhar, formando uma deliciosa combinação.

Sobre sua vida pessoal, falar sobre si mesmo, Villeneuve odeia. "Eu odeio estas perguntas, eu odeio falar sobre mim mesmo. Eu não gosto de ser extrovertido. Até onde sei, sou um cara tímido. Okay, no carro minha força talvez seja relaxar, que é importante para manter a cabeça fria, para saber o que fazer e quando, quando ser agressivo, quando não ser. Na minha vida pessoal... Eu não sei - apenas ser feliz e contente com o que tenho, apenas ser normal, isto é bom."


"Eu sou apenas eu mesmo. Eu não me importo com o que as pessoas pensam. Não, isto não é correto. Você se importa com o que as pessoas pensam. Você não quer que as pessoas pensem coisas negativas sobre você. Mas eu acho que a coisa mais importante é você ser você mesmo. Se quer ser feliz, tem que ser você mesmo. Se está tentando ser outra pessoa, você não vai ser feliz. E o mais importante é ser feliz. E você faz qualquer coisa para ser feliz."

Sobre sua paixão pela velocidade: "Há duas coisas. Eu amo competição em tudo; não só em carros, pode ser em qualquer outra coisa. E a segunda coisa é a velocidade. Não a velocidade na linha reta, é a velocidade na margem, com o limite. Sempre forçando o limite, sentindo-o, isto te dá muito prazer. É uma sensação que é impossível de descrever."

"É algo que é muito pessoal. Ninguém pode senti-lo, apenas os outros caras em seus carros - mas talvez eles o sintam de maneira diferente. Sabendo que você está fazendo algo especial que se você cometer um erro você terá um acidente feio, mas que você pode controlar isto... Isto dá uma adrenalina forte."

Gilles Villeneuve, seu pai, morreu em Zolder, em um acidente feio em uma Ferrari durante o treino de classificação para o GP da Bélgica de 1982. Ele era, alguns dizem, um artista da corda bamba que se apresentava sem rede de proteção. Jacques, o filho, claramente prefere uma rede no lugar, mas deseja também provar que a coisa verdadeiramente heróica é fazer os truques e permanecer vivo. Vamos esperar que ele encontre o herói em si mesmo e possa depois de tudo se tornar um de nós, outro homem no paddock compartilhando a bagunça, o agito, as piadas, as fofocas e as emoções da Fórmula 1. É, afinal de contas, o ambiente em que ele cresceu; o lugar em que seu pai estacionava o trailer, onde sua mãe cozinhava seus famosos hamburgueres, onde Gilles acendeu sua paixão e deixou um rastro; e o local onde este homem, e sua história, começam.

É isso por hoje pessoal. Este trecho bem grande foi extraído, resumido e traduzido para vocês da introdução do livro. Amanhã postarei mais coisas ok?
Beijinhos, Ice-Ludy

4 comentários:

Lu M. disse...

Como não amar um cara desses????

beijos e obrigada pela tradução, amiga. Mto bom ler esses trechos desse livro raro!

Obrigadão mesmo!

Anônimo disse...

Tá arrasando!!!!!
Estou de leitora, agora... só esperando o próximo capítulo.

Bj

Vick

Silvia disse...

Parabéns, está muito bom o especial...adoro ler textos assim

Agora me aproveitando da boa vontade de vocês, se não for pedir muito (rs), será que vocês conseguiriam um link para eu poder baixar o disco do JV? Ouvi algumas músicas e achei legal, queria poder conferir o disco todo...

Octeto Racing Team disse...

Oi Silvia? Que bom que está curtindo!!!

Sobre o cd, mande um e-mail aos meus cuidados para o blog ok? Eu te ajudo!!

bjs

Ice-Ludy